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https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/48254| ORCID: | http://orcid.org/0009-0007-8720-1081 |
| Tipo do documento: | Trabalho de Conclusão de Curso |
| Tipo de acesso: | Acesso Aberto |
| Título: | Estudo da associação entre acesso à saúde, desigualdades socioeconômicas e de gênero na mortalidade por câncer cervical entre as regiões do Brasil no período de 2016 a 2022 |
| Autor(es): | Mendes, Maria Clara de Melo |
| Primeiro orientador: | Barbosa, Boscolli Pereira |
| Primeiro membro da banca: | Silva, Vivianne Peixoto da |
| Segundo membro da banca: | Limongi, Jean Ezequiel |
| Resumo: | O câncer do colo do útero permanece como importante problema de saúde pública no Brasil, apesar de ser amplamente evitável por meio de estratégias de vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) e de rastreamento precoce. A persistência de elevadas taxas de mortalidade em determinados territórios evidencia a influência de desigualdades socioeconômicas, regionais e de gênero no acesso à prevenção e nos desfechos da doença. Este estudo teve como objetivo analisar a associação entre acesso aos serviços de saúde, desigualdades socioeconômicas e vulnerabilidades de gênero na mortalidade por câncer cervical nas cinco grandes regiões do Brasil, no período de 2016 a 2022. Trata-se de um estudo ecológico, de abordagem quantitativa, baseado em dados secundários provenientes do DATASUS e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foram analisados indicadores de mortalidade por câncer cervical, realização de exames citopatológicos e histopatológicos, desigualdade de renda, pobreza, informalidade feminina, violência sexual contra mulheres, homicídios femininos e mortalidade associada a condições inadequadas de água e saneamento. As análises incluíram estatística descritiva, correlação de Pearson, regressão linear múltipla e análise espacial por meio de mapas temáticos. Os resultados evidenciaram marcantes desigualdades regionais, com maiores taxas proporcionais de mortalidade nas regiões Norte e Nordeste. A violência sexual destacou-se como o fator mais fortemente associado à mortalidade por câncer cervical, permanecendo estatisticamente significativa nos modelos multivariados. Indicadores socioeconômicos e de infraestrutura sanitária também se associaram aos padrões observados, revelando a interdependência entre vulnerabilidade social, gênero e desfechos em saúde. Conclui-se que a mortalidade por câncer cervical no Brasil reflete não apenas falhas biomédicas na prevenção, mas, sobretudo, iniquidades estruturais que limitam a efetividade das políticas públicas quando dissociadas de ações sociais e territoriais integradas. O enfrentamento desse agravo requer estratégias intersetoriais que articulem saúde, proteção social e políticas de equidade de gênero, com fortalecimento da Atenção Primária à Saúde e redução das desigualdades regionais. |
| Palavras-chave: | Câncer cervical Determinantes sociais da saúde Gênero Vulnerabilidade Saúde Pública Cervical cancer Social Determinants of Health Gender Inequality Public Health |
| Área(s) do CNPq: | CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVA |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editora: | Universidade Federal de Uberlândia |
| Referência: | MENDES, Maria Clara de Melo. Estudo da associação entre acesso à saúde, desigualdades socioeconômicas e de gênero na mortalidade por câncer cervical entre as regiões do Brasil no período de 2016 a 2022. 2026. 28 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Saúde Coletiva) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2026. |
| URI: | https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/48254 |
| Data de defesa: | 9-Fev-2026 |
| Aparece nas coleções: | TCC - Saúde Coletiva |
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| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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