Publicação: Protocolo clínico de cuidados paliativos pediátricos
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CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE
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Camargos, Mariana
Resumo
Trabalho de conclusão de residência médica em pediatria, baseado na elaboração de protocolo clinico institucional sobre cuidados paliativos pediátricos. "Os cuidados paliativos pediátricos representam uma abordagem integral e humanizada
voltada para crianças e adolescentes que enfrentam doenças crônicas, progressivas,
limitantes ou ameaçadoras à vida, sejam elas com possibilidades curativas ou não, bem
como para suas famílias. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o
objetivo dos cuidados paliativos é promover a qualidade de vida por meio da prevenção
e do alívio do sofrimento físico, psicológico, social e espiritual, independentemente do
estágio da doença. Dessa forma, os CPP são propostos no momento em que a criança
e ou adolescente apresenta o diagnóstico das doenças citadas acima, andando lado a
lado com o tratamento clínico e se possível, com o tratamento curativo.
Os documentos analisados para a criação deste protocolo clínico, incluindo o Manual de
Cuidados Paliativos do Hospital Sírio-Libanês (2023), o Relatório do Grupo de Trabalho
de Cuidados Paliativos Pediátricos (Portugal, 2014), o Protocolo ISGH (2014) e as
diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria (2021), enfatizam a importância da
integração precoce dessa prática paliativa ao tratamento curativo, visando garantir uma
assistência contínua, multidisciplinar e centrada na criança e em sua família e, assim,
evitar o prolongamento do sofrimento dos mesmos.
A literatura científica internacional, como os estudos publicados em CA: A Cancer Journal
for Clinicians (KAYE et al., 2015), Cancer Medicine (CHENG et al., 2019) e Clinical and
Experimental Pediatrics (MARINO et al., 2023), reforçam que o início tardio do cuidado
paliativo ainda é prejudicial ao paciente e à família, especialmente em casos oncológicos
e doenças crônicas neurológicas. A implementação de políticas públicas, redes de
referência e equipes aptas, é considerada fundamental para ampliar o acesso, a
equidade e a morte com dignidade.
Os cuidados paliativos pediátricos quando instituídos ao diagnóstico da condição
ameaçadora à vida ou condições crônicas, tem como objetivo levar o bem estar para a
criança e sua família. Isso é feito com os controles dos sintomas, evitar procedimentos
desnecessários que trazem mais malefícios do que benefícios e que consequentemente
não irão mudar o prognóstico. Juntamente à isso, também é oferecido apoio emocional e
psíquico para o paciente e sua família, durante todo o curso da enfermidade e também
nos dias pós morte.
Em resumo, os cuidados paliativos pediátricos caracterizam como um amplo campo de
atuação interdisciplinar que vai além do tratamento médico, promovendo o respeito à
dignidade, à autonomia e ao conforto da criança e de sua família, com impacto positivo
na qualidade de vida, na satisfação familiar e na humanização do cuidado prestado,
principalmente nos momentos finais da vida."
Abstract
Pediatric palliative care represents a comprehensive and humanized approach aimed at
children and adolescents facing chronic, progressive, limiting, or life-threatening illnesses,
whether or not they have curative possibilities, as well as their families. According to the
World Health Organization (WHO), the goal of palliative care is to promote quality of life
through the prevention and relief of physical, psychological, social, and spiritual suffering,
regardless of the stage of the disease. Thus, PPCs are proposed when the child and/or
adolescent receives a diagnosis of the aforementioned illnesses, alongside clinical
treatment and, if possible, curative treatment.
The documents analyzed for the creation of this clinical protocol, including the Palliative
Care Manual of the Sírio-Libanês Hospital (2023), the Report of the Working Group on
Pediatric Palliative Care (Portugal, 2014), the ISGH Protocol (2014), and the guidelines
of the Brazilian Society of Pediatrics (2021), emphasize the importance of the early
integration of this palliative practice into curative treatment, aiming to guarantee
continuous, multidisciplinary care centered on the child and their family, thus avoiding the
prolongation of their suffering.
International scientific literature, such as studies published in CA: A Cancer Journal for
Clinicians (KAYE et al., 2015), Cancer Medicine (CHENG et al., 2019), and Clinical and
Experimental Pediatrics (MARINO et al., 2023), reinforces that the late initiation of
palliative care is still detrimental to the patient and family, especially in oncological cases
and chronic neurological diseases. The implementation of public policies, referral
networks, and qualified teams is considered fundamental to expanding access, equity,
and death with dignity.
Pediatric palliative care, when instituted upon diagnosis of life-threatening or chronic
conditions, aims to bring well-being to the child and their family. This is done by controlling
symptoms, avoiding unnecessary procedures that cause more harm than good and that
consequently will not change the prognosis. Along with this, emotional and psychological
support is also offered to the patient and their family throughout the course of the illness
and also in the days after death.
In summary, pediatric palliative care is characterized as a broad field of interdisciplinary
action that goes beyond medical treatment, promoting respect for the dignity, autonomy,
and comfort of the child and their family, with a positive impact on quality of life, family
satisfaction, and the humanization of care provided, especially in the final moments of life.
Palavras-chave
cuidados paliativos pediátricos, Qualidade de vida, Humanização da saúde, Interdisciplinaridade, Assistência infantil, palliative care, Quality of life, Humanization of healthcare., Interdisciplinarity, Childcare
Citação
COELHO, Letícia Coutinho Midlej Rodrigues. Protocolo clínico de cuidados paliativos pediátricos. 2026. 50 f. Trabalho de Conclusão de Residência (Residência em Ciências de Saúde) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2026.
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