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Tipo de documento: Trabalho de Conclusão de Curso
Tipo de acceso: Acesso Aberto
Título: Uma análise vertical da I maratona de Física da Universidade Federal de Uberlândia à luz da teoria antropológica do didático
Título (s) alternativo (s): A vertical analysis of the 1st Physics marathon of the Federal University of Uberlândia from the perspective of the anthropological theory of the didactic
Autor: Amaral, Nicollas Luduvichack Barbosa
Primer orientador: Coimbra, Debora
Primer miembro de la banca: Rafaeli, Fernando Rodrigo
Segundo miembro de la banca: Almeida, Gustavo Foresto Brito de
Resumen: O presente trabalho descreve a concepção, elaboração e análise da I Maratona de Física (IMAFIS) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), um projeto de extensão universitária criado para preencher uma lacuna de competições científicas com caráter investigativo na região. A pesquisa tem como objetivo geral analisar as questões formuladas para o evento sob a lente da Teoria Antropológica do Didático (TAD), respondendo ao questionamento central: ``Como elaborar questões para uma competição científica regional para estudantes de nível médio?''. O processo de elaboração iniciou-se com o estudo exploratório das matrizes da Olimpíada Brasileira de Física (OBF), da Olimpíada Brasileira de Física das Escolas Públicas (OBFEP) e do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Para compreender a calibração e a estruturação desses instrumentos, buscou-se embasamento métrico na psicometria, especificamente na Teoria Clássica dos Testes (TCT) e na Teoria da Resposta ao Item (TRI). Contudo, para transcender a mera avaliação somativa e investigar qualitativamente os processos dos grupos de estudantes frente aos problemas, adotou-se o quarteto praxeológico da TAD como elementos de análise. O percurso metodológico consistiu em uma análise vertical das respostas das equipes ao longo das quatro etapas da Maratona (objetiva, discursivas e experimental), buscando identificar as tarefas, técnicas, tecnologias e teorias mobilizadas. Os resultados evidenciam que a instituição escolar de Ensino Médio prepara os alunos quase que exclusivamente para o bloco prático-técnico. As equipes demonstraram proficiência em efetuar cálculos, isolar variáveis e traçar gráficos análogos aos problemas tradicionais de lápis e papel. No entanto, quando exigidas a modelar fenômenos — como interpretar o referencial de uma balança na Fase 2 ou operar fisicamente com vetores na Fase Final —, constatou-se que o bloco tecnológico-teórico não foi suficiente ou adequado. A matemática estava presente, mas faltavam as associações e interpretações físicas que a justificassem. A avaliação quantitativa da primeira fase atestou o equilíbrio do instrumento, comprovando que este conseguiu engajar os estudantes sem ser desmotivante ou excessivamente difícil. Conclui-se que os erros mapeados não são falhas na formulação da prova, mas o reflexo direto da maneira mecânica e fragmentada como os conceitos são trabalhados no ensino médio, gerando uma relação que se distancia profundamente da relação institucional esperada. A prova consolida-se, assim, como um instrumento de diagnóstico profícuo.
Palabras clave: Competições científicas
Teoria antropológica do didático
Avaliação educacional
Ensino de Física
Área (s) del CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::EDUCACAO::ENSINO-APRENDIZAGEM
País: Brasil
Editora: Universidade Federal de Uberlândia
Cita: AMARAL, Nicollas Luduvichack Barbosa. Uma análise vertical da I maratona de Física da Universidade Federal de Uberlândia à luz da teoria antropológica do didático. 2026. 78 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Física) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2026.
URI: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/50129
Fecha de defensa: 6-mar-2026
Aparece en las colecciones:TCC - Física (Licenciatura)

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