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metadata.dc.type: Dissertação
metadata.dc.rights: Acesso Aberto
Title: A diversidade entra na escola: histórias de professores e professoras que transitam pelas fronteiras da sexualidade e do gênero
metadata.dc.creator: Almeida, Neil Franco Pereira de
metadata.dc.contributor.advisor1: Mota, Maria Veranilda Soares
metadata.dc.contributor.referee1: Novais, Gercina Santana
metadata.dc.contributor.referee2: Ribeiro, Cláudia Maria
metadata.dc.description.resumo: O objetivo desta pesquisa foi compreender e problematizar aspectos da constituição identitária de professores e professoras que transitam pelas fronteiras das sexualidades e do gênero. Interessou-nos saber o que esses sujeitos que se auto-identificam como gays, travestis e lésbicas contavam de suas histórias de vida e o lugar ocupado pela profissão docente nesse processo, principalmente quando suas identidades sexuais e de gênero eram evidenciadas e interpretadas pelos diversos sujeitos que compõem a escola, sobretudo o corpo docente. Teoricamente, a pesquisa está embasada principalmente nas reflexões elaboradas pela teoria queer. Essa teoria estruturada sob uma proposta pós-identitária, propõe-nos pensar as identidades que se constituem a partir das diferentes manifestações das sexualidades e do gênero por suas ambigüidades, multiplicidade e fluidez, assim como construir novos enfoques sobre a cultura, o conhecimento, o poder e a educação. Além desse referencial, utilizamos como metodologia entrevista, questionário e análise documental. Entrevistamos três professores gays, duas professoras travestis e uma professora lésbica, principal foco do estudo. Esses sujeitos desempenham a profissão docente nas séries entre a fase introdutória e o pré-vestibular em escolas das redes municipal, estadual e privada da cidade de Uberlândia-MG. Os questionários foram aplicados em três escolas da rede municipal nas quais três dos sujeitos trabalhavam no ano de 2007. A utilização desse instrumento possibilitou-nos identificar as concepções de setenta e três docentes sobre sexualidade, homossexualidade e o lugar ocupado pela escola na contextualização destes temas. Analisamos cinco documentos oficiais que propõem discutir a diversidade sexual e de gênero na escola: os Parâmetros Curriculares Nacionais vol. 10 (1997), o Manual do Multiplicador Homossexual (1996), o folder A travesti e o educador: respeito também se aprende na escola (2001), o Programa Brasil Sem Homofobia (2004) e o guia Educando para a Diversidade: como discutir a homossexualidade na escola? (2005). Um dos principais aspectos evidenciados na pesquisa foi que o/a professor/a gay, travesti e lésbica ao exercer a profissão docente não se desvincula das marcas da sexualidade e do gênero inscritas em seu corpo, mesmo que não as anuncie, deixando flagrar notadamente a diferença provocando impactos tanto em alunos/as, docentes e em outros sujeitos envolvidos no processo educativo, confirmando a estreita relação da escola com os princípios religiosos e morais que desde sua criação permanecem determinando as diretrizes da profissão docente. Apesar de esses sujeitos adotarem em suas práticas pedagógicas os princípios necessários à profissão docente, em alguns momentos de suas histórias de vida profissional o fato de serem docentes não amenizou a exposição à agressão, direta ou indireta, verbal ou não-verbal, manifestadas por alunos/as e/ou colegas de profissão em virtude de suas identidades sexuais e de gênero. Sua presença na escola provoca, em vários momentos, a discussão da diversidade como tema real e imediato desmoronando a histórica crença de que a assexualidade e o profissionalismo sejam fatores correlacionados e inerentes a docência.
Abstract: El objetivo de esta investigación fue comprender y problematizar la formación de la identidad de profesores y profesoras que transitan por los límites de las sexualidades y del género. Nos interesó conocer o que esos sujetos que se autoidentifican como gay, travestís y lesbianas contaban de sus historias de vida y el lugar ocupado por la profesión docente en este proceso, principalmente cuando sus identidades sexuales y de género eran evidenciadas y interpretadas por los sujetos que compone la escuela, sobre todo el cuerpo docente. Teóricamente, la investigación se apoya principalmente en las reflexiones elaboradas por la teoría queer. Esa teoría estructurada bajo una propuesta posterior a la identidad, nos propone pensar en las identidades que se constituyen partiendo de las diferentes manifestaciones de las sexualidades y del género por sus ambigüedades, multiplicidad y fluidez, así como construir nuevos enfoques relacionados a la cultura, al conocimiento, al poder y a la educación. Además de este referencial, utilizamos como metodología entrevista, cuestionario y análisis documental. Entrevistamos tres profesores gays, dos profesoras travestis y una profesora lesbiana, principal núcleo de la investigación. Ellos/ellas desempeñan la profesión docente en los primeros años de estudio hasta el examen que antecede el ingreso en la universidad en escuelas públicas y privadas de Uberlândia-MG. Los cuestionarios fueran aplicados en tres escuelas de la red municipal en las que tres de los sujetos impartían clases en 2007. La utilización de este instrumento nos posibilitó identificar las concepciones de setenta e tres docentes sobre sexualidad, homosexualidad y el lugar ocupado por la escuela en la contextualización de estos temas. Analizamos cinco documentos oficiales que proponen discutir la diversidad sexual y de género en la escuela: los Parámetros Curriculares Nacionales-vol. 10 (1997), el Manual del multiplicador homosexual (1996), el fólder La travestí y el educador: respeto también se aprende en la escuela (2001), el Programa Brasil Sin Homofobia (2004) y la guía Educando para la diversidad: ¿cómo discutir la homosexualidad en la escuela? (2005). Evidenciamos con la investigación que el/la profesor/a gay, travesti y lésbica al impartir clases no se desvincula de las marcas de la sexualidad y del género inscritas en su cuerpo, mismo que no las anuncie, dejando flagrar la diferencia provocando choques en alumnos/as, docentes y en los otros sujetos del proceso educativo, confirmando la estrecha relación de la escuela con los principios religiosos e morales que desde su creación prosiguen determinando las directrices de la profesión docente. Mismo que esos sujetos adoptasen en sus prácticas pedagógicas los principios necesarios a la docencia, en algunos momentos de su profesión eso no amenizó la agresión, directa o indirecta, verbal o no-verbal, manifestadas por alumnos/as y/o colegas de profesión por causa de sus identidades sexuales y de género. Su presencia en la escuela provoca, en varios momentos, la discusión de la diversidad como tema real y mediato desmoronando la histórica creencia de que la asexualidad y el profesionalismo sean factores correlacionados e inherentes a la docencia.
Keywords: Docência
Homossexualidade
Travestilidade
Teoria queer
Docencia
Homosexualidad
Travestilidad
Teoría queer
Homossexualismo e educação
Professores
Orientação sexual
metadata.dc.subject.cnpq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::EDUCACAO
metadata.dc.language: por
metadata.dc.publisher.country: BR
Publisher: Universidade Federal de Uberlândia
metadata.dc.publisher.initials: UFU
metadata.dc.publisher.department: Ciências Humanas
metadata.dc.publisher.program: Programa de Pós-graduação em Educação
Citation: ALMEIDA, Neil Franco Pereira de. A diversidade entra na escola: histórias de professores e professoras que transitam pelas fronteiras da sexualidade e do gênero. 2009. 241 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Humanas) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2009.
URI: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/13769
Issue Date: 9-Feb-2009
Appears in Collections:DISSERTAÇÃO - Educação

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