Publicação: “Hay um fusilado que vive”: testemunho, memória e denúncia na narrativa de Rodolfo Walsh em Operação Massacre (1957)
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CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA
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Resumo
Esta pesquisa tem o objetivo de pensar sobre o livro Operação Massacre do jornalista argentino Rodolfo Walsh, escrito durante a “Revolução Libertadora”, em 1957, para denunciar um fuzilamento. Para isso, são utilizadas bibliografias de jornalistas e historiadores que discutem o gênero literário da obra, a descrição do fuzilamento, o contexto da ditatura civil-militar e a vida literária e política do escritor. O golpe que derruba Juán Domingo Perón inicia um processo de “desperonização” no país, que vai de encontro com o direito de liberdade de expressão da população, envolvendo questões éticas quando o governo decide punir quem não respeitasse a imposição. A investigação de Walsh começa como uma curiosidade, sem envolvimento político, apenas com o interesse de busca por justiça pelas vítimas. Ao longo da obra, com a introdução de apêndices e epílogos das novas edições, o escritor torna-se um sujeito político que não mais luta pela justiça de assassinatos isolados, mas contra um governo assassino. O livro é analisado levando em consideração a escrita do gênero de investigação jornalística que quer descobrir uma “verdade” sobre os fatos, diferente da escrita historiográfica, e como ela influenciou na vida política e literária do escritor.
Abstract
Palavras-chave
Operação Massacre, Rodolfo Walsh, Revolução Libertadora, Argentina, História e Literatura
Citação
MACHADO, Mirela Bansi. “Hay um fusilado que vive”: testemunho, memória e denúncia na narrativa de Rodolfo Walsh em Operação Massacre (1957). 2016. 80 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em História) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2016.