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Document type: Dissertação
Access type: Acesso Aberto
Title: Fatores Psicossociais no Trabalho da Enfermagem em Pronto-Socorro de um Hospital de Clínicas de Grande Porte
Author: Nunes, Wilma da Silva
First Advisor: Silva, Viviane Peixoto da
First member of the Committee: Rosenburg, Eleusa Gallo
Second member of the Committee: Junqueira, Marcelle Aparecida de Barros
Summary: Introdução: As condições e as formas de organização do processo de trabalho podem estabelecer situações favoráveis aos indivíduos ou se constituírem em fatores de risco à sua saúde física e mental. Dentre os ambientes laborais, os serviços de saúde, e mais especificamente o hospital, se configura como um local de trabalho possivelmente estressante dadas as suas características peculiares; a unidade de emergência pode ser considerada um dos ambientes em que os profissionais de enfermagem estão sujeitos a um maior sofrimento físico/psíquico em decorrência da dinâmica deste serviço. Objetivo: identificar e descrever os fatores psicossociais a que estão submetidos os profissionais da equipe de enfermagem do pronto-socorro. Materiais e Métodos: estudo analítico de abordagem quantitativa, realizado em setembro de 2016 com 137 profissionais, sendo 23 enfermeiros, 73 técnicos de enfermagem e 38 auxiliares de enfermagem. Utilizou-se um questionário para caracterização sócio-demográfica ocupacional dos participantes e o JCQ (Job Content Questionnaire) para caracterizar os aspectos psicossociais do trabalho. Os dados foram tabulados em planilhas eletrônicas, resumidos por meio de estatística descritiva e apresentados em tabelas. Resultados: quanto ao perfil dos entrevistados, a maioria foi do sexo feminino (71,76%), lotados no pronto-socorro há 5 anos ou mais (59,13%), técnico ou auxiliar de enfermagem (81,02%), estatutário (62,04%), possui nível superior (59,13%), trabalha no turno diurno (48,18%), cumpre carga horária de 36h (100%), faz horas extras (66,4%) e/ou possui outro vínculo empregatício (20,30%). Com relação aos aspectos psicossociais do trabalho, a maioria dos entrevistados identificou a existência de aspectos negativos relacionados às demandas psicológica, física e de controle sobre o trabalho, tais como trabalho repetitivo, exigência de alto nível de habilidade, volume excessivo de trabalho, demandas conflitantes, mudanças indesejadas, trabalho rápido, necessidade de controle emocional, trabalho duro, muito esforço físico, atividade física rápida e contínua, trabalho em posições incômodas, falta de autonomia e dificuldade para dormir se deixar de fazer alguma tarefa. Com relação ao apoio social, tanto dos níveis hierárquicos superiores quanto de seus colegas de trabalho, vários aspectos positivos foram identificados: o chefe preocupa-se com o bem-estar de sua equipe de trabalho, ser tratado com respeito pelo supervisor, ser ajudado pelo chefe na realização do trabalho, ter o respeito que merece dos chefes e supervisores, trabalho envolve muita negociação, colegas de trabalho amigáveis e colaborativos, ter o respeito de seus colegas de trabalho, sentimento de união entre as pessoas. Grande parte considera-se estável no emprego, está satisfeita com seu trabalho, com sua capacidade de trabalho e considera sua qualidade muito boa. Conclusões: a pesquisa mostrou que algumas questões relativas à organização e ao processo de trabalho da Enfermagem no PS-HC/UFU constituem-se em fatores de risco à saúde física e mental dos profissionais. Sugere-se que sejam elaboradas estratégias de monitoramento de riscos psicossociais, assim como campanhas de prevenção, espaços para discussões, sugestões e denúncias acerca do clima organizacional, além de tratamento e acompanhamento dos profissionais afetados pelos fatores psicossociais negativos.
Abstract: Introduction: The conditions and forms of organization of the work process can establish situations that are favorable to the individuals or constitute risk factors for their physical and mental health. Among the work environments, the health services, and more specifically the hospital, constitute a possibly stressful workplace due to its peculiar characteristics; the emergency unit can be considered one of the environments in which nursing professionals are subjected to greater psychic suffering due to the dynamics of this service. Objective: to identify and describe the psychosocial factors that the emergency room nursing staff are submitted to. Materials and Methods: a cross-sectional analytical study with a quantitative approach, carried out in September 2016 with 136 professionals, 23 nurses, 73 nursing technicians and 38 nursing assistants. A questionnaire was used for occupational socio-demographic characterization of the participants and the Job Content Questionnaire (JCQ) was used to characterize the psychosocial aspects of the work. The data were analyzed statistically using electronic spreadsheets, summarized by means of descriptive statistics and presented in tables. Results: as for the profile of the respondents, the majority were female (71.76%), who had been in the Emergency Room for 5 years or more (59.13%), is a nursing technician or assistant (81.02%), statutory (62.04%),has a graduate degree (59.13%), works in the day shift (48.18%), has a workload of 36 hours (100%), does overtime (66.4%) and / or has other employment (20.30%). With regard to the psychosocial aspects of the work, most of the interviewees identified the existence of negative aspects related to the psychological, physical and control demands on the work, such as repetitive work, high skill requirement, excessive volume of work, conflicting demands , unwanted changes, fast work, need for emotional control, hard work, a lot of physical effort, fast and continuous physical activity, work in uncomfortable positions, lack of autonomy and difficulty sleeping if you fail to do some task. With regard to social support, both from the top hierarchical levels and from their co-workers, several positive aspects were identified: the boss worries about the well-being of his work team, being treated with respect by the supervisor, being helped by the boss in doing the job, having the respect they deserve from bosses and supervisors; working involves a lot of negotiation, friendly and collaborative colleagues, having the respect of your coworkers, feeling of union between people. Most people consider themselves to be stable in their employment, are satisfied with their work, with their ability to work and consider their quality of life good or very good.Conclusions: the research showed that some issues related to the organization and the Nursing work process in the PSHC / UFU constitutes risk factors for the physical and mental health of professionals. It is suggested that strategies be developed to monitor psychosocial risks, as well as prevention campaigns, spaces for discussions, suggestions and denunciations about the organizational climate, as well as treatment and follow-up of professionals affected by negative psychosocial factors.
Keywords: Saúde do Trabalhador
Fatores Psicossociais
Enfermagem
Pronto Socorro
Worker's Health
Psychosocial Factors
Nursing
Emergency Room
Area (s) of CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::GEOGRAFIA
Language: por
Country: Brasil
Publisher: Universidade Federal de Uberlândia
Program: Programa de Pós-graduação em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador (Mestrado Profissional)
Quote: NUNES, W. S.. Fatores psicossociais no trabalho da enfermagem em pronto-socorro de um hospital de clínicas de grande porte. Dissertação (mestrado) -- Universidade Federal de Uberlândia, Programa de Pós-Graduação em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador. 82 pg, 2017.
Document identifier: http://dx.doi.org/10.14393/ufu.di.2017.90
URI: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/20394
Date of defense: 7-Nov-2017
Appears in Collections:DISSERTAÇÃO - Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador (Mestrado Profissional)

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