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https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/49839| ORCID: | http://orcid.org/0009-0000-7819-1036 |
| Tipo do documento: | Trabalho de Conclusão de Curso |
| Tipo de acesso: | Acesso Aberto |
| Título: | A relativização da impenhorabilidade salarial e os limites da jurisdição: uma análise crítica da atuação do Superior Tribunal de Justiça |
| Autor(es): | Mendes, Geovana Rocha |
| Primeiro orientador: | Brito, Cristiano Gomes de |
| Primeiro membro da banca: | Ribeiro, Bruno Marques |
| Segundo membro da banca: | Faria, Lincoln Rodrigues de |
| Resumo: | O presente trabalho analisa criticamente a relativização da impenhorabilidade salarial promovida pelo Superior Tribunal de Justiça, tendo por objeto central a compatibilidade dessa construção jurisprudencial com os princípios constitucionais da legalidade, da separação dos poderes, da segurança jurídica e da proteção do mínimo existencial do executado. O ordenamento jurídico brasileiro estabelece, no art. 833, inciso IV, do Código de Processo Civil, a impenhorabilidade das verbas remuneratórias, admitindo seu afastamento apenas nas hipóteses expressamente previstas no § 2º do mesmo dispositivo, quais sejam, o pagamento de prestação alimentícia e a constrição de quantias excedentes a cinquenta salários mínimos mensais. Não obstante a clareza da disciplina legal, o Superior Tribunal de Justiça passou a admitir, a partir do julgamento do EREsp n. 1.874.222/DF pela Corte Especial, a penhora de verbas salariais para satisfação de dívidas não alimentares mesmo quando os rendimentos do executado são inferiores ao limite legalmente fixado, desde que preservada a subsistência digna do devedor e de sua família. A pesquisa, de natureza dedutiva e base bibliográfica e jurisprudencial, demonstra que essa orientação substituiu critério objetivo estabelecido pelo legislador por conceito jurídico indeterminado, gerando divergência interpretativa nos tribunais brasileiros e comprometendo a previsibilidade das decisões judiciais, conforme evidenciado pela instauração do Tema Repetitivo n. 1.230. Conclui-se que a relativização promovida pelo STJ configura manifestação de ativismo judicial incompatível com os limites constitucionais da função jurisdicional, deslocando para o Poder Judiciário escolha normativa que competia ao Poder Legislativo. |
| Palavras-chave: | impenhorabilidade salarial mínimo existencial ativismo judicial segurança jurídica separação dos poderes |
| Área(s) do CNPq: | CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::DIREITO::DIREITO PRIVADO |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editora: | Universidade Federal de Uberlândia |
| Referência: | MENDES, Geovana Rocha. A relativização da impenhorabilidade salarial e os limites da jurisdição: uma análise crítica da atuação do Superior Tribunal de Justiça. 2026. 33 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Direito) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2026. |
| URI: | https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/49839 |
| Data de defesa: | 16-Jul-2026 |
| Aparece nas coleções: | TCC - Direito |
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| Arquivo | Tamanho | Formato | |
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