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https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/50266| ORCID: | http://orcid.org/0009-0007-9650-114X |
| Tipo do documento: | Trabalho de Conclusão de Curso |
| Tipo de acesso: | Acesso Aberto |
| Título: | Agência, vulnerabilidade e responsabilidade: a construção discursiva da pessoa idosa em relatórios de organizações humanitárias internacionais |
| Autor(es): | Silva, Ana Beatriz Santos |
| Primeiro orientador: | Mazuchelli, Larissa Picinato |
| Resumo: | O envelhecimento populacional e a crescente presença de pessoas idosas em contextos de conflitos armados evidenciam a necessidade de compreender como esse grupo é representado e protegido no campo humanitário. Nesse contexto, este trabalho tem como objetivo analisar como a pessoa idosa é construída discursivamente em relatórios de organizações humanitárias internacionais e de que maneira essas construções podem contribuir para a visibilidade, proteção ou reprodução de situações de negligência e invisibilidade. Para isso, foi realizada uma pesquisa qualitativa e interpretativista, fundamentada nos estudos bakhtinianos da linguagem, no conceito de idadismo e no Direito Internacional Humanitário. O corpus é composto por três relatórios: No One Is Spared: Abuses Against Older People in Armed Conflict, da Human Rights Watch; Falling Through the Cracks: Older People in Conflict Situations, da Dorcas; e Older Persons in Armed Conflict and Peacebuilding, da Amnesty International. A análise concentrou-se nas formas discursivas utilizadas para explicar a não-fuga de pessoas idosas em situações de conflito, considerando três eixos principais: a escolha individual, os obstáculos estruturais e as limitações físicas ou psicológicas. Os resultados demonstram que, embora os relatórios reconheçam vulnerabilidades concretas, como dificuldades de mobilidade, doenças, falta de recursos, ausência de infraestrutura acessível e insuficiência de proteção social, também mobilizam construções que associam a permanência das pessoas idosas à escolha individual, ao apego aos bens e à incapacidade de adaptação. Essas formulações podem deslocar a atenção das condições estruturais para características atribuídas à própria velhice, reproduzindo estereótipos relacionados à passividade, dependência e incapacidade. Conclui-se que os relatórios não apenas descrevem as experiências de pessoas idosas em conflitos armados, mas também participam da construção de sentidos sobre esse grupo e sobre suas possibilidades de agência e proteção. Dessa forma, a análise discursiva evidencia a importância de considerar os efeitos éticos e políticos da linguagem na formulação de respostas humanitárias e políticas públicas, contribuindo para o enfrentamento do idadismo e para práticas de proteção mais sensíveis à complexidade do envelhecimento. |
| Abstract: | Population aging and the increasing presence of older people in armed conflict contexts highlight the need to understand how this group is represented and protected within the humanitarian field. In this context, this study aims to analyze how older people are discursively constructed in reports produced by international humanitarian organizations and how these constructions may contribute to their visibility, protection, or, conversely, to the reproduction of situations of neglect and invisibility. To this end, a qualitative and interpretive research was conducted, drawing on Bakhtinian language studies, the concept of ageism, and International Humanitarian Law. The corpus consists of three reports: No One Is Spared: Abuses Against Older People in Armed Conflict, by Human Rights Watch; Falling Through the Cracks: Older People in Conflict Situations, by Dorcas; and Older Persons in Armed Conflict and Peacebuilding, by Amnesty International. The analysis focused on the discursive forms used to explain why older people do not flee situations of conflict, considering three main dimensions: individual choice, structural obstacles, and physical or psychological limitations. The findings demonstrate that, although the reports recognize concrete vulnerabilities, such as mobility difficulties, illness, lack of resources, inadequate infrastructure, and insufficient social protection, they also employ constructions that associate older people's decision to remain with individual choice, attachment to possessions, and an inability to adapt. Such formulations may shift attention away from structural conditions toward characteristics attributed to old age itself, thereby reproducing stereotypes related to passivity, dependence, and incapacity. It is concluded that the reports not only describe the experiences of older people in armed conflicts but also participate in the construction of meanings concerning this group and its possibilities for agency and protection. Therefore, discourse analysis highlights the importance of considering the ethical and political effects of language in the formulation of humanitarian responses and public policies, contributing to efforts to address ageism and promote protection practices that are more attentive to the complexity of aging. |
| Palavras-chave: | Pessoa idosa Conflitos armados Idadismo Análise discursiva Estudos bakhtinianos Ajuda humanitária |
| Área(s) do CNPq: | CNPQ::OUTROS::RELACOES INTERNACIONAIS |
| País: | Brasil |
| Editora: | Universidade Federal de Uberlândia |
| Referência: | SILVA, Ana Beatriz Santos. Agência, vulnerabilidade e responsabilidade: a construção discursiva da pessoa idosa em relatórios de organizações humanitárias internacionais. 2026. 31 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Relações Internacionais) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2026. |
| URI: | https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/50266 |
| Data de defesa: | 11-Mar-2026 |
| Aparece nas coleções: | TCC - Relações Internacionais |
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