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ORCID:  http://orcid.org/0009-0000-3137-3887
Document type: Dissertação
Access type: Acesso Aberto
Title: Características musculoesqueléticas do quadril em corredores de rua: relação com o alinhamento do pé e com a magnitude do movimento pélvico no plano frontal durante a corrida
Alternate title (s): Musculoskeletal characteristics of the hip in runners: relationship with foot alignment and magnitude of pelvic movement in the frontal plane during running
Author: Silva, Victor Rodholfo de Oliveira
First Advisor: Santos, Thiago Ribeiro Teles dos
First coorientator: Dionisio, Valdeci Carlos
Second coorientator: Araújo, Vanessa Lara de
First member of the Committee: Castor, Camila Gomes Miranda e
Second member of the Committee: Rossi, Denise Martinelli
Third member of the Committee: Santos, Thiago Ribeiro Teles dos
Summary: A corrida de rua é uma atividade física que possui um número crescente de participantes. O raciocínio clínico na abordagem fisioterapêutica desses corredores considera a relação de características musculoesqueléticas de quadril e de articulações distais, como o complexo tornozelo-pé. Além disso, esse raciocínio considera a influência das características do quadril na cinemática da pelve. Esta dissertação está organizada em dois estudos. O primeiro estudo possui o objetivo de verificar a relação entre o alinhamento antepé-perna e características musculoesqueléticas de quadril. O segundo estudo possui o objetivo de verificar a relação entre a magnitude do movimento pélvico no plano frontal e o pico de torque de abdutores de quadril em corredores de rua. Ambos os estudos tiveram delineamento observacional transversal. Os critérios de inclusão foram idade superior a 18 anos, prática de corrida há pelo menos 12 meses, treinamento semanal de pelo menos uma vez por semana e ausência de cirurgia em membros inferiores. Os critérios de exclusão foram histórico de cirurgias em membros inferiores, lesões musculoesqueléticas no mês anterior à coleta, queixas musculoesqueléticas no dia da coleta e quaisquer restrições que impeçam a coleta de dados. Os critérios de inclusão e exclusão foram os mesmos em ambos os estudos. No primeiro estudo foram utilizadas medidas clínicas de alinhamento do antepé-perna e rigidez passiva de quadril; torque isométrico máximo de abdutores e rotadores laterais de quadril por meio de dinamômetro manual; desempenho de extensores de quadril por meio do single leg hamstring bridge (SLHB). No segundo estudo foi utilizada a mesma medida de torque isométrico máximo de abdutores. Além disso, foi realizada análise bidimensional da cinemática da queda pélvica durante a corrida em velocidade auto-selecionada e à 3,3 m/s. Os corredores foram caracterizados quanto a variáveis antropométricas, ao nível de atividade física por meio do International Physical Activity Questionnaire e a características da prática de corrida. Os resultados obtidos no primeiro estudo foram que o alinhamento antepé-perna se correlacionou com o desempenho de abdutores (r = -0,293, p = 0,039) e rotadores laterais (r = -0,318, p = 0,024) do quadril, mas não houve correlação com a rigidez passiva de quadril (p = 0,569) e com o SLHB (p = 0,368). O segundo estudo demonstrou que não houve correlação entre o pico de torque isométrico máximo de abdutores do quadril e a queda pélvica tanto para o lado dominante quanto para o não dominante em ambas as velocidades de corrida investigadas (p > 0,05). No estudo 1 concluiu-se que maiores valores de varismo de antepé-perna estão associados a pior desempenho do torque isométrico máximo de abdutores e rotadores laterais do quadril, reforçando a relação entre características proximais e distais no membro inferior. No estudo 2, concluiu-se que o torque isométrico máximo dos abdutores do quadril não está relacionado ao pico de queda pélvica no plano frontal. Outros fatores podem contribuir para esse movimento, e o pior desempenho dos abdutores do quadril pode estar relacionado ao movimento de outros segmentos corporais.
Abstract: Running is a physical activity with a growing number of participants. The clinical reasoning in physical therapy for these runners considers the relationship between musculoskeletal characteristics of the hip and distal joints, such as the ankle–foot complex. In addition, this reasoning considers the influence of hip characteristics on pelvic kinematics. This dissertation is organized into two studies. The first study aimed to investigate the relationship between forefoot–shank alignment and hip musculoskeletal characteristics. The second study aimed to examine the relationship between the magnitude of frontal-plane pelvic motion and peak hip abductor torque in recreational runners. Both studies employed a cross-sectional observational design. Inclusion criteria were age over 18 years, at least 12 months of running experience, and at least one training session per week. Exclusion criteria were a history of lower-limb surgeries, musculoskeletal injuries in the month prior to data collection, musculoskeletal complaints on the day of testing, and any restrictions preventing data collection. Inclusion and exclusion criteria were identical for both studies. In the first study, clinical measurements of forefoot–shank alignment and passive hip stiffness were recorded; maximal isometric torque of the hip abductors and lateral rotators was assessed using a handheld dynamometer; and hip extensor performance was evaluated using the single-leg hamstring bridge (SLHB) test. In the second study, the same measure of maximal isometric hip abductor torque was used. Additionally, a two-dimensional kinematic analysis of pelvic drop during running at self-selected speed and at 3.3 m/s was conducted. Runners were characterized based on anthropometric data, physical activity level assessed by the International Physical Activity Questionnaire, and running training characteristics. Results from the first study indicated that forefoot–shank alignment correlated with hip abductor (r = -0.293, p = 0.039) and lateral rotator performance (r = -0.318, p = 0.024), but was not correlated with passive hip stiffness (p = 0.569) or SLHB performance (p = 0.368). The second study showed no correlation between maximal isometric hip abductor torque and pelvic drop on either the dominant or nondominant side at both running speeds investigated (p > 0.05). In conclusion, greater forefoot–shank varus is associated with poorer performance of maximal isometric hip abductor and lateral rotator torque, reinforcing the relationship between proximal and distal characteristics of the lower limb. Finally, maximal isometric hip abductor torque is not related to peak frontal-plane pelvic drop. Other factors may contribute to this movement, and poorer abductor performance may be related to motion of other body segments.
Keywords: Cinemática
Corrida
Alinhamento antepé-perna
Medidas clínicas
Características musculoesqueléticas
kinematics
running
forefoot–shank alignment
clinical measures
hip musculoskeletal characteristics
Area (s) of CNPq: CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL
Subject: Fisioterapia
Quadril
Músculos esqueléticos
Corridas
Language: por
Country: Brasil
Publisher: Universidade Federal de Uberlândia
Program: Programa de Pós-graduação em Fisioterapia
Quote: SILVA, Victor Rodholfo de Oliveira. Características musculoesqueléticas do quadril em corredores de rua: relação com o alinhamento do pé e com a magnitude do movimento pélvico no plano frontal durante a corrida. 2026. 73 f. Dissertação (Mestrado em Fisioterapia) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2026. DOI http://doi.org/10.14393/ufu.di.2026.129
Document identifier: http://doi.org/10.14393/ufu.di.2026.129
URI: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/48462
Date of defense: 18-Dec-2025
Sustainable Development Goals SDGs: ODS::ODS 3. Saúde e bem-estar - Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades.
Appears in Collections:DISSERTAÇÃO - Fisioterapia

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