Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/50441
Tipo do documento: Trabalho de Conclusão de Curso
Tipo de acesso: Acesso Aberto
Título: Crianças “estranhas”: a infância marginalizada em evidência
Título(s) alternativo(s): "Strange" children: marginalized childhood in the spotlight
Autor(es): Oliveira, Maria Eduarda Silvestrin
Primeiro orientador: Paravidini, João Luiz Leitão
Primeiro membro da banca: Ferreira, Isabela Nunes Pizzotti
Segundo membro da banca: Sartini, Bruno Corrêa
Resumo: A infância é uma etapa do desenvolvimento extremamente marcante e valorosa, contudo, nem todos os sujeitos experienciam dessa fase enlaçados em carinho e cuidado, as crianças marginalizadas são o reflexo disso. O objetivo deste estudo é entender como essas crianças são produzidas, utilizando o conceito de estranheza de Freud como marcador simbólico desses sujeitos, identificados no trabalho como “estranhos”. O método utilizado foi relato de experiência, analisando-se os diários de campo produzidos durante acompanhamento a uma criança “estranha” em um período de seis meses em um assentamento. Por meio de uma retrospectiva histórica, busca-se explicitar que o ideal de infância foi socialmente construído e formado em um viés de exclusão dos desviantes. No decorrer do texto, utiliza-se da constituição subjetiva lacaniana e da posição no campo social para defender que as crianças estranhas estão deslocadas do local de direitos, sofrendo com um triplo desamparo, institucional, material e discursivo. Por meio do relato, defende-se a escuta e construção de vínculo como alternativa e potente ferramenta de cuidado, além de explicitar as inúmeras respostas que a criança acompanhada produziu em meio ao trabalho realizado, considerando que, em meio ao desmonte subjetivo e material, ainda é possível se deslocar e se realocar como um ser desejante e falante.
Abstract: Childhood is an extremely significant and valuable stage of development; however, not all subjects experience this phase surrounded by affection and care, and marginalized children reflect this reality. The aim of this study is to understand how these children are produced, using Freud’s concept of strangeness as a symbolic marker of these subjects, identified in this work as “strange.” The method used was an experience report, based on the analysis of field diaries produced during the follow-up of a “strange” child over a six-month period in a settlement. Through a historical retrospective, the study seeks to make explicit that the ideal of childhood was socially constructed and shaped by a bias of exclusion toward those considered deviant. Throughout the text, Lacanian subjective constitution and the subject’s position in the social field are used to argue that “strange” children are displaced from the place of rights, suffering from a triple abandonment: institutional, material, and discursive. Through the report, the study defends listening and the construction of bonds as an alternative and powerful tool of care, while also making explicit the many responses produced by the accompanied child during the work, considering that, amid subjective and material dismantling, it is still possible to shift and reposition oneself as a desiring and speaking being.
Palavras-chave: Infância
Linguagem
Teoria psicanalítica
Discurso
Vínculo
Childhood
Language
Psychoanalytic theory
Discourse
Bond
Área(s) do CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS
País: Brasil
Editora: Universidade Federal de Uberlândia
Referência: OLIVEIRA, Maria Eduarda Silvestrin. Crianças “estranhas”: A infância marginalizada em evidência. 42 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Psicologia) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2026.
URI: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/50441
Data de defesa: 14-Ago-2026
Aparece nas coleções:TCC - Psicologia

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
CriançasEstranhasInfância.pdf219.98 kBAdobe PDFVisualizar/Abrir


Este item está licenciada sob uma Licença Creative Commons Creative Commons