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ORCID:  http://orcid.org/0009-0007-5812-008X
Tipo de documento: Trabalho de Conclusão de Curso
Tipo de acceso: Acesso Aberto
Título: Rodovias que matam: estimativas corrigidas de atropelamentos de fauna silvestre considerando detectabilidade e persistência de carcaças em um trecho do Cerrado
Título (s) alternativo (s): Deadly roads: corrected estimates of wildlife-vehicle collisions accounting for detectability and carcass persistence in a Cerrado stretch
Autor: Diniz, Alessandra Vitorino
Primer orientador: Torres, Natália Mundim
Primer coorientador: Roel, Carine Firmino Carvalho
Primer miembro de la banca: Ferreira, Bruna Lima
Segundo miembro de la banca: Veloso, Aline Carneiro
Resumen: A expansão e intensificação da malha rodoviária brasileira têm gerado impactos ambientais significativos, especialmente sobre a fauna silvestre, sendo os atropelamentos uma das principais causas de mortalidade associadas às estradas. Nesse contexto, este estudo teve como objetivo avaliar os impactos das rodovias GO-402 e GO-305 sobre a fauna silvestre no sudeste do estado de Goiás, por meio do levantamento, quantificação e análise dos registros de atropelamentos, além do cálculo de taxas corrigidas considerando detectabilidade e persistência das carcaças. Também foi realizada uma ação de conscientização voltada aos usuários das rodovias. O monitoramento ocorreu entre maio e dezembro de 2025, totalizando sete meses de amostragem, com 27 visitas de campo e aproximadamente 612,9 km percorridos. Foram utilizados dois métodos de monitoramento — a pé e com veículo automotor — para comparar a eficiência de detecção das carcaças e avaliar sua persistência. Ao longo do estudo foram registrados 33 indivíduos atropelados, sendo 29 pertencentes à fauna silvestre, distribuídos em 18 espécies. Os mamíferos representaram o grupo mais afetado (17 registros), seguidos por aves (8), répteis (2) e anfíbios (2). Entre as espécies mais registradas destacaram-se o tatu-peba (Euphractus sexcinctus), o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) e a raposa-do-campo (Lycalopex vetulus). O monitoramento a pé apresentou maior eficiência na detecção de carcaças, registrando taxa de atropelamento de 0,417 vertebrados/km, enquanto o monitoramento veicular registrou 0,066 vertebrados/km, indicando subestimação de cerca de 84% quando apenas o método motorizado é utilizado. Com a aplicação de fatores de correção, estima-se que aproximadamente 4.490 animais morram atropelados por ano no trecho estudado. Os resultados evidenciam que estimativas baseadas apenas em registros brutos podem subestimar a mortalidade de fauna, destacando a importância de correções metodológicas e de ações de mitigação e educação ambiental para reduzir os impactos das rodovias sobre a biodiversidade.
Palabras clave: Mortalidade de vertebrados
Ecologia de estradas
Monitoramento de fauna
Impactos antrópicos
Conservação da biodiversidade
Área (s) del CNPq: CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS
Idioma: por
País: Brasil
Editora: Universidade Federal de Uberlândia
Cita: DINIZ, Alessandra Vitorino. Rodovias que matam: estimativas corrigidas de atropelamentos de fauna silvestre considerando detectabilidade e persistência de carcaças em um trecho do Cerrado. 2026. 38 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ciências Biológicas) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2026.
URI: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/48846
Fecha de defensa: 20-mar-2026
Aparece en las colecciones:TCC - Ciências Biológicas (Uberlândia)

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