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ORCID:  http://orcid.org/0000-0003-0048-5207
Tipo do documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso Aberto
Título: A estética musical em Descartes
Título(s) alternativo(s): L'esthétique musicale chez Descartes
Autor(es): Duarte, Henia Laura de Freitas
Primeiro orientador: Soares, Alexandre Guimarães Tadeu de
Primeiro coorientador: Olivo, Gilles Nicolas
Primeiro membro da banca: Campos, Mariana de Almeida
Segundo membro da banca: Battisti, César Augusto
Terceiro membro da banca: Olivo, Gilles Nicolas
Quarto membro da banca: Agostini, Igor
Resumo: Esta tese investiga a possibilidade de identificar uma elaboração estética no pensamento de René Descartes, cuja gênese se encontra no Compendium musicae (1618) e cujos desdobramentos alcançam obras posteriores, especialmente As Paixões da Alma (1649). Partindo da hipótese de que a reflexão cartesiana sobre a música ultrapassa o âmbito da teoria musical e da acústica, a pesquisa examina a relação entre proporção, prazer, sensibilidade e afetos, buscando demonstrar a existência de uma estética implícita no interior da filosofia cartesiana. O estudo fundamenta-se na análise direta dos textos originais de Descartes, em latim e francês, com especial atenção ao Compendium musicae, às correspondências filosóficas, sobretudo com Marin Mersenne e Constantijn Huygens, n’O Homem e às Paixões da Alma. A investigação dedica-se particularmente ao exame das Praenotanda, conjunto de proposições preliminares nas quais Descartes estabelece princípios relativos à percepção sensível, ao deleite e à proporção. Além disso, realiza-se um diálogo crítico com a tradição interpretativa, confrontando leituras clássicas que negam a existência de uma estética cartesiana com interpretações contemporâneas que reconhecem a relevância filosófica da sensibilidade em sua obra. Os resultados indicam que Descartes desloca a compreensão da música da ordem cosmológica herdada da tradição pitagórica para uma perspectiva centrada na experiência humana do prazer. A distinção entre perfeição e beleza, desenvolvida em sua correspondência, evidencia que o belo não se reduz às propriedades matemáticas do objeto, mas depende da relação entre o som e a alma que o percebe. Conclui-se que o Compendium constitui o ponto de partida de uma reflexão sobre o sensível que encontra continuidade na teoria das paixões, permitindo reconhecer a existência de uma estética cartesiana fundada na união entre corpo e alma, proporção e deleite, razão e sensibilidade.
Abstract: Cette thèse examine la possibilité d’identifier une élaboration esthétique dans la pensée de René Descartes, dont l’origine se trouve dans le Compendium musicae (1618) et dont les développements se prolongent jusqu’aux Passions de l’Âme (1649). À partir de l’hypothèse selon laquelle la réflexion cartésienne sur la musique dépasse le cadre de la théorie musicale et de l’acoustique, cette recherche analyse les rapports entre proportion, plaisir, sensibilité et affects afin de mettre en évidence l’existence d’une esthétique implicite au sein de la philosophie cartésienne. L’étude repose sur l’analyse directe des textes originaux de Descartes, en latin et en français, avec une attention particulière portée au Compendium musicae, à la correspondance philosophique, notamment avec Marin Mersenne et Constantijn Huygens, au Traité de l’Homme ainsi qu’aux Passions de l’Âme. Une place importante est accordée à l’examen des Praenotanda, ensemble de propositions préliminaires dans lesquelles Descartes expose les principes de la perception sensible, de la délectation et de la proportion. La recherche engage également un dialogue critique avec la tradition interprétative en confrontant les lectures classiques, qui refusent l’existence d’une esthétique cartésienne, aux interprétations contemporaines qui reconnaissent l’importance philosophique de la sensibilité dans son oeuvre. Les résultats montrent que Descartes déplace la compréhension de la musique d’un horizon cosmologique hérité de la tradition pythagoricienne vers une perspective centrée sur l’expérience humaine du plaisir. La distinction entre perfection et beauté, développée dans sa correspondance, révèle que le beau ne se réduit pas aux propriétés mathématiques de l’objet, mais dépend de la relation entre le son et l’âme qui le perçoit. Il est ainsi possible de conclure que le Compendium constitue le point de départ d’une réflexion sur le sensible qui trouve son prolongement dans la théorie des passions, permettant de reconnaître l’existence d’une esthétique cartésienne fondée sur l’union de l’âme et du corps, de la proportion et de la délectation, de la raison et de la sensibilité.
Palavras-chave: Descartes
Compendium musicae
Estética
Música
Paixões da Alma
Corpo
Alma
Mersenne
Área(s) do CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA::METAFISICA
Assunto: Filosofia
País: Brasil
Editora: Universidade Federal de Uberlândia
Programa: Programa de Pós-graduação em Filosofia
Referência: DUARTE, Henia Laura de Freitas. A estética musical em Descartes. 2026. 246 f. Tese (Doutorado em Filosofia) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2026. DOI http://doi.org/10.14393/ufu.te.2026.421.
Identificador do documento: http://doi.org/10.14393/ufu.te.2026.421
URI: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/50153
Data de defesa: 30-Jun-2026
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): ODS::ODS 4. Educação de qualidade - Assegurar a educação inclusiva, e equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos.
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