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https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/49594| Tipo de documento: | Trabalho de Conclusão de Curso |
| Tipo de acceso: | Acesso Aberto |
| Título: | Colonialidade do saber e subjetividades interrompidas: a produção do fracasso discente da juventude negra |
| Autor: | Sousa Filho, Carlos Roberto Pereira de |
| Primer orientador: | Almeida, Ivete Batista da Silva |
| Primer miembro de la banca: | Cunha Junior, Ezequias Cardozo |
| Segundo miembro de la banca: | Blind Review, Blind Review |
| Resumen: | Este trabalho de conclusão de curso investiga, por meio de pesquisa bibliográfica de abordagem qualitativa, as causas estruturais da evasão escolar de alunos negros na educação básica e os desafios de sua permanência no ensino superior no Brasil. Partindo de dados do IBGE que evidenciam a exclusão educacional da população negra, materializada em taxas de abandono, defasagem idade-série e sub-representação universitária, a pesquisa mobiliza referencial teórico que articula biopolítica (Foucault), necropolítica (Mbembe), dispositivo de racialidade (Carneiro), colonialidade do poder, do saber e do ser (Quijano, Mignolo, Dussel) e habitus (Bourdieu) para compreender o sistema educacional brasileiro como mecanismo de triagem social forjado em matrizes eurocêntricas. A análise de Sueli Carneiro (2005) permite compreender o racismo não como manifestação individual, mas como tecnologia estatal materializada no dispositivo de racialidade que hierarquiza vidas e define quais corpos merecem futuro. Aproximando-se de Mbembe (2017), a pesquisa argumenta que a exclusão educacional de jovens negros não constitui falha do sistema, mas expressão da necropolítica, entendida como poder soberano de expor certas populações à morte simbólica e material, tornando-as descartáveis. Nesse contexto, a escola pública opera como espaço de triagem que distingue fatores externos da evasão, como violência, trabalho precoce e desamparo familiar, dos fatores internos à dinâmica escolar, quais sejam: ambiente autoritário, normas rígidas e imposição de um "aluno ideal" (Silva; Alves, 2023; Aquino, 2016) que encontra desafios institucionais ao tentar dialogar com a realidade de estudantes negros, historicamente atravessados pelas heranças do colonialismo. Ao examinar a transição para o ensino superior, o trabalho apoia-se na pesquisa de Dyane Santos (2009) com alunos negros da Universidade Federal da Bahia. Os conceitos de permanência simbólica e habitus (Bourdieu) revelam como a universidade, estruturada por ethos elitista e eurocêntrico, impõe aos estudantes negros constante esforço de adaptação a códigos culturais estranhos, enquanto perpetua o epistemicídio compreendido como silenciamento sistemático de saberes, histórias e subjetividades afrodiaspóricas. O pensamento decolonial, representado por Quijano, Mignolo, Dussel e Lélia Gonzalez, demonstra que currículos e práticas pedagógicas, reféns de contratos coloniais, não apenas excluem materialmente, mas violentam simbolicamente ao negar o direito a uma educação que reconheça ancestralidade e potência. Por fim, a pesquisa analisa as Leis nº 10.639/03 e 11.645/08 como conquistas dos movimentos sociais e instrumentos de disputa por um projeto educacional decolonial. A partir de Borja e Pereira (2018), discute-se como tais legislações buscam romper com o viés eurocêntrico dos materiais didáticos e das narrativas históricas, propondo a incorporação obrigatória da história e cultura africana, afro-brasileira e indígena. Conclui-se que o enfrentamento da evasão escolar de alunos negros exige não apenas políticas de acesso e permanência material, mas transformação epistêmica e pedagógica capaz de desestabilizar a colonialidade incrustada nas instituições de ensino e afirmar a pluralidade de saberes e existências que constituem a sociedade brasileira. |
| Palabras clave: | Evasão escolar Colonialidade Epistemicídio Racismo institucional |
| Área (s) del CNPq: | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editora: | Universidade Federal de Uberlândia |
| Cita: | SOUSA FILHO, Carlos Roberto Pereira de. Colonialidade do saber e subjetividades interrompidas: a produção do fracasso discente da juventude negra. 2026. 62 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em História) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2026. |
| URI: | https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/49594 |
| Fecha de defensa: | 24-mar-2026 |
| Aparece en las colecciones: | TCC - História (Uberlândia) |
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