Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/50585
Full metadata record
DC FieldValueLanguage
dc.creatorSantos, Gledson Francisco dos-
dc.date.accessioned2026-10-09T19:06:12Z-
dc.date.available2026-10-09T19:06:12Z-
dc.date.issued2026-02-20-
dc.identifier.citationSANTOS, Gledson Francisco dos. A dialética da violência e as perspectivas de descolonização em Frantz Fanon. 2026. 35 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Filosofia) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2026.pt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufu.br/handle/123456789/50585-
dc.description.abstractThis undergraduate thesis examines the centrality of violence in Frantz Fanon’s thought, understanding it not as a contingent element but as the organizing principle of the colonial world and, at the same time, as the historical condition of decolonization. Drawing primarily on The Wretched of the Earth and in dialogue with Black Skin, White Masks, the study investigates how colonialism is sustained through a regime of coercion that partitions space, regulates social relations, and produces racialized subjectivities, confining the colonized to what Fanon calls the “zone of nonbeing.” Within this framework, colonial violence cannot be reduced to economic exploitation or juridical domination alone; it is inscribed in the body, language, and psychic life, structuring a historically determined process of alienation. The thesis aims to reassess Fanon’s proposal of a dialectic of violence by articulating colonial alienation, the emergence of counter-violence, and its transformation into revolutionary praxis oriented toward the creation of a new humanism. Methodologically, the research is based on structural reading and systematic note-taking of Fanon’s major works, alongside theoretical dialogues with Albert Memmi, Achille Mbembe, Neusa Santos Souza, Deivison Mendes Faustino, Renato Noguera, and the tradition of recognition in Hegel, in order to clarify the structural blockage of reciprocal recognition in the colonial context and its persistence in contemporary societies, expressed through structural racism and death politics. The study concludes that, for Fanon, decolonization is not merely an institutional transition or an exchange of elites, but an ontological and historical transformation through which subjects previously reduced to inessentiality become protagonists of their own liberation, thereby establishing the unfinished task of an insurgent, non-Eurocentric humanism.pt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal de Uberlândiapt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 United States*
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/us/*
dc.subjectFrantz Fanonpt_BR
dc.subjectDescolonizaçãopt_BR
dc.subjectDecolonizationpt_BR
dc.subjectViolênciapt_BR
dc.subjectViolencept_BR
dc.subjectColonialismopt_BR
dc.subjectColonialismpt_BR
dc.subjectReconhecimentopt_BR
dc.subjectRecognitionpt_BR
dc.titleA dialética da violência e as perspectivas de descolonização em Frantz Fanonpt_BR
dc.typeTrabalho de Conclusão de Cursopt_BR
dc.contributor.advisor1Amitrano, Georgia Cristina-
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5268233265865191pt_BR
dc.contributor.referee1Silva, Luiz Carlos Santos da-
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0036198625835895pt_BR
dc.contributor.referee2Freitas, Luciano Severino de-
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/6609325819000209pt_BR
dc.creator.Latteshttps://lattes.cnpq.br/7250856738186682pt_BR
dc.description.degreenameTrabalho de Conclusão de Curso (Graduação)pt_BR
dc.description.resumoEste Trabalho de Conclusão de Curso examina a centralidade da violência no pensamento de Frantz Fanon, compreendendo não como um elemento contingente, mas como princípio organizador do mundo colonial e, simultaneamente, como condição histórica da descolonização. Partindo sobretudo de Os condenados da terra e em diálogo com Pele negra, máscaras brancas, a pesquisa investiga como o colonialismo se mantém por um regime de coerção que compartimenta o espaço, regula as relações sociais e produz subjetividades racializadas, lançando o colonizado à “zona do não-ser”. Nesse horizonte, a violência colonial não se limita à exploração econômica ou à dominação jurídica: ela se inscreve no corpo, na linguagem e na vida psíquica, estruturando um processo de alienação historicamente determinado. O trabalho tem como objetivo reexaminar a proposta fanoniana de uma dialética da violência, articulando alienação colonial, emergência da contra-violência e sua conversão em práxis revolucionária, orientada à criação de um novo humanismo. Metodologicamente, realiza-se leitura estrutural e fichamento das obras principais de Fanon, com interlocuções teóricas com Albert Memmi, Achille Mbembe, Neusa Santos Souza, Deivison Mendes Faustino, Renato Noguera e a tradição do reconhecimento em Hegel, a fim de explicitar o bloqueio estrutural do reconhecimento recíproco no contexto colonial e suas permanências nas sociedades contemporâneas, expressas no racismo estrutural e em políticas de morte. Torna-se possível concluir que, para Fanon, a descolonização não se reduz a uma transição institucional ou troca de elites, mas implica uma transformação ontológica e histórica, pela qual os sujeitos antes reduzidos à inessencialidade tornam-se protagonistas de sua libertação, instaurando a tarefa inacabada de um humanismo insurgente e não eurocêntrico.pt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.courseFilosofiapt_BR
dc.sizeorduration34pt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIApt_BR
Appears in Collections:TCC - Filosofia

Files in This Item:
File Description SizeFormat 
DialéticaViolênciaPerspectivas.pdfTCC350.88 kBAdobe PDFView/Open


This item is licensed under a Creative Commons License Creative Commons