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Item type: Pessoa , Item type: Unidade Organizacional , Item type: Publicação , Trabalho de Conclusão de Curso Acesso Aberto
Comparação entre diferentes modelos de IA na segmentação de superfícies de fratura pós ensaio de impacto Charpy(Universidade Federal de Uberlândia, 2026-03-13) José, João Pedro Cândido; Assis, Pedro Augusto Queiroz de; http://lattes.cnpq.br/5309540309123503; Arencibia, Rosenda Valdes; http://lattes.cnpq.br/5680475427208141; Naves, Saint Clair; http://lattes.cnpq.br/8263241921367978A Shear Fracture Appearance (SFA) é uma grandeza amplamente utilizada na interpretação de ensaios de impacto Charpy por expressar, em porcentagem, a fração de fratura dúctil observada na superfície de fratura (SF) dos corpos de prova (CPs) após o ensaio. Contudo, sua estimativa tradicional por inspeção visual e/ou procedimentos semiempíricos é trabalhosa e sujeita à variabilidade interobservador, motivando o emprego de visão computacional para automatizar a quantificação de áreas. Este trabalho propõe e avalia uma abordagem baseada em inteligência artificial (IA) para estimar a SFA a partir de imagens estereomicroscópicas de SFs. A metodologia é organizada em cascata com dois estágios: (i) um modelo fixo segmenta a SF total do fundo da imagem, resultando na região de interesse (ROI); (ii) um segundo modelo é empregado para separar as classes “frágil” e “delaminação”. Particularmente, compararam-se os desempenhos de quatro conhecidas arquiteturas de segmentação na realização do segundo estágio: U-Net, DeepLabV3-ResNet50, SegFormer e YOLO11-seg. Os modelos foram treinados sob um protocolo padronizado e avaliados de duas formas: (a) pela qualidade das máscaras previstas para as classes “frágil” e “delaminação” em comparação às anotações manuais (ground truth); e (b) pelo impacto dessas máscaras nas grandezas de interesse, isto é, na SFA estimada e na curva SFA×temperatura, a partir da qual se obtém a Ductile–Brittle Transition Temperature (DBTT) pelo critério \(T_{50\%\mathrm{SFA}}\). Em termos de segmentação, todos os modelos reproduzem com alta fidelidade a região frágil no conjunto de validação (com IoU_frágil entre 0,921 e 0,935 e Dice_frágil entre 0,959 e 0,966, além de precisão e recall próximos de 0,97), indicando que a identificação da fratura frágil é uma tarefa bem resolvida pelas arquiteturas avaliadas. Por outro lado, a delaminação permanece como o principal desafio para todos os métodos, com desempenho substancialmente inferior (na melhor época, IoU_delam entre 0,166 e 0,173 e Dice_delam em torno de 0,284–0,295), refletindo o forte desbalanceamento do problema e a morfologia estreita dessa classe. Ao comparar as arquiteturas no segundo estágio, o SegFormer apresentou o melhor desempenho médio de segmentação (mIoU = 0,554; mDice = 0,631), com U-Net (mIoU = 0,547; mDice = 0,623) e DeepLabV3–ResNet50 (mIoU = 0,543; mDice = 0,622) muito próximos. A YOLO11-seg, após conversão das máscaras por instância para uma máscara semântica por classe, apresentou os menores valores globais (mIoU = 0,513; mDice = 0,585). Na avaliação das métricas derivadas, ao estimar a DBTT pelo critério \(T_{50\%\mathrm{SFA}}\), SegFormer (-14,44 °C) e DeepLabV3–ResNet50 (-14,99 °C) permanecem próximos do manual (-13,74 °C), com desvios de -0,70 e -1,25 °C, respectivamente, evidenciando maior consistência na propagação dos erros de segmentação para as grandezas de interesse. Assim, o trabalho contribui com uma metodologia para estimativa automática de SFA, uma comparação controlada entre arquiteturas no estágio semântico e uma análise integrada entre desempenho de máscara e impacto em grandezas físicas como a SFA e DBTT.Item type: Publicação , Tese Acesso Aberto
Avaliação do ciclo de vida da produção e aplicação agrícola de nanocarbonato de cálcio obtido da captura de CO₂ de emissões energéticas(Universidade Federal de Uberlândia, 2026-04-23) Miers, Dieter Allan; Vaz Junior, Sílvio; http://lattes.cnpq.br/4215345921118082; Lima, Carlos Eduardo Pacheco; http://lattes.cnpq.br/2571296325308250; Figueiredo, Cícero Célio de; http://lattes.cnpq.br/5156205327629139; Guiducci, Rosana do Carmo Nascimento; http://lattes.cnpq.br/2800444557724587; Gravina, Érica Goncalves; http://lattes.cnpq.br/7427502032952590As mudanças climáticas extremas, impulsionadas pelo aumento das temperaturas médias globais e das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), decorrem, em grande medida, da dependência contínua de combustíveis fósseis, como o carvão mineral, ainda central na matriz energética. Nesse contexto, torna-se prioritário desenvolver tecnologias de captura e uso de carbono (CCU, do inglês Carbon Capture and Use) capazes de mitigar parte das emissões associadas a essas fontes, sem comprometer a segurança energética. Este estudo avalia uma rota inovadora em que o CO₂ de emissões industriais é capturado por borbulhamento químico e convertido em nanocarbonato de cálcio (NCC), utilizado como nanocorretivo agrícola. O NCC apresenta maior reatividade, melhor dispersão e neutralização mais rápida da acidez do solo, em comparação a calcários convencionais, podendo ser aplicado em sistemas de produção de soja e alface. A avaliação do ciclo de vida (ACV), conduzida no openLCA segundo as normas ISO 14040:2006 e 14044:2009 e o método IPCC 2013, abrangeu, inicialmente, o escopo do berço ao portão (cradle-to-gate). A partir da fronteira do berço ao campo (cradle-to-field), utilizando o método ReCiPe 2016 Midpoint (H), foram integrados a captura de CO₂ biogênico na biomassa (soja e alface) e o armazenamento de longo prazo no solo (ΔSOC), estimando-se, de forma preliminar, até 12 tCO₂ ha-1 ano-1 para soja e 3 tCO₂ ha-1 ano-1 para alface, além de ganhos adicionais no balanço climático, associados ao sequestro e ao armazenamento de carbono no solo. Os resultados indicaram que a tecnologia de NCC pode reduzir a pegada de carbono da calagem agrícola, gerar créditos de carbono e apoiar estratégias de economia circular no setor energético e de produção de alimentos.Item type: Publicação , Trabalho de Conclusão de Curso Acesso Aberto
BRICS e o projeto de desdolarização: entre o discurso de cooperação e as assimetrias de poder(Universidade Federal de Uberlândia, 2026-03-06) Oliveira, Bruno Prudente de; Pereira, Matheus de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/2502351353393347; Azevedo, Laís Benevenuto de; http://lattes.cnpq.br/3047865683172220; Magalhães, David Almstadter Mattar de; http://lattes.cnpq.br/8048454392204021Este trabalho analisa em que medida a proposta de desdolarização promovida pelo BRICS pode configurar uma alternativa viável à ordem financeira internacional centrada no dólar, considerando os interesses de política externa e as assimetrias internas de seus países-membros. A partir de uma análise histórica e estrutural do Sistema Monetário e Financeiro Internacional (SMFI), o estudo contextualiza a consolidação da centralidade do dólar desde o colapso de Bretton Woods até a crise financeira global de 2008, momento em que se intensificam as críticas à governança financeira internacional. Ademais, é estudado a atuação do BRICS por meio da análise das posições nacionais de China, Rússia, Brasil, Índia e África do Sul, bem como os principais instrumentos mobilizados pelo grupo, dentre eles o Novo Banco de Desenvolvimento, o Arranjo Contingente de Reservas e o incentivo ao uso de moedas locais. No decorrer da análise percebe-se que, embora exista convergência discursiva em torno da necessidade de maior autonomia financeira e diversificação monetária, as respostas nacionais são marcadamente heterogêneas. De modo que as assimetrias econômicas, financeiras, geopolíticas e institucionais entre os membros limitam a coordenação e o alcance efetivo das iniciativas de desdolarização no curto prazo. Consequentemente, o estudo mostra que o BRICS atua como uma coalizão que assume um caráter de contestação à ordem financeira vigente, ainda que de forma gradativa, sem constituir, no horizonte imediato, uma alternativa sistêmica capaz de substituir a centralidade do dólar no SMFI.