Publicação: O Afroindigenismo e a descolonização da escola: caminhos para uma educação antirrascista
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CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA
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Resumo
Esta dissertação, intitulada “O Afroindigenismo e a Descolonização da Escola:
Caminhos para uma Educação Antirracista”, propõe uma reflexão sobre o ensino de
História como espaço de reexistência e valorização das identidades afroindígenas.
Parte-se da constatação de que as narrativas eurocentradas ainda predominam nas
escolas, silenciando as vozes negras e indígenas e restringindo a compreensão das
múltiplas matrizes que formam a cultura brasileira. A pesquisa fundamenta-se em
autores como Paulo Freire, Catherine Walsh, Ailton Krenak, Daniel Munduruku, Walter
Mignolo, dentre outros, evidenciando o afroindigenismo como uma epistemologia viva e
insurgente, que integra saberes africanos e indígenas na formação histórica do Brasil.
De natureza qualitativa e aplicada, o estudo adota os princípios da pesquisa-ação e da
metodologia narrativa, articulando a trajetória docente e a ancestralidade Atikum da
autora à prática pedagógica. O produto educacional resultante é um eBook composto
por dez aulas temáticas que dialogam entre teoria, prática e interdisciplinaridade,
propondo caminhos para uma educação antirracista e decolonial. Os resultados
demonstram que práticas pedagógicas baseadas no diálogo intercultural, na oralidade e
no reconhecimento das ancestralidades promovem a descolonização do ensino de
História e fortalecem a identidade étnico-racial. Assim, o afroindigenismo emerge como
caminho epistemológico, político e poético de transformação e reexistência
Abstract
This dissertation, titled 'Afro-Indigenism and the Decolonization of the School: Paths to
an Anti-Racist Education,' proposes a reflection on the teaching of History as a space for
reexistence and valorização of Afro-Indigenous identities. It starts from the observation
that Eurocentric narratives still predominate in schools, silencing Black and Indigenous
voices and restricting the understanding of the multiple matrices that form Brazilian
culture. The research is grounded in authors such as Paulo Freire, Catherine Walsh,
Ailton Krenak, Daniel Munduruku, Walter Mignolo, among others, highlighting AfroIndigenism as a living and insurgent epistemology that integrates African and
Indigenous knowledges in Brazil's historical formation. Qualitative and applied in nature,
the study adopts the principles of action research and narrative methodology, weaving
together the author's teaching trajectory and Atikum ancestry with pedagogical practice.
The resulting educational product is an eBook composed of ten thematic lessons that
dialogically connect theory, practice, and interdisciplinarity, proposing paths toward an
anti-racist and decolonial education. The results show that pedagogical practices based
on intercultural dialogue, orality, and the recognition of ancestral histories promote the
decolonization of History teaching and strengthen ethnic-racial identity. Thus, AfroIndigenism emerges as an epistemological, political, and poetic path of transformation
and reexistence.
Palavras-chave
Afroindigenismo, Ensino de História, Educação Antirracista, Descolonização, Interculturalidade, Afroindigenism, History Teaching, Decolonization, Antiracist Education, Interculturality
Citação
FEITOSA, Gabriella Oliveira. O afroindigenismo e a descolonização da escola: caminhos para uma educação antirracista. 2025. 169 f. Dissertação (Mestrado Profissional em ensino de História - ProfHistória) - Universidade Federal de Uberlândia. 2025. DOI http://doi.org/10.14393/ufu.di.2026.44
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