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ORCID:  http://orcid.org/0009-0008-4839-1895
Tipo de documento: Trabalho de Conclusão de Curso
Tipo de acceso: Acesso Aberto
Título: Platão e o problema do mal
Título (s) alternativo (s): Platon et le problème du mal
Autor: Marques, João Vitor de Almeida
Primer orientador: Nunes Sobrinho, Rubens Garcia
Primer miembro de la banca: Nunes Sobrinho, Rubens Garcia
Segundo miembro de la banca: Martins Mendonça, Fernando
Resumen: O presente trabalho investiga a presença e a natureza do mal na filosofia platônica, examinando se há uma teoria consistente sobre o tema nos Diálogos. Parte-se da hipótese de que Platão admite diferentes dimensões do mal: um mal negativo, estrutural, inerente à condição do sensível como realidade imperfeita; e um mal positivo, originado na ignorância da alma em relação ao Bem. A análise contempla a centralidade da Ideia de Bem como princípio causal, sua relação com a ciência e a opinião, a analogia do sol, a distinção entre amantes do espetáculo e do conhecimento, a função da dialética e o mito da caverna. Considera-se ainda o mal negativo como imperfeição ontológica decorrente da desigualdade entre o inteligível e o sensível, à luz da cosmologia do Timeu, da noção de khóra, da limitação do Demiurgo e da cooperação entre razão e necessidade. Discute-se também o mal positivo, entendido de forma relativa, como efeitos inevitáveis da limitação racional, e absoluta, como ações humanas orientadas pela ignorância do Bem, sobretudo nos diálogos Leis e Timeu. Conclui-se que, embora Platão não formule uma teoria sistemática do mal, sua filosofia oferece elementos para compreendê-lo como fenômeno necessário à imperfeição do sensível e como resultado da desordem da alma.
Abstract: Le présent travail enquête sur la présence et la nature du mal dans la philosophie platonicienne, en examinant s’il existe une théorie cohérente sur le sujet dans les Dialogues. On part de l’hypothèse que Platon admet différentes dimensions du mal : un mal négatif, structurel, inhérent à la condition du sensible en tant que réalité imparfaite ; et un mal positif, issu de l’ignorance de l’âme à l’égard du Bien. L’analyse envisage la centralité de l’Idée du Bien comme principe causal, sa relation avec la science et l’opinion, l’analogie du soleil, la distinction entre les amateurs de spectacle et ceux du savoir, la fonction de la dialectique et le mythe de la caverne. Le mal négatif est ensuite considéré comme imperfection ontologique découlant de l’inégalité entre l’intelligible et le sensible, à la lumière de la cosmologie du Timée, de la notion de khóra, de la limitation du Démiurge et de la coopération entre raison et nécessité. Le mal positif est également discuté, compris de façon relative comme effets inévitables de la limitation rationnelle, et de façon absolue comme actions humaines orientées par l’ignorance du Bien, notamment dans les dialogues Lois et Timée. Il est conclu que, bien que Platon ne formule pas une théorie systématique du mal, sa philosophie offre des éléments permettant de le comprendre à la fois comme phénomène nécessaire à l’imperfection du sensible et comme résultat du désordre de l’âme.
Palabras clave: Platão
Platon
problema do mal
Ideia de Bem
mal negativo
mal positivo
problème du mal
Idée du Bien
mal négatif
mal positif
Área (s) del CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA::METAFISICA
Idioma: por
País: Brasil
Editora: Universidade Federal de Uberlândia
Cita: MARQUES, João Vitor Almeida. Platão e o problema do mal. 2025. 42 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Filosofia) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2025.
URI: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/49675
Fecha de defensa: 22-sep-2025
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