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metadata.dc.type: Dissertação
metadata.dc.rights: Acesso Aberto
Title: A auto-ajuda como interdiscursividade em O alquimista de Paulo Coelho
metadata.dc.creator: Ribeiro, Ivi Furloni
metadata.dc.contributor.advisor1: Santos, João Bôsco Cabral dos
metadata.dc.contributor.referee1: Castro, Maria de Fátima Fonseca Guilherme de
metadata.dc.contributor.referee2: Stafuzza, Grênissa Bonvino
metadata.dc.description.resumo: Esta pesquisa, intitulada A Autoajuda como Interdiscursividade em O Alquimista de Paulo Coelho , tem por objetivo estabelecer de que forma o discurso de autoajuda atravessa interdiscursivamente o corpus em análise, caracterizando-se como valor estético de construção do discurso literário. Para desenvolver tal análise, balizamos nossas leituras nos conceitos desenvolvidos pela Análise do discurso de linha francesa, doravante AD, no que concerne a noções como Interdiscurso, Memória Discursiva e Discurso Constituinte. Além disso, buscamos apoio na filosofia da linguagem bakhtiniana para entender a noção de Dialogismo. A análise discursiva do romance O Alquimista busca identificar de que forma o discurso de autoajuda atravessa interdiscursivamente a obra e os efeitos estéticos que esse discurso constrói. Podemos dizer que o discurso de autoajuda baliza os acontecimentos narrativos, pois sempre que Santiago, um jovem pastor que teve um sonho repetido, esmorece na busca pelo tesouro que viu em seu sonho, enunciados que constituem o discurso de autoajuda são retomados na voz de outras personagens que, por sua experiência de vida e conhecimentos adquiridos, são detentoras dos saberes de que Santiago necessita para empreender sua jornada em busca da realização pessoal. O discurso de autoajuda se vale de discursos constituintes, inclusive do próprio discurso literário, para sua construção. Percebemos, então, que o discurso literário em análise é atravessado por diversos outros discursos, como o discurso religioso e o discurso econômico-capitalista. Ao criar histórias que retratam heróis que enfrentam as mesmas dificuldades que os seres humanos, Paulo Coelho afasta-se do que os formalistas russos entendem por boa literatura . Isso faz com que Paulo Coelho não seja bem visto pelos críticos de literatura. No entanto, ao criar heróis que vivem as mesmas mazelas do homem contemporâneo, Paulo Coelho capta a atenção do leitor, pois este se identifica com o herói, ao ver que os problemas enfrentados por ambos são os mesmos: insegurança, falta de confiança em si mesmo, marasmo, vontade de realização pessoal, tudo isso gerado por diversos acontecimentos históricos, sociais e econômicos que caracterizam o mundo contemporâneo. Paulo Coelho vale-se do discurso de autoajuda, que é o discurso que auxilia o homem contemporâneo na busca de sua identidade, para balizar as ações de seu herói.
Abstract: This work, entitled The Self-Help as Interdiscursivity in The Alchemist by Paulo Coelho , has as a goal to establish how the self-help speech crosses interdiscoursively the corpus in analyses as an aesthetical asset/value to the construction of the literary discourse. To develop this study, the readings were based on concepts of the Discourse Analysis theory of the French school such as Interdiscourse, Discoursive Memory and Constitutive Discourse. Furthermore, support was found in the bakhtinian philosophy of language to understand Dialogism. The discoursive analysis of The Alchemist tries to detect how the self-help discourse crosses interdiscoursively the novel and the aesthetical effects built by this same discourse. It can be seen that the self-help discourse grounds the narrative events. Every time Santiago the young pastor weakens in the pursuit of the treasure seen in his recurrent dream, self-help statements are re-stated through the voices of other characters. Those characters are embodied with wisdom and the knowledge Santiago needs to start his journey towards personal fulfillment. Here, the self-help discourse uses constitutive discourses, including its own literary discourse, to be built. Therefore, the literary discourse being analyzed in this work is crossed for several other discourses, such as religious and economical-capitalist ones. When making up stories that create heroes who face same problems as regular human beings, Paulo Coelho stays away from what Russian formalists understand as being good literature . And that is what causes literary critics to consider the Brazilian author as a poor writer/novelist. However, by making his heroes suffer the same males as the ones suffered by the contemporary man, Paulo Coelho attracts the attention of the reader. He or she identifies with the hero feeling insecure, lacking self-confidence, boredom, long for self-fulfillment generated by historic, social and economical events that describe the contemporary world. Paulo Coelho uses the self-help discourse to build his hero because this is what helps the modern man in the search for identity.
Keywords: Interdiscurso
Literatura
Autoajuda
Paulo Coelho
Interdiscourse
Literature
Self-help
Literatura brasileira - História e crítica
O alquimista - Crítica e interpretação
Análise do discurso
metadata.dc.subject.cnpq: CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LINGUISTICA
metadata.dc.language: por
metadata.dc.publisher.country: BR
Publisher: Universidade Federal de Uberlândia
metadata.dc.publisher.initials: UFU
metadata.dc.publisher.department: Linguística Letras e Artes
metadata.dc.publisher.program: Programa de Pós-graduação em Estudos Linguísticos
Citation: RIBEIRO, Ivi Furloni. A auto-ajuda como interdiscursividade em O alquimista de Paulo Coelho. 2009. 202 f. Dissertação (Mestrado em Linguística Letras e Artes) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2009.
URI: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/15362
Issue Date: 14-Aug-2009
Appears in Collections:DISSERTAÇÃO - Estudos Linguísticos

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