Por favor, use este identificador para citar o enlazar este ítem: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/48924
ORCID:  http://orcid.org/0000-0001-6137-379X
Tipo de documento: Tese
Tipo de acceso: Acesso Embargado
Fecha de embargo: 2028-03-18
Título: Performance ESG, emissão de carbono e dividendos: uma análise comparativa entre países emergentes, Brasil e suas regiões
Título (s) alternativo (s): ESG performance, carbon emissions, and dividends: a comparative analysis of emerging markets, Brazil, and Its regions
Autor: Araújo, Flávia Barbosa de Brito
Primer orientador: Peixoto, Fernanda Maciel
Primer miembro de la banca: Fodra, Marcelo
Segundo miembro de la banca: Pereira, Vinícius Silva
Tercer miembro de la banca: Santos, Marco Aurélio dos
Cuarto miembro de la banca: Ambrozini, Marcelo Augusto
Resumen: Contextualização: Recentemente, temas relacionados à sustentabilidade, especialmente as mudanças climáticas, passou a ocupar posição central nos debates entre empresas, investidores e reguladores, influenciando inclusive políticas financeiras como a de dividendos. Șerban et al. (2022) e Shu e Tan (2023) destacam que os indicadores ESG se consolidaram como métrica padrão de avaliação da sustentabilidade corporativa, fortalecendo a resiliência empresarial e a atração de investidores. De forma complementar, Nirino et al. (2021) associam a sustentabilidade a decisões estratégicas de investimento, financiamento e distribuição de dividendos. Entretanto, os resultados empíricos são divergentes. Benlemlih (2019), Verga Matos et al. (2020) e Bilyay Erdogan et al. (2023) identificam relação positiva entre melhores práticas ESG e dividendos mais altos e estáveis, enquanto Niccolò et al. (2020) sugerem que tais práticas podem reduzir o fluxo de caixa livre e limitar a distribuição de lucros. No que se refere às emissões de carbono, Balachandran e Nguyen (2018) apontam que empresas mais poluidoras tendem a pagar menos dividendos, ao passo que Mazzarano et al. (2024) encontram relação positiva, indicando exigência de maior remuneração pelos investidores diante do risco climático. Nesse contexto, o Brasil é tratado como caso representativo de economia emergente, marcado por forte heterogeneidade regional, o que reforça a importância de analisar a regionalidade como moderador institucional do comportamento empresarial. Objetivo: o objetivo consiste em investigar a relação entre práticas ESG (Environmental, Social and Governance), emissão de carbono e a política de distribuição de dividendos de firmas brasileiras e de países emergentes. Método: Adotou-se o processo metodológico ProKnow-C Knowledge Development Process Construtivist. O estudo foi estruturado em dois recortes amostrais, um brasileiro e outro de países emergentes, com dados da base Eikon Refinitiv® no período de 2010 a 2024. A amostra brasileira compreendeu 342 firmas listadas na B3, distribuídas nas cinco macrorregiões do país. Na etapa internacional, foram analisadas 23.405 observações de 26 países emergentes. As regressões foram estimadas pelas técnicas Tobit e Logit no software Stata®, com aplicação adicional do Firth Logit como teste de robustez. Resultados: Os resultados indicam que, no Brasil e nos países emergentes, a política de dividendos é majoritariamente explicada por fatores econômico-financeiros, enquanto ESG e emissões de CO₂ exercem influência secundária. Quanto à Hipótese H1, o ESG Geral e o pilar Ambiental H1a afetam principalmente o montante distribuído; o pilar Social H1b impacta tanto a decisão quanto o volume; e a Governança H1c apresentou efeito negativo sobre a probabilidade de pagamento. Em relação à Hipótese H2, as emissões totais não influenciam diretamente os dividendos no Brasil H2 e H2a rejeitadas, mas as emissões de Escopo 2 H2b e Escopo 3 H2c mostraram efeito positivo, com H2b parcialmente confirmada e H2c confirmada. As Hipóteses H3 e H4 foram parcialmente confirmadas, evidenciando maior propensão e intensidade de pagamento no Sul e Sudeste, enquanto o Nordeste apresentou menor capacidade distributiva. Nos mercados emergentes, a Hipótese H5 foi parcialmente confirmada, indicando que o ESG eleva o volume distribuído, mas reduz a probabilidade de pagamento. Já a Hipótese H6 demonstrou que o efeito das emissões varia conforme a região, aumentando os dividendos na Ásia e América Central e reduzindo a probabilidade de pagamento na Europa e África. Em síntese, a relação entre ESG e dividendos é complexa e condicionada pela regionalidade, que atua como moderador central no Brasil e nos mercados emergentes. Aderência da pesquisa com a área de concentração do PPGAdm (Regionalidade e Gestão) e com a linha de pesquisa: A pesquisa está alinhada à área de concentração do PPGAdm em Regionalidade e Gestão ao abordar desigualdades estruturais entre regiões brasileiras e diferenças institucionais que influenciam o comportamento empresarial. Ao examinar a relação entre práticas ESG, emissões de CO₂ e política de dividendos, evidencia como fatores regionais, como estrutura setorial, maturidade institucional, regulação e peso do agronegócio, condicionam decisões corporativas. Ao estender a análise aos países emergentes, o estudo reforça essa aderência ao comparar distintos contextos regionais e institucionais, mostrando como a gestão se adapta às especificidades locais e globais. Impacto e caráter inovador na produção intelectual: A pesquisa contribui ao integrar, de forma estruturada, três dimensões frequentemente analisadas isoladamente ESG, emissões de carbono e política de dividendos, com foco no Brasil e em mercados emergentes. Ao dialogar com a Teoria da Agência, Pecking Order, Sinalização, Stakeholders, Legitimidade e Teoria da Divulgação, amplia a compreensão sobre a influência de fatores ambientais e não financeiros nas decisões corporativas. No campo teórico, relaciona ESG e emissões aos custos de agência, posiciona os dividendos como possível mecanismo de mitigação de conflitos e incorpora a política de carbono à análise financeira, especialmente no contexto regulatório brasileiro. Seu caráter inovador reside em tratar as emissões de carbono como determinante financeiro capaz de impactar retenção de caixa, estrutura de capital e remuneração aos acionistas, ampliando o escopo da teoria financeira tradicional. Impacto econômico, social e regional: O estudo gera impactos econômicos, sociais e regionais com aplicações práticas relevantes. No plano econômico, ao demonstrar como práticas ESG e emissões de CO₂ influenciam a intensidade dos dividendos, oferece suporte para decisões de investimento e políticas de distribuição mais alinhadas à sustentabilidade. No âmbito social, identifica quais dimensões ESG afetam a política de dividendos, fortalecendo a transparência e a responsabilidade corporativa. Já sob a perspectiva regional, ao evidenciar desigualdades entre regiões brasileiras e países emergentes, contribui para políticas públicas e estratégias empresariais adaptadas às realidades locais. Como desdobramentos, destacam-se relatórios técnicos, comunicados corporativos, ferramentas comparativas e serviços de consultoria em governança e sustentabilidade. Implicações regionais: Como implicação regional, o estudo dialoga diretamente com a área de influência da UFU, especialmente no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Ao analisar a relação entre práticas ESG, emissões de CO₂ e política de dividendos, contribui para compreender como fatores de sustentabilidade e governança afetam empresas de setores estratégicos da região, como agronegócio, indústria e serviços. Dessa forma, a pesquisa reforça o papel da UFU como agente de desenvolvimento socioeconômico, ao aproximar a produção acadêmica das demandas das organizações locais e consolidar a regionalidade como eixo central da análise e diferencial competitivo para a região. Objetivos de Desenvolvimento Sustentável atendidos na pesquisa: À luz da Agenda 2030 da ONU, o estudo dialoga com diferentes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Contribui para a ODS 7 ao evidenciar o potencial brasileiro em energias renováveis e sua capacidade de atrair investimentos sustentáveis; para a ODS 8 ao relacionar sustentabilidade e dividendos, incentivando práticas que conciliem retorno financeiro e impacto social; e para a ODS 9 ao estimular melhorias em governança, transparência e inovação corporativa. Também se alinha à ODS 12 ao associar práticas ESG e emissões de carbono à alocação eficiente de capital e à responsabilidade empresarial. A ODS 13 constitui o eixo central da pesquisa, ao destacar como riscos climáticos influenciam decisões financeiras e como políticas de carbono podem mitigá-los. Por fim, contribui para a ODS 17 ao integrar empresas, investidores e reguladores na promoção de mercados mais sustentáveis.
Abstract: Context: Recently, issues related to sustainability, especially climate change, have taken center stage in debates among companies, investors, and regulators, even influencing financial policies such as dividend policies. Șerban et al. (2022) and Shu and Tan (2023) highlight that ESG indicators have become established as a standard metric for evaluating corporate sustainability, strengthening business resilience and attracting investors. Complementarily, Nirino et al. (2021) associate sustainability with strategic investment, financing, and dividend distribution decisions. However, empirical results are divergent. Benlemlih (2019), Verga Matos et al. (2020), and Bilyay Erdogan et al. (2023) identify a positive relationship between better ESG practices and higher, more stable dividends, while Niccolò et al. (2020) suggest that such practices may reduce free cash flow and limit profit distribution. Regarding carbon emissions, Balachandran and Nguyen (2018) point out that more polluting companies tend to pay lower dividends, while Mazzarano et al. (2024) find a positive relationship, indicating a demand for higher returns from investors in the face of climate risk. In this context, Brazil is treated as a representative case of an emerging economy, marked by strong regional heterogeneity, which reinforces the importance of analyzing regionality as an institutional moderator of corporate behavior. Objective: The objective is to investigate the relationship between ESG (Environmental, Social and Governance) practices, carbon emissions, and the dividend distribution policy of Brazilian firms and firms from emerging countries. Method: The ProKnow-C Knowledge Development Process Constructivist methodological process was adopted. The study was structured in two sample segments, one Brazilian and the other from emerging countries, with data from the Eikon Refinitiv® database for the period from 2010 to 2024. The Brazilian sample comprised 342 firms listed on the B3, distributed across the country's five macro-regions. In the international phase, 23,405 observations from 26 emerging countries were analyzed. Regressions were estimated using Tobit and Logit techniques in Stata® software, with additional application of the Firth Logit as a robustness test. Results: The results indicate that, in Brazil and emerging countries, dividend policy is mainly explained by economic and financial factors, while ESG and CO₂ emissions exert a secondary influence. Regarding Hypothesis H1, General ESG and the Environmental pillar H1a mainly affect the amount distributed; the Social pillar H1b impacts both the decision and the volume; and Governance H1c had a negative effect on the probability of payment. Regarding Hypothesis H2, total emissions do not directly influence dividends in Brazil (H2 and H2a rejected), but Scope 2 emissions (H2b) and Scope 3 emissions (H2c) showed a positive effect, with H2b partially confirmed and H2c confirmed. Hypotheses H3 and H4 were partially confirmed, showing a greater propensity and intensity of payment in the South and Southeast, while the Northeast showed less distributive capacity. In emerging markets, Hypothesis H5 was partially confirmed, indicating that ESG increases the volume distributed but reduces the probability of payment. Hypothesis H6 demonstrated that the effect of emissions varies according to the region, increasing dividends in Asia and Central America and reducing the probability of payment in Europe and Africa. In summary, the relationship between ESG and dividends is complex and conditioned by regionality, which acts as a central moderator in Brazil and emerging markets. Research Alignment with the PPGAdm's Area of Concentration (Regionality and Management) and Research Line: This research aligns with the PPGAdm's area of concentration in Regionality and Management by addressing structural inequalities between Brazilian regions and institutional differences that influence corporate behavior. By examining the relationship between ESG practices, CO₂ emissions, and dividend policy, it highlights how regional factors, such as sectoral structure, institutional maturity, regulation, and the weight of agribusiness, condition corporate decisions. By extending the analysis to emerging countries, the study reinforces this alignment by comparing different regional and institutional contexts, showing how management adapts to local and global specificities. Impact and innovative character in intellectual production: The research contributes by integrating, in a structured way, three dimensions that are often analyzed in isolation: ESG, carbon emissions, and dividend policy, focusing on Brazil and emerging markets. By engaging with Agency Theory, Pecking Order, Signaling, Stakeholders, Legitimacy, and Disclosure Theory, it broadens the understanding of the influence of environmental and non-financial factors on corporate decisions. In the theoretical field, it relates ESG and emissions to agency costs, positions dividends as a possible mechanism for mitigating conflicts, and incorporates carbon policy into financial analysis, especially in the Brazilian regulatory context. Its innovative character lies in treating carbon emissions as a financial determinant capable of impacting cash retention, capital structure, and shareholder remuneration, expanding the scope of traditional financial theory. Economic, social, and regional impact: The study generates economic, social, and regional impacts with relevant practical applications. On the economic level, by demonstrating how ESG practices and CO₂ emissions influence dividend intensity, it provides support for investment decisions and distribution policies that are more aligned with sustainability. In the social sphere, it identifies which ESG dimensions affect dividend policy, strengthening transparency and corporate responsibility. From a regional perspective, by highlighting inequalities between Brazilian regions and emerging countries, it contributes to public policies and business strategies adapted to local realities. As outcomes, technical reports, corporate communications, comparative tools, and consulting services in governance and sustainability stand out. Regional implications: As a regional implication, the study directly engages with the area of influence of UFU, especially in the Triângulo Mineiro and Alto Paranaíba regions. By analyzing the relationship between ESG practices, CO₂ emissions, and dividend policy, it contributes to understanding how sustainability and governance factors affect companies in strategic sectors of the region, such as agribusiness, industry, and services. In this way, the research reinforces UFU's role as an agent of socioeconomic development, by bringing academic production closer to the demands of local organizations and consolidating regionality as a central axis of analysis and a competitive advantage for the region. Sustainable Development Goals addressed in the research: In light of the UN's 2030 Agenda, the study engages with different Sustainable Development Goals. It contributes to SDG 7 by highlighting Brazil's potential in renewable energies and its capacity to attract sustainable investments; to SDG 8 by relating sustainability and dividends, encouraging practices that reconcile financial return and social impact; and to SDG 9 by stimulating improvements in governance, transparency, and corporate innovation. It also aligns with SDG 12 by associating ESG practices and carbon emissions with efficient capital allocation and corporate responsibility. SDG 13 constitutes the central axis of the research, highlighting how climate risks influence financial decisions and how carbon policies can mitigate them. Finally, it contributes to SDG 17 by integrating companies, investors, and regulators in promoting more sustainable markets.
Palabras clave: ESG
Dividendos
Emissão de carbono
Países emergentes
Regionalidade
Dividends
Carbon emissions
Emerging countries
Regionality
Área (s) del CNPq: CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ADMINISTRACAO
Tema: Administração
Idioma: por
País: Brasil
Editora: Universidade Federal de Uberlândia
Programa: Programa de Pós-graduação em Administração
Cita: ARAÚJO, Flávia Barbosa de Brito. Performance ESG, emissão de carbono e dividendos: uma análise comparativa entre países emergentes, Brasil e suas regiões. 2026. 236 f. Tese (Doutorado em Administração) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2026. DOI http://doi.org/10.14393/ufu.te.2026.303.
Identificador del documento: http://doi.org/10.14393/ufu.te.2026.303
URI: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/48924
Fecha de defensa: 18-mar-2026
Objetivos de Desarrollo Sostenible (ODS): ODS::ODS 7. Energia limpa e acessível - Garantir acesso à energia barata, confiável, sustentável e renovável para todos.
ODS::ODS 8. Trabalho decente e crescimento econômico - Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo, e trabalho decente para todos.
ODS::ODS 9. Indústria, Inovação e infraestrutura - Construir infraestrutura resiliente, promover a industrialização inclusiva e sustentável, e fomentar a inovação.
ODS::ODS 12. Consumo e produção responsáveis - Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis.
ODS::ODS 13. Ação contra a mudança global do clima - Tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus impactos.
ODS::ODS 17. Parcerias e meios de implementação - Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável.
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