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ORCID:  http://orcid.org/0009-0007-2680-8621
Tipo de documento: Trabalho de Conclusão de Curso
Tipo de acceso: Acesso Aberto
Título: Risco climático e instabilidade sistêmica no Brasil: uma análise pós-keynesiana
Título (s) alternativo (s): Climate risk and systemic instability in Brazil: a post-Keynesian analysis
Autor: Domingos, Lucas Corrêa
Primer orientador: Munhoz, Vanessa da Costa Val
Primer miembro de la banca: Andrade, Daniel Caixeta
Segundo miembro de la banca: Souza, Henrique Ferreira de
Resumen: Esta pesquisa investiga como o risco climático se converte em risco sistêmico para a estabilidade financeira e analisa os arranjos institucionais necessários para mitigar essa ameaça, com enfoque descritivo no cenário brasileiro. A metodologia adotada consiste em uma pesquisa teórico-normativa sob o referencial pós-keynesiano, fundamentada na economia da incerteza de John Maynard Keynes e na Hipótese da Instabilidade Financeira de Hyman Philip Minsky, complementada por uma caracterização empírico-descritiva do quadro climático-financeiro do Brasil no período de 2008 a 2024. A análise teórica indica que o mercado, isoladamente, não é capaz de precificar a degradação ambiental sob incerteza radical. Na ausência dessa precificação, os canais de transmissão do risco climático deterioram os balanços patrimoniais e criam as condições para a deflagração de um Momento Minsky Climático. A caracterização empírica, de natureza exploratória, indica que o modelo produtivo nacional permanece ancorado em uma convenção carbono-intensiva. Observa-se que, apesar da solidez ortodoxa do Sistema Financeiro Nacional e do ativismo da autoridade monetária, o arranjo regulatório opera sem a devida lente climática, subestimando os choques físicos já materializados e a exposição aos riscos de transição. Argumenta-se que mitigar o risco de colapso financeiro tende a exigir o deslocamento do foco da socialização de riscos para a socialização do investimento sustentável. A estabilidade macroeconômica futura tende a depender da retomada do comando institucional pelo Estado, integrando o planejamento estratégico, o financiamento de longo prazo provido por bancos de desenvolvimento (Big Government) e a atuação estabilizadora do banco central (Big Bank), compatível com a política macroprudencial consolidada após a crise de 2008.
Abstract: This research investigates how climate risk converts into systemic risk to financial stability and analyzes the institutional arrangements necessary to mitigate this threat, with a descriptive focus on the Brazilian scenario. The methodology adopted consists of theoretical-normative research under the post-Keynesian framework, based on John Maynard Keynes's economics of uncertainty and Hyman Philip Minsky's Financial Instability Hypothesis, complemented by an empirical-descriptive characterization of Brazil's climate-financial landscape from 2008 to 2024. The theoretical analysis indicates that the market alone cannot price environmental degradation under radical uncertainty. In the absence of such pricing, the transmission channels of climate risk deteriorate balance sheets and create conditions to trigger a Climate Minsky Moment. The empirical characterization, exploratory in nature, indicates that the national productive model remains anchored in a carbon-intensive convention. It is observed that, despite the orthodox soundness of the National Financial System and the activism of the monetary authority, the regulatory arrangement operates without the proper climate lens, underestimating the already materialized physical shocks and the exposure to transition risks. It is argued that mitigating the risk of financial collapse tends to require shifting the focus from the socialization of risks to the socialization of sustainable investment. Future macroeconomic stability tends to depend on the resumption of institutional command by the State, integrating strategic planning, long-term financing provided by development banks (Big Government), and the stabilizing role of the central bank (Big Bank), consistent with the macroprudential policy consolidated after the 2008 crisis.
Palabras clave: Risco climático
Climate risk
Instabilidade financeira
Financial instability
Economia pós-keynesiana
Post-Keynesian economics
Momento Minsky
Minsky Moment
Política macroprudencial
Macroprudential policy
Área (s) del CNPq: CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ECONOMIA::ECONOMIA MONETARIA E FISCAL::TEORIA MONETARIA E FINANCEIRA
Idioma: por
País: Brasil
Editora: Universidade Federal de Uberlândia
Cita: DOMINGOS, Lucas C. Risco climático e instabilidade sistêmica no Brasil: uma análise pós-keynesiana. 2026. 66 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ciências Econômicas) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2026.
URI: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/49889
Fecha de defensa: 24-jul-2026
Aparece en las colecciones:TCC - Ciências Econômicas

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