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metadata.dc.type: Dissertação
metadata.dc.rights: Acesso Aberto
Title: Memória e identidade cristã: a Ars dictaminis de Vieira
metadata.dc.creator: Terceiro, Moisés Laert Pinto
metadata.dc.contributor.advisor1: Araújo, Joana Luiza Muylaert de
metadata.dc.contributor.advisor-co1: Tabak, Fani Miranda
metadata.dc.contributor.referee1: Saltarelli, Thiago César Viana Lopes
metadata.dc.contributor.referee2: Gabriel, Maria Alice Ribeiro
metadata.dc.description.resumo: O presente trabalho concentrou sua atenção em cinco cartas escritas pelo padre jesuíta Antonio Vieira (1608-1657), entre os anos de 1653 e 1657, mais especificamente 06 de maio de 1653, a carta LXI remetida ao padre Francisco de Morais; 20 de maio de 1653, a carta LXII remetida ao rei D.João IV; 22 de maio de 1653, a carta LXIV remetida ao Provincial do Brasil; 6 de abril de 1654, a carta LXIX remetida ao rei D.João IV e 20 de abril de 1657, a carta LXXVII remetida ao rei D.Afonso VI. Para analisar as cartas selecionadas se buscou, tanto quanto possível, o acerto teórico mais adequado ao corpus, por se tratar de textos produzidos no século XVII. Assim, como princípio metodológico se tentou analisar essas cartas no interior do modelo histórico dentro do qual elas foram produzidas, buscando, inclusive, levantar alguns dados para a compreensão desse modelo, como, por exemplo, alguns elementos da chamada Ars Dictaminis ou a arte de se escrever cartas, muito utilizados pelos religiosos jesuítas. Para a compreensão desse contexto cultural e simbólico, tentou-se, na medida do possível, evitar anacronismos, por meio da tentativa de reposição de um quadro mínimo que fosse da produção epistolográfica de Antonio Vieira, a demonstrar que as cartas do religioso são importantes instrumentos da missão jesuítica no antigo Estado do Maranhão e Grão-Pará, o que, por sua vez, ajuda a empresa colonial portuguesa. Como a tentativa de reposição das condições de produção das cartas jesuíticas de Vieira encontra resistências teóricas que precisam ser consideradas, um espaço desta dissertação foi reservado para se discutir a questão do anacronismo, considerada fundamental quando se trabalha com textos cuja produção e circulação estão tão distantes dos nossos atuais dias. Desse modo, a noção de anacronismo, além de um elemento presente no quadro teórico-metodológico da pesquisa, é também um dos conceitos discutidos no presente trabalho. Tal discussão se realiza levando em consideração, inclusive, posições contrárias à utilização do anacronismo como medida de avaliação de um dado qualquer do passado. Por fim, da análise das cartas se chegou a noções de memória e identidade nelas presentes, forjadas em profundas convicções cristãs do autor cultivadas, em todo o caso, pelo tempo no qual viveu o jesuíta. Essa característica poderá ser encontrada na expressão do religioso, o qual mesmo tratando de uma infinidade de assuntos, jamais se deixa afastar da profunda noção de missão que o governa enquanto missionário jesuíta. A identidade vivível no processo de investigação é justo uma identidade jesuítica, que encontra nas cartas trocadas entre irmãos de ordem um elemento fundamental para sua afirmação. Assim como essas mesmas cartas estão carregadas de memória, uma vez que se colocam enquanto registros de fatos narrados, portanto frutos de uma memória articulada e, mais que isso, enquanto objetos de transmissão de uma tradição de fé, a unir remetente e destinatário por meio da lembrança da glória de Deus. Por conseguinte, conclui-se, tendo sempre as cartas como guias dessas conclusões, que a identidade e a memória que emergem das cartas de Antonio Vieira estão fundamentalmente revestidas de uma forte convicção cristã, difundida no seio da Companhia de Jesus.
Abstract: El presente trabajo concentró su atención en cinco cartas escritas por el padre jesuita Antonio Vieira (1608-1657), acerca de los anos de 1653 y 1657, más específicamente 06 de mayo de 1653, a carta LXI remetida a el padre Francisco de Morais; 20 de mayo de 1653, a carta LXII remetida a el rey D. Joao IV; 22 de mayo de 1653, a carta LXIV remetida el Provincial do Brasil; 6 de abril de 1654, a carta LXIX remetida a el rey D. Joao IV e 20 de abril de 1657, a carta LXXVII remetida a rey D.Afonso VI. Para analizar las cartas elegidas se buscó, en la medida del posible, el acierto teórico más adecuado a el corpus, por se tratar de textos producidos en el siglo XVII. Así, como principio metodológico se tentó analizar esas cartas en el interior del modelo histórico dentro de lo cual ellas fueran producidas, buscando, incluso, arribar algunos dados para la comprensión de ese modelo, como, por ejemplo, algunos elementos de la llamada Ars Dictaminis o la arte de se escribir cartas, mucho utilizados por los religiosos jesuitas. Para la comprensión de ese contexto cultural y simbólico, se ha tentado, en la medida del posible, evitar anacronismos, por medio de la tentativa de reposición de uno cuadro mínimo que fuese de la producción epistolografica de Antonio Vieira, para demonstrar que las cartas del religioso son importantes instrumentos de la misión jesuítica en el antiguo Estado de Maranhão y Grão-Pará, lo que, por su vez, ayuda la empresa colonial portuguesa. Como la tentativa de reposición de las condiciones de la producción de las cartas jesuíticas de Vieira encuentra resistencias teóricas que necesitan ser consideradas, uno espacio de esta disertación ha sido reservado para se discutir la cuestión del anacronismo, considerada fundamental cuando se trabaja con textos cuya producción y circulación están tan distantes de nuestros actuales días. Entonces, la noción de anacronismo, además de uno elemento presente en el cuadro teórico-metodológico de la pesquisa, es también uno de los conceptos discutidos en el presente trabajo. Esa discusión se realiza llevando en consideración, incluso, posiciones inversas a la utilización del anacronismo como medida de evaluación de un dado cualquier del pasado. Por lo fin, de la análisis de las cartas se llegó a nociones de memoria e identidad en ellas presentes, basadas en profundas convicciones cristianas del autor cultivadas, en todo caso, por el tiempo en lo cual vivió el jesuita. Esa característica pondrá ser encontrada en la expresión del religioso, lo cual mismo tratando de una infinidad de temas, jamás se deja alejar de la profunda noción de misión que lo gobierna mientras misionero jesuita. La identidad visible en el proceso de investigación es bien una identidad jesuítica, que encuentra en las cartas trocadas entre hermanos de orden un elemento fundamental para su afirmación. Así como esas mismas cartas están cargadas de memoria, una vez que se colocan mientras registros de factos narrados, por lo tanto frutos de una memoria articulada y, más que eso, mientras objetos de transmisión de una tradición de fe, que une remitente y destinatario por medio de una reminiscencia de la gloria de Dios. Por lo fin, se llega al resultado, teniendo siempre las cartas como guías de esas conclusiones, que la identidad y la memoria que sale de las cartas de Antonio Vieira están fundamentalmente revestidas de una fuerte convicción cristiana, difundida en el seno de la Companía de Jesús.
Keywords: Literatura
Literatura portuguesa - História e crítica
Vieira, Antonio, 1608-1697 - Crítica e interpretação
Anacronismo
Antonio Vieira
Epistolografia
Identidade Jesuítica
Memória Cristã
Epistolografía
Identidad Jesuítica
Memoria Cristiana
metadata.dc.subject.cnpq: CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS
metadata.dc.language: por
metadata.dc.publisher.country: Brasil
Publisher: Universidade Federal de Uberlândia
metadata.dc.publisher.program: Programa de Pós-graduação em Estudos Literários
Citation: PINTO TERCEIRO, Moisés Laert. Memória e identidade cristã: a Ars dictaminis de Vieira. 2017. 112 f. Dissertação (Mestrado em Estudos Literários) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2017.
URI: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/19193
Issue Date: 18-May-2017
Appears in Collections:DISSERTAÇÃO - Estudos Literários

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