Publicação: Notas autobiográficas de uma mulher preta com deficiência visual: uma jornada de rexistência ao assujeitamento
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CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::EDUCACAO
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Resumo
Esta tese-manifesto, desenvolvida com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), foi defendida junto ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Uberlândia (PPGED/UFU), na linha de pesquisa Saberes e Práticas Educativas. A investigação parte da seguinte questão central: como as intersecções de raça, gênero e deficiência visual atravessam a trajetória de uma mulher preta e de que maneira a formação docente atua como mecanismo de ruptura frente aos processos de assujeitamento e desumanização? O objetivo geral consiste em analisar a (trans)formação da identidade docente da autora à luz de sua experiência como mulher negra com deficiência visual. Os objetivos específicos compreendem: I- Registrar e problematizar as experiências na educação superior; II- Analisar as intersecções de raça, gênero e deficiência na construção da identidade docente; III- Desafiar as estruturas de poder e normas sociais que perpetuam a invisibilidade acadêmica. A perspectiva teórica fundamenta-se na Teoria Crítica Emancipatória de Paulo Freire e no pensamento afrodiaspórico de autoras como bell hooks, Lélia Gonzalez e Conceição Evaristo. A organização do trabalho estrutura-se em cinco seções: 1. Introdução; 2. Análise da identidade ofuscada pelo neocolonialismo; 3. O processo de (trans)formação docente e ingresso na universidade pública; 4. A profissionalização docente e a prática em vias de fato; 5. Considerações finais. A perspectiva metodológica adota a Pesquisa (Auto)Biográfica Narrativa, pautada na dimensão da temporalidade e na subjetividade da pesquisadora-sujeita. A tese defendida sustenta que é possível romper com estruturas de opressão sistêmica através de lutas coletivas e de uma Pedagogia da Humanização, que promove a emancipação e o des-assujeitamento do sujeito. Nas considerações, a obra consolida-se entre denúncias de uma educação bancária e do capacitismo institucional, e anúncios de uma trajetória de "rexistência", onde a educação pública e a solidariedade de classe emergem como caminhos para a justiça social.
Abstract
This manifesto dissertation, developed with support from the Coordination for the Improvement of Higher Education Personnel (CAPES), was defended in the Graduate Program in Education at the Federal University of Uberlândia (PPGED/UFU), within the research line Educational Knowledge and Practices. This study addresses the following central question: How do the intersections of race, gender, and visual impairment shape the life trajectory of a Black woman, and how does teacher education operate as a mechanism for disrupting processes of subjection and dehumanization? The general objective is to analyze the (trans)formation of the author's teaching identity in light of her experience as a Black woman with visual impairment. The specific objectives are: (i) to document and critically examine experiences in higher education; (ii) to analyze the intersections of race, gender, and disability in the construction of teaching identity; and (iii) to critically examine and challenge power structures and social norms that perpetuate academic invisibility. The theoretical framework is grounded in Paulo Freire's emancipatory critical theory and in the Afrodiasporic thought of authors such as bell hooks, Lélia Gonzalez, and Conceição Evaristo. The dissertation is organized into five sections: Introduction; Analysis of Identity Obscured by Neocolonialism; The Process of Teacher (Trans)Formation and Admission to the Public University; Teacher Professionalization and Pedagogical Praxis; and Final Considerations. Methodologically, the study adopts Narrative (Auto)biographical Research, grounded in temporality and in the researcher as subject. The thesis argues that systemic structures of oppression can be challenged through collective struggles and a Pedagogy of Humanization that fosters emancipation and liberation from subjection. The final considerations articulate critiques of the banking model of education and institutional ableism while announcing a trajectory of "re-existence", in which public education and class solidarity emerge as pathways toward social justice.
Palavras-chave
Narrativas autobiográficas, Pessoa preta, Deficiência visual, Formação docente, Profissionalização docente, Autobiographical narratives, Black person, Visual impairment, Teacher training, Teacher professionalization
Citação
SILVA, Lorrane Stéfane Marins. Notas autobiográficas de uma mulher preta com deficiência visual: uma joranda de rexistência ao assujeitamento.2026. 130 p. Tese (Doutorado em Educação) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2026. DOI http://doi.org/10.14393/ufu.te.2026.78.
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