Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/49928
Tipo do documento: Trabalho de Conclusão de Curso
Tipo de acesso: Acesso Embargado
Término do embargo: 2028-07-20
Título: Achados coproparasitológicos em tamanduá-bandeira (Myrmecopha tridactyla) e tamanduá-mirim (tamandua tetradactyla): comparação entre animais de vida livre e cativeiro em Uberlândia-MG
Autor(es): Santos, Olivia Unti dos
Primeiro orientador: Fernanda, Rosalinski-Moraes
Primeiro membro da banca: Hoppe, Estevam Guilherme Lux
Segundo membro da banca: Pereira Junior, Ronaldo Alves
Resumo: Os xenartros mirmecófagos Myrmecophaga tridactyla (tamanduá-bandeira) e Tamandua tetradactyla (tamanduá-mirim) exercem importante papel ecológico no bioma Cerrado, porém sofrem crescentes pressões antrópicas. A investigação de sua fauna parasitária gastrointestinal permite avaliar o estado de saúde desses animais e o impacto da degradação ambiental sob a ótica da Saúde Única. Objetivo: Avaliar e comparar a prevalência e a diversidade parasitária gastrointestinal em M. tridactyla e T. tetradactyla de vida livre e cativeiro na região de Uberlândia, Minas Gerais. Metodologia: Foram analisados retroativamente 57 laudos coproparasitológicos (janeiro/2020 a maio/2025) do banco de dados do Laboratório de Doenças Parasitárias (LADOP-UFU). As amostras eram oriundas do Laboratório de Animais Selvagens (LAPAS-UFU; vida livre, $n = 44$) e do Zoológico Municipal de Uberlândia (cativeiro, $n = 13$). O diagnóstico seguiu os métodos de flutuação simples (Willis) e sedimentação espontânea (Hoffman, Pons e Janer). Os dados foram submetidos à análise estatística descritiva e ao Teste Exato de Fisher ($\alpha = 0,05$). Resultados: A prevalência global de infecção parasitária foi de 61,40% (35/57). Em M. tridactyla, a frequência de positividade não apresentou diferença estatisticamente significativa entre vida livre (62,86%; 22/35) e cativeiro (50,00%; 4/8) ($p = 0,6915$). Em contrapartida, em T. tetradactyla, observou-se maior taxa de positividade no grupo de vida livre (88,89%; 8/9) comparado ao cativeiro (20,00%; 1/5), com significância estatística ($p = 0,02298$). A Ordem Strongylida apresentou maior frequência entre os táxons identificados. Também foram registrados Spirurida, Ascaridida (Cruzia sp.), cistos de Balantidium sp., oocistos de coccídeos e helmintos do filo Acanthocephala, além de casos de poliparasitismo. Conclusão: A alta prevalência em animais de vida livre correlaciona-se à degradação do Cerrado e ao estresse agudo associado a traumas e resgates, processo que desencadeia a Síndrome Geral da Adaptação e favorece a proliferação parasitária por imunodepressão. Os menores índices no cativeiro refletem a eficácia do manejo sanitário e nutricional. A diversidade de patógenos com potencial zoonótico reitera o papel dos tamanduás como bioindicadores ambientais no contexto da Saúde Única.
Palavras-chave: saúde única
helmintofauna
Xenarthra
Cerrado
Área(s) do CNPq: CNPQ::CIENCIAS AGRARIAS
Idioma: por
País: Brasil
Editora: Universidade Federal de Uberlândia
Referência: SANTOS, Olivia Unti dos. Achados coproparasitológicos em tamanduá-bandeira (Myrmecopha tridactyla) e tamanduá-mirim (tamandua tetradactyla): comparação entre animais de vida livre e cativeiro em Uberlândia-MG. 2026. 34 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Estatística) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2026.
URI: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/49928
Data de defesa: 20-Jul-2026
Aparece nas coleções:TCC - Medicina Veterinária

Arquivos associados a este item:
Arquivo TamanhoFormato 
ACHADOS COPROPARASITOLÓGICOS EM TAMANDUÁ-BANDEIRA (Myrmecopha.pdf
  Até 2028-07-20
311.28 kBAdobe PDFVisualizar/Abrir    Solictar uma cópia


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.