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ORCID:  http://orcid.org/0009-0000-1501-9095
Tipo do documento: Trabalho de Conclusão de Curso
Tipo de acesso: Acesso Aberto
Título: Mapeamento geológico, petrografia e geoquímica do granito Dourados associado ao Complexo Monte Carmelo, Douradoquara-MG
Autor(es): Faria, Arthur Rodrigues de
Primeiro orientador: Vieira, Otávio Augusto Ruiz Paccola
Primeiro membro da banca: Silva, Marco Antônio Delinardo da
Segundo membro da banca: Araújo, Larissa Marques Barbosa de
Resumo: Ao longo da Faixa Brasília Meridional, edificada no neoproterozoico a partir da amalgamação da porção oeste do Gondwana, são caracterizados corpos graníticos de diferentes tipos, tanto pré-colisionais quanto sin e pós-colisionais. O Complexo Monte Carmelo se trata de um batólito fortemente deformado, situado entre os municípios de Monte Carmelo-MG e Abadia dos Dourados-MG, com diferentes litotipos associados como monzogranito, sienito, granodiorito e tonalito. Sua origem é ligada a dois períodos distintos, sendo a de 790 Ma relacionada a granitos metaluminosos formados em ambiente de arco magmático e a de 630 Ma relacionada a granitos do tipo S sin-colisionais. O Granito Dourados, individualizado e caracterizado no presente trabalho, é aflorante nas margens do rio homônimo no município de Douradoquara-MG, sendo aqui classificado como um monzogranito peraluminoso e subdividido em três fácies graníticas a partir de mapeamento geológico em escala 1:25.000, descrição petrográfica e análise litogeoquímica. A fácies hololeucocrática representa uma pequena lente na borda noroeste do corpo e corresponde a biotita monzogranito com estrutura isotrópica e textura inequigranular média, havendo uma predominância de minerais félsicos como quartzo, microclínio e oligoclásio em relação aos filossilicáticos, como biotita e muscovita. A associação de fácies leucocrática é caracterizada pela predominância da fácies muscovita-biotita monzogranito em relação a fácies granada-muscovita-biotita monzogranito. Ambas possuem trama planar espaçada e anastomosada, com domínio de clivagem filossilicática envolvendo micrólitons quartzo-feldspáticos. A textura dessas fácies também é equivalente, sendo predominantemente equigranular fina a média, com pequenos termos inequigranulares. Dessa forma, a distinção entre elas se dá principalmente pela presença de granada em uma delas, que ocorre tanto passando para biotita quanto inclusa nos cristais de biotita, o que permite assim identificar minimamente duas fases de formação da biotita, assim como visto para a muscovita. A ocorrência secundária dos minerais filossilicáticos, somada à minerais opacos, epidoto, sericita e saussurita indica um processo hidrotermal potássico fortemente associado à intrusão do Granito Dourados, sendo visível também pelo comportamento da anomalia de K no mapa gamaespectométrico. O uso da gamaespectometria auxilia, além do mapeamento de processos pós-magmáticos, na delimitação do corpo granítico a partir das anomalias de Th e U, que são elementos menos móveis e presentes em minerais acessórios como a monazita. A intrusão granítica se aproveita da foliação das rochas metassedimentares do Grupo Araxá para se ascender, o que resulta em um contato difuso entre as unidades. O litotipo principal das encaixantes é representado por granada-muscovita-biotita xisto, que apresenta aumento gradativo da quantidade de feldspato conforme a aproximação do Granito Dourados, além dos granada anfibolitos representando a porção metamáfica da melange ofiolítica do Grupo Araxá. A partir dos dados geoquímicos obtidos, pode-se afirmar que o Granito Dourados é pré a sin-colisional, gerado a partir da fusão crustal parcial de rochas metassedimentares em níveis crustais profundos, associados ao espessamento crustal em ambiente de arco vulcânico continental. O Granito Dourados pode ser classificado como cálcio-alcalino, com teores entre 66 a 70% de SiO2, alta porcentagem de Al2O3 e é enriquecido em elementos terras raras leves em relação aos pesados.
Palavras-chave: Granito
Faixa Brasília meridional
Complexo Monte Carmelo
Mapeamento geológico
Descrição faciológica
Litogeoquímica
Granite
Southern Brasília belt
Monte Carmelo complex
Geological mapping
Facies description
Lithogeochemistry
Área(s) do CNPq: CNPQ::CIENCIAS EXATAS E DA TERRA::GEOCIENCIAS::GEOLOGIA::PETROLOGIA
Idioma: por
País: Brasil
Editora: Universidade Federal de Uberlândia
Referência: FARIA, Arthur Rodrigues de. Mapeamento geológico, petrografia e geoquímica do Granito Dourados associado ao Complexo Monte Camelo, Douradoquara-MG. 2026. 96 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Geologia) - Universidade Federal de Uberlândia, Monte Carmelo, 2026.
URI: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/49436
Data de defesa: 18-Mar-2026
Aparece nas coleções:TCC - Geologia (Monte Carmelo)

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