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ORCID:  http://orcid.org/0000-0002-5494-2365
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acceso: Acesso Aberto
Título: Relatos de hisaeng (sacrifício): o corpo como articulador afetivo e intergeracional da agência política das mulheres zainichi
Título (s) alternativo (s): Hisaeng (sacrifice) stories: the body as an affective and intergenerational mediator of Zainichi women’s political agency
Autor: Sentanin, Clara Decol
Primer orientador: Selis, Lara Martim Rodrigues
Primer miembro de la banca: Sandrin, Paula Orrico
Segundo miembro de la banca: Maso, Tchella Fernandes
Resumen: Zainichi significa “residindo no Japão”, termo que dá nome ao grupo étnico de coreanos que migraram para o Japão durante o período colonial (1910–1945) e seus descendentes. No âmbito dessa diáspora, jovens mulheres coreanas abandonaram sua terra para enfrentar duras condições de vida, em meio a processos de colonização, guerra, discriminação étnica e violência de gênero. Ainda assim, em meio a essas estruturas de poder, as mulheres zainichi encontraram brechas para agir, produzindo coletivamente formas alternativas de agência que garantiram a existência material e subjetiva das gerações seguintes. O objetivo deste trabalho é identificar essas formas de agência a partir de uma perspectiva teórica orientada por autoras como Judith Butler, Saba Mahmood, Mari Luz Esteban, Sara Ahmed e Cecília Macón, que enfatizam o papel do corpo e dos afetos nos processos político-sociais do cotidiano. A pesquisa dialoga com o feminismo pós-estrutural, a sociologia dos afetos e a antropologia feminista, propondo um olhar que reconhece a complexidade das existências situadas às margens das Relações Internacionais, em contraste com abordagens binárias, liberais e ocidentais predominantes na disciplina. O trabalho se debruça sobre a pesquisa etnográfica de Jackie J. Kim-Wachutka, analisada por meio da metodologia dos itinerários corporais de Esteban e dos estudos dos afetos. A hipótese central é que o sofrimento e o sacrifício das mulheres de primeira geração ressignificaram, de forma afetiva e discursiva, a subjetividade feminina zainichi de maneira coletiva, influenciando também as gerações seguintes. Esse processo articulou um corpo afetivo intergeracional capaz de operar diferentes formas de agência, subversivas ou não, frente a estruturas de poder nacionais e transnacionais. Ao evidenciar formas de agência frequentemente invisibilizadas por abordagens centradas na racionalidade e na ação institucional, a pesquisa contribui para ampliar o entendimento sobre participação política e transformação social em contextos marcados por desigualdades de gênero, migração e violência, dialogando criticamente com agendas voltadas à equidade de gênero e ao reconhecimento de experiências marginalizadas.
Abstract: Zainichi refers to Koreans residing in Japan, a term used to describe those who migrated during the colonial period (1910–1945) and their descendants. Within this diaspora, young Korean women left their homeland and faced harsh living conditions shaped by colonialism, war, ethnic discrimination, and gender-based violence. Despite these overlapping structures of power, zainichi women found openings to act, collectively producing alternative forms of agency that ensured the material and subjective continuity of subsequent generations. This study aims to identify such forms of agency through a theoretical framework informed by scholars such as Judith Butler, Saba Mahmood, Mari Luz Esteban, Sara Ahmed, and Cecilia Macón, who foreground the role of the body and affects in everyday socio-political processes. The research engages with post-structuralist feminism, the sociology of affects, and feminist anthropology, proposing an approach that recognizes the complexity of lives situated at the margins of International Relations, in contrast to the binary, liberal, and Western assumptions that shape the field. The analysis is based on Jackie J. Kim-Wachutka’s ethnographic research, interpreted through Esteban’s methodology of bodily itineraries and affect theory. The central hypothesis is that the suffering and sacrifice of first-generation women resignified zainichi female subjectivity in affective and discursive ways, shaping subsequent generations collectively. This process articulated an intergenerational affective body capable of enacting different forms of agency, whether subversive or not, within national and transnational power structures. By highlighting forms of agency often overlooked by approaches centered on rationality and institutional action, this research contributes to expanding understandings of political participation and social transformation in contexts marked by gender inequality, migration, and violence. In doing so, it engages critically with contemporary agendas on gender equity and the recognition of marginalized experiences.
Palabras clave: Mulheres zainichi
agência feminina
Coreia
teoria dos afetos
estudos do corpo
Zainichi women
female agency
theory of emotions
body studies
Korea
Área (s) del CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::CIENCIA POLITICA::POLITICA INTERNACIONAL::RELACOES INTERNACIONAIS, BILATERAIS E MULTILATERAIS
Tema: Relações Internacionais
Idioma: por
País: Brasil
Editora: Universidade Federal de Uberlândia
Programa: Programa de Pós-graduação em Relações Internacionais
Cita: SENTANIN, Clara Decol. Relatos de hisaeng (sacrifício): o corpo como articulador afetivo e intergeracional da agência política das mulheres zainichi. 2026. 133 f. Dissertação (Mestrado em Relações Internacionais) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2026. DOI http://doi.org/10.14393/ufu.di.2026.137.
Identificador del documento: http://doi.org/10.14393/ufu.di.2026.137
URI: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/48690
Fecha de defensa: 20-feb-2026
Objetivos de Desarrollo Sostenible (ODS): ODS::ODS 5. Igualdade de gênero - Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas.
Aparece en las colecciones:DISSERTAÇÃO - Relações Internacionais

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