Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/48342
ORCID:  http://orcid.org/0000-0002-4942-167X
Tipo do documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso Aberto
Título: Trabalhadores/as convivendo com HIV/AIDS: interfaces entre a assistência à saúde, trabalho e previdência social
Título(s) alternativo(s): Workers living with HIV/AIDS: interfaces between healthcare, work, and social security
Autor(es): Diogo, Janaína da Silva
Primeiro orientador: Querino, Rosimár Alves
Primeiro membro da banca: Silva, Luciana Cristina Caetano de Morais
Segundo membro da banca: Oliveira, Vitor Hugo de
Resumo: Introdução: Algumas das principais dificuldades e barreiras que as pessoas que vivem com HIV/AIDS têm enfrentado são decorrentes das ações discriminatórias e estigmatizantes em todo contexto social, inclusive no âmbito do trabalho. Objetivo: Compreender as experiências de trabalho de pessoas que convivem com HIV/AIDS. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa descritiva com delineamento qualitativo envolvendo pessoas que convivem com HIV/AIDS atendidas em uma organização não governamental (ONG) de município do Triângulo Mineiro, no Estado de Minas Gerais. A construção de dados foi desenvolvida com: formulário de caracterização socioeconômica e laboral, entrevistas com roteiro semiestruturado e encontro de grupo focal. Participaram do estudo dez pessoas. O tratamento de dados ocorreu com a análise de conteúdo temática. Resultados: Os resultados são apresentados em dois artigos. O primeiro foi intitulado “Acesso ao trabalho, aos serviços de saúde e aos benefícios sociais: experiências de pessoas vivendo com HIV/AIDS” e o segundo artigo “Conviver com HIV/AIDS: Possibilidades de Enfrentamento de Estigmas e Preconceitos com Informação e Redes de Apoio”. Os resultados do primeiro artigo revelaram que mesmo com os avanços no tratamento e com a possibilidade de uma vida com qualidade, o estigma social, a discriminação no ambiente de trabalho e a falta de preparo de alguns profissionais de saúde ainda são barreiras significativas enfrentadas pelas pessoas que vivem com o vírus. Os resultados do segundo artigo apontaram que as barreiras como estigma social, desinformação ainda comprometem a integridade e a continuidade do tratamento, contudo, revelou-se uma avaliação positiva, no atendimento oferecido pelo SUS, como um lugar acolhedor e humanizado, assim como a atuação da instituição filantrópica promovendo a desconstrução de estigmas e promoção à saúde. Considerações finais: O estudo identificou atravessamentos por dimensões cercadas por estigma social, preconceitos e despreparo profissional. No entanto, apontou para estratégias de enfrentamento positivas como a importância de redes de apoio como ONGs, suporte familiar e social. Reforçam a urgência de que políticas públicas e práticas institucionais avancem de forma menos protocolar e mais humana, considerando a complexidade dos modos de viver com o vírus, especialmente nos marcadores que atravessam o emprego, a renda, o sigilo do diagnóstico e a saúde mental.
Abstract: Introduction: Some of the main difficulties and barriers faced by people living with HIV/AIDS stem from discriminatory and stigmatizing actions present throughout the social context, including in the workplace. Objective: To understand the work experiences of people living with HIV/AIDS. Methodology: This is a descriptive study with a qualitative design involving people living with HIV/AIDS who receive care at a non-governmental organization (NGO) in a municipality of the Triângulo Mineiro region, in the state of Minas Gerais. Data were collected through a socioeconomic and work-related profile form, semi-structured interviews, and a focus group meeting. Ten people participated in the study. Data were analyzed using thematic content analysis. Results: The results are presented in two articles. The first, titled “Access to Work, Health Services, and Social Benefits: Experiences of People Living with HIV/AIDS”, and the second, “Living with HIV/AIDS: Coping With Stigma and Prejudice Through Information and Support Networks. Findings from the first article revealed that, despite advances in treatment and the possibility of a good quality of life, social stigma, workplace discrimination, and the lack of preparedness among some healthcare professionals remain significant barriers for people living with the virus. Results from the second article showed that barriers such as social stigma and misinformation continue to affect treatment integrity and continuity. However, participants expressed a positive assessment of the care provided by the Brazilian Unified Health System (SUS), describing it as a welcoming and humanized environment, as well as highlighting the role of the philanthropic institution in promoting the deconstruction of stigma and the promotion of health. Final Considerations: The study identified overlapping dimensions marked by social stigma, prejudice, and professional unpreparedness. Nevertheless, it also pointed to positive coping strategies, such as the importance of support networks including NGOs, family support, and social support. The findings reinforce the urgency for public policies and institutional practices to advance in ways that are less procedural and more human-centered, acknowledging the complexity of living with the virus—particularly regarding employment, income, confidentiality of diagnosis, and mental health. Keywords: Occupational health. Social stigma. HIV/AIDS.
Palavras-chave: Saúde do trabalhador
Estigma social
HIV/AIDS
Occupational health
Social stigma
Área(s) do CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::GEOGRAFIA
CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVA
Assunto: Geografia médica
Saúde e segurança do trabalhador
HIV (Vírus)
AIDS (Doença) - Pacientes
Idioma: por
País: Brasil
Editora: Universidade Federal de Uberlândia
Programa: Programa de Pós-graduação em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador (Mestrado Profissional)
Referência: DIOGO, Janaína da Silva. Trabalhadores/as convivendo com HIV/AIDS: interfaces entre a assistência à saúde, trabalho e previdência social. 2025. 73 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2025. DOI http://doi.org/10.14393/ufu.di.2026.24.
Identificador do documento: http://doi.org/10.14393/ufu.di.2026.24
URI: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/48342
Data de defesa: 15-Dez-2025
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): ODS::ODS 3. Saúde e bem-estar - Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades.
ODS::ODS 5. Igualdade de gênero - Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas.
ODS::ODS 8. Trabalho decente e crescimento econômico - Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo, e trabalho decente para todos.
ODS::ODS 16. Paz, justiça e instituições eficazes - Promover sociedades pacíficas e inclusivas par ao desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis.
Aparece nas coleções:DISSERTAÇÃO - Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador (Mestrado Profissional)

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