Publicação: Fadiga secundária ao tratamento quimioterápico em mulheres com câncer de mama: Repercussões sobre a qualidade de vida.
Carregando...
Tipo do documento
Data
Direito de acesso
Coleções
Programa
Área do conhecimento
CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::ENFERMAGEM
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Autores
Orientador
Coorientador
Campos, Cristiane Soares
Resumo
A quimioterapia é hoje o principal tratamento sistêmico para o câncer de mama. A maioria dos quimioterápicos, mesmo em doses terapêuticas, ocasionam reações adversas e indesejadas em diversos órgãos e tecidos. Dentre as principais reações adversas, destacamos a fadiga secundária à quimioterapia, que apresenta alta prevalência entre mulheres submetidas a este tratamento, sendo descrita como uma das reações adversas que tem influência negativa na qualidade de vida. O presente trabalho buscou identificar, avaliar e compreender as repercussões da fadiga secundária à quimioterapia na qualidade de vida da paciente com câncer de mama, e, subsidiar melhorias no planejamento da assistência de enfermagem. Trata-se de um estudo descritivo e interpretativo, com orientação teórico-metodológica da antropologia médica e método do estudo de caso etnográfico. Os dados foram coletados utilizando entrevistas semiestruturadas e observação participante do contexto da vida da paciente e de sua história de vida, diante do percurso da doença e do percurso do tratamento. Foi realizada a transcrição e análise temática dos dados. Os resultados mostraram que a fadiga secundária à quimioterapia, do ponto de vista da participante, não gerou impactos significativos na qualidade de vida, quando considerados os aspectos culturais que tratam sobre conceitos de saúde, doença e da qualidade de vida. Porém, quando os conteúdos das entrevistas foram correlacionados com autores de estudos que investigam o processo saúde-doença e a qualidade de vida sob a perspectiva biologicista, verificamos diversos aspectos em que a qualidade de vida sofreu interferências e prejuízos durante a trajetória do adoecimento e tratamento, tais como: adequações na rotina de vida, do trabalho; diminuição da capacidade funcional para as atividades diárias; otimização do tempo para realizar suas atividades de lazer e também do trabalho; mudanças nos hábitos alimentares. A fadiga secundária a quimioterapia tem sido pouco valorizada pela equipe de saúde e por isso, também passa a ser normalizada pelos pacientes, que a consideram como uma reação esperada, não previnível e sem opções de manejo ou tratamento eficaz, sendo portanto sub notificada. Estudos sobre prevenção, manejo, estratégias e tratamentos da fadiga secundária à quimioterapia, que envolvam número maior de pacientes, ou grupos com diferentes características sociais, clínicas e mesmo em outros contextos culturais, são de extrema importância, a fim de elucidar e aprofundar o conhecimento sobre sua ocorrência, e assim, possibilitar melhor controle, manejo e tratamento durante a trajetória do tratamento quimioterápico.
Abstract
Palavras-chave
Fadiga, Fatigue, Quimioterapia, Chemoterapy, Qualidade de vida, Quality of life, Câncer de mama, Breast cancer
Citação
LOPES, Carine Ferreira. Fadiga secundária ao tratamento quimioterápico em mulheres com câncer de mama: Repercussões sobre a qualidade de vida. 2017. 54 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Estatística) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2017.