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metadata.dc.type: Dissertação
metadata.dc.rights: Acesso Aberto
Title: Sentidos da participação de pais e mães no nascimento de seus filhos
metadata.dc.creator: Nogueira, Nyessa Souza Arantes
metadata.dc.contributor.advisor1: Rasera, Emerson Fernando
metadata.dc.contributor.referee1: Teixeira, Flavia do Bonsucesso
metadata.dc.contributor.referee2: Brigagão, Jacqueline Isaac Machado
metadata.dc.description.resumo: O parto representa um ponto significativo no processo da maternidade e paternidade, sendo mais que um ato fisiológico, um evento construído e desenvolvido num contexto social e cultural. Ao longo da história, o nascimento de um bebê se distanciou do âmbito familiar e tornou-se um processo artificial e complexo. Pais e mães estão se sentindo cada vez mais incapazes, uma vez que os profissionais obstétricos se apropriam do parto, privam da mulher a confiança na sua aptidão de dar à luz e do homem o direito de participar do nascimento de seu filho, além de fazerem de seus bebês uma propriedade da instituição. Assim, ao reconhecer a complexidade deste fenômeno, o presente estudo teve como objetivo compreender os sentidos produzidos por mães e pais acerca de sua participação no nascimento de seus filhos. Fizeram parte do estudo oito casais, residentes no município de Uberlândia (MG). Foram realizadas duas entrevistas individuais semi-estruturadas, sendo uma antes do parto e outra após o mesmo. A análise baseou-se numa perspectiva qualitativa, de cunho construcionista social, de investigação do processo de construção de sentidos a partir de uma análise temática, sendo organizada em quatro categorias: 1) Expectativas para o parto; 2) Das expectativas à realidade vivida no parto; 3) Pós parto imediato e 4) Violência Obstétrica. Quanto às expectativas para o parto, os pais mostraram um sentimento de total desconhecimento quanto ao momento em que estavam prestes a viver, além de trazer à tona suas inseguranças, medos, ansiedades, crenças e esperanças de que tudo terminaria bem. Quanto às vivências na hora do parto, foram predominantemente marcadas pelo desrespeito e violência por parte dos profissionais de saúde que os assistiam, sendo a mulher e seu bebê tidos como apropriação da instituição e em sua maioria vistos como sujeitos desprovidos de subjetividade e direitos. Quanto ao pós-parto, foi observado uma difícil adaptação e um desamparo profissional para a maioria dos casais, com dificuldades para lidar com necessidades básicas do bebê, como a amamentação exclusiva. E por fim, diante de toda a trajetória de mães e pais na assistência do ciclo gravídico-puerperal, foi evidente a transversalidade da violência como marco da atenção à saúde obstétrica e neonatal, sendo necessário alertar a população e as autoridades de saúde para a urgência de medidas que alterem esse quadro. Contudo, notou-se a necessidade de uma crítica que vai além dos discursos normativos e culturais que apontam uma incompatibilidade entre o sistema de saúde e seus cuidados obstétricos e as atuais evidências científicas e políticas públicas. É preciso questionar ainda a falta de fiscalização para as leis já vigentes, além do desconhecimento das gestantes e seus familiares acerca de seus direitos. Assim, o debate se aprofunda, se firmando sobre a falta de oportunidade para escolhas conscientes e a presença limitada de informações qualificadas para as mulheres parturientes e seus familiares. Além de fornecer informações as mulheres, os profissionais precisam assumir uma postura de aproximação, cuidado, respeito e compromisso com as mais recentes evidências científicas, de forma que auxilie na superação de tabus relacionados à assistência materno-infantil.
Abstract: In the process of motherhood and fatherhood, Childbirth is a significant point. It is beyond a physiological act, it is an event built and developed in a social and cultural context. Throughout history, the birth of a baby has distanced him from the family and became an artificial and complex process. Nowadays the parents are feeling increasingly incapable to decide anything about their childbirth, due the procedures of obstetrical care providers, which are felling as on the right to take ownership of childbirth even to take their babies as a property of the institution. Woman deprives confidence in their ability to give birth and men the right to attend the birth of his son. Therefore, recognizing the complexity of this phenomenon, this study aimed to understand the meanings produced by mothers and fathers about their participation in the birth of their children. Eight couples dwelling in the city of Uberlandia (MG) were interviewed. Two researches were taken. Semi-structured individual interviews were conducted, one before delivery and another after it. The analysis was based on a qualitative perspective, social constructionist nature, research of the construction process of meanings from a thematic analysis, being organized into four categories: 1) Expectations for delivery; 2) the expectations to the reality experienced in childbirth; 3) Post-partum period and 4) Obstetric Violence. Regarding expectations for childbirth, parents showed a sense of unknown anything of they were about to face ahead, and bring out your insecurities, fears, anxieties, hopes and belief that all would be well. As the experiences in childbirth were been taken, It was predominantly marked by disrespect and violence to the parents and baby, taken by the health professionals who attended them. Mom and her baby taken as ownership of the institution and mostly seen as subjects, both, mom and baby, lacked of subjectivity and rights. As the post-partum arrive, a difficult adaptation and professional helplessness was observed for most couples, struggling to cope with basic needs of the baby, such as exclusive breastfeeding. Finally, on the whole experience of mothers and fathers in the care of pregnancy and childbirth, it was apparent intersections of violence as a mark of attention to obstetric and neonatal health, it is necessary to alert the public and health authorities for urgent measures to change this situation. However, it was noted the need for a critique that goes beyond the normative and cultural discourses that suggest a mismatch between the health system and its obstetric care and the current scientific evidence and public policy. It is also necessary to question the lack of supervision to the already existing laws, besides the lack of pregnant women and their families about their rights. Thus, the debate deepens, establishing itself on the lack of opportunity for informed choices and the limited presence of qualified information for pregnant women and their families. In addition to providing information to women, professionals need to take an approach of posture, care, respect and commitment to the most recent scientific evidence, in order to assist in overcoming taboos related to maternal and child care.
Keywords: Psicologia
Parto humanizado
Maternidade - Aspectos psicológicos
Paternidade
Parto
Maternidade
Violência
Childbirth
Humanized birth
Maternity
Paternity
Violence
metadata.dc.subject.cnpq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA
metadata.dc.language: por
metadata.dc.publisher.country: Brasil
Publisher: Universidade Federal de Uberlândia
metadata.dc.publisher.program: Programa de Pós-graduação em Psicologia
Citation: NOGUEIRA, Nyessa Souza Arantes. Sentidos da participação de pais e mães no nascimento de seus filhos. 2016. 232 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Aplicada) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2016.
URI: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/18285
Issue Date: 26-Mar-2016
Appears in Collections:DISSERTAÇÃO - Psicologia

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