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https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/48056| ORCID: | http://orcid.org/0009-0005-3796-7447 |
| Document type: | Trabalho de Conclusão de Curso |
| Access type: | Acesso Embargado |
| Embargo Date: | 2027-12-19 |
| Title: | “O ser humano não gosta de ficar preso, não é?” Perspectivas de uma mulher adulta sobre a internação psiquiátrica e o pós-alta |
| Author: | Cazellato, Maria Clara Perez |
| First Advisor: | Pegoraro, Renata Fabiana |
| First member of the Committee: | Costa, Lara Irene Leite da |
| Second member of the Committee: | Braga, Raissa de Brito |
| Summary: | No final da década de 1970 um movimento social pedindo pelo fim dos manicômios começou a tomar forma no Brasil. Um dos marcos mais significativos da Luta Antimanicomial aconteceu com a Lei nº 10.216/2001, que demandou mudanças na forma de tratar as pessoas em sofrimento psíquico. Embasada nessa lei, foi construída a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), a qual tem como objetivo ser uma rede integrada de serviços que garantam um atendimento humanizado para as pessoas com problemas de saúde mental. Assim, a internação psiquiátrica deveria acontecer apenas quando os recursos de cuidado do território se esgotarem. Neste contexto, foi objetivo desta pesquisa entender o uso da Rede de Atenção Psicossocial da internação em leito de hospital geral até a alta e inserção no território, a partir de um estudo de caso. Foi desenvolvido um estudo de caso único de tipo traçador, entre setembro/23 e dezembro/24, com uma mulher de 37 anos e mãe de três filhos com internação em leito de saúde mental por cerca de 20 dias. Ela foi entrevistada durante a internação e, depois, bimestralmente em seu domicílio após alta, com telefonemas e mensagens trocadas no intervalo das entrevistas, registradas em diário de campo. Um profissional da equipe assistencial da unidade de internação e do Centro de Atenção Psicossocial também cederam entrevistas. Todo o material foi transcrito para análise temática, da qual resultaram as categorias (1) Saúde e Adoecimento, e (2) Experiências laborais e relações afetivas. Na Categoria 1 foram agrupadas os sentidos atribuídos ao adoecimento, internação, inserção em CAPS e a alta para atenção primária, com a construção de seu Itinerário Terapêutico. Já a Categoria 2 voltou-se mais para as relações familiares e sua experiência com o mundo do trabalho. Discute-se a nomeação de uma “crise de nervoso” em confronto com o esposo, após o que aconteceu a internação em leito de saúde mental, perspectiva conflitante para com a compreensão da equipe. Na alta demonstra insatisfação com efeitos da medicação, que a lentificava, dificultando a realização de atividades cotidianas e a retorno ao mercado de trabalho. O vínculo com o CAPS foi breve, sendo encaminhada para acompanhamento na atenção primária, realizando apenas consultas para cuidados clínicos. A crise desenhada no caso estudado guarda relação direta com o ambiente no qual vive, destacando-se a sobrecarga de funções que acumula, assim como a falta de rede de apoio, dois pontos que são ressaltados pelas profissionais que acompanharam seu caso. O acompanhamento longitudinal de Hígia também nos possibilita refletir sobre a descontinuidade do cuidado no processo de transferência do acompanhamento do CAPS para atenção primária. |
| Keywords: | Internação Psiquiátrica Mulheres Trabalho Itinerários Terapêuticos |
| Area (s) of CNPq: | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS |
| Language: | por |
| Country: | Brasil |
| Publisher: | Universidade Federal de Uberlândia |
| Quote: | CAZELLATO, Maria Clara Perez. “O ser humano não gosta de ficar preso, não é?” Perspectivas de uma mulher adulta sobre a internação psiquiátrica e o pós-alta. 2025. 38 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Psicologia) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2026. |
| URI: | https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/48056 |
| Date of defense: | 19-Dec-2025 |
| Appears in Collections: | TCC - Psicologia |
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|---|---|---|---|---|
| SerHumanoPreso.pdf Until 2027-12-19 | TCC | 591.82 kB | Adobe PDF | View/Open Request a copy |
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