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Dimensionamento e comparação de sistemas de tratamento de esgoto para a cidade Romaria-MG

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CNPQ::ENGENHARIAS::ENGENHARIA CIVIL::ENGENHARIA HIDRAULICA

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Resumo

Segundo o Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) da cidade de Romaria-MG, a cidade dispõe de duas estações de tratamento de esgoto (ETE). Entretanto, sua estação de tratamento principal, situada na margem esquerda do Córrego Água Suja e que deveria atender a maior parte da população, encontra-se desativada, e a estação de tratamento secundária, instalada recentemente as margens do Córrego das Bombinhas, trata apenas do efluente coletado no Bairro Padre Eustáquio. Em virtude desta inativação e do tratamento do efluente de apenas um bairro da cidade, o esgoto coletado de quase toda a cidade não recebe o tratamento adequado, sendo despejado diretamente no Córrego Água Suja. Desta forma, buscando atender as necessidades da população local, este trabalho tem por objetivo dimensionar e comparar diferentes sistemas para tratar o esgoto da cidade, respeitando as exigências legais e normativas disponíveis. Para o tratamento preliminar, adotou-se o gradeamento seguido de desarenador, e um decantador primário, para o tratamento primário. Já para o tratamento secundário, dimensionaram-se seis tipos diferentes de tratamentos que poderiam ser adotados, são eles: lagoa facultativa, lagoa anaeróbia seguida de aeróbia, lagoa aerada, filtro biológico de um único estágio, reator anaeróbio de fluxo ascendente (RAFA) e lodo ativado. Posteriormente, comparou-se a área total e a eficiência de cada ETE dimensionada. Considerando os parâmetros mencionados, o processo de lodos ativados foi o mais indicado, devido à sua maior eficiência na remoção da DBO, igual a 97,2%, e por ser o sistema que necessita da segunda menor área de implantação. Entretanto, alternativas como o RAFA, que apresentam uma eficiência na remoção da DBO acima do estabelecido pelo CONAMA, utilizando pequenas áreas para a implantação do sistema, devem ser levados em conta devido ao seu baixo custo operacional. Por fim concluiu-se que embora a área gasta e a eficiência do sistema sejam excelentes parâmetros para comparar as estações de tratamento propostas, ainda faltam alguns estudos para a escolha definitiva do sistema a ser adotado, como por exemplo, estudos relacionados aos custos de implantação, operação e dos resíduos gerados.

Abstract

Palavras-chave

Dimensionamento, Estação de tratamento de esgoto, Tratamento de efluente

Citação

FERREIRA, Pedro A.S.C. Dimensionamento e comparação de sistemas de tratamento de esgoto para a cidade de Romaria - MG. 2017. 156 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Engenharia Civil) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2017.

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