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https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/50097| ORCID: | http://orcid.org/0000-0002-8047-7268 |
| Tipo de documento: | Trabalho de Conclusão de Curso |
| Tipo de acceso: | Acesso Aberto |
| Título: | As forças destrutivas do capital: o mito do desenvolvimento sustentável sob os auspícios do neoliberalismo |
| Autor: | Carneiro, Bruna Beatriz Lemes |
| Primer orientador: | Militão, Maria Socorro Ramos |
| Primer miembro de la banca: | Said, Ana Maria |
| Segundo miembro de la banca: | Costa, Luiz Paulo de Melo |
| Resumen: | O colapso ambiental nos coloca diante do aumento das desigualdades econômicas, políticas e sociais, da ascensão do autoritarismo e da deterioração das condições de existência da vida humana e de outros seres vivos. Contraditoriamente, vivemos em sociedades que comportam o mais alto desenvolvimento tecnológico, ao mesmo tempo que rios invadem casas e histórias são soterradas em meio a desastres ambientais cada vez mais frequentes. Diante dessa problemática, a partir da década de 1970, a preocupação com a questão ambiental passa a ganhar maior repercussão em nível global. Desse contexto surge o conceito de sustentabilidade, amplamente difundido a partir da percepção de que o modelo econômico e a lógica do lucro infinito produzem graves impactos ambientais e sociais. É nesse cenário que se insere o objeto de estudo deste trabalho: o conceito de sustentabilidade e suas limitações na superação da crise ambiental contemporânea, à luz do legado de Karl Marx, Friedrich Engels e de importantes intérpretes marxistas. Diante disso, coloca-se o problema de compreender em que medida o conceito de sustentabilidade, apresentado como resposta à crise ambiental contemporânea, é capaz de enfrentar as determinações que produzem essa própria crise no interior do modo de produção capitalista. A pesquisa tem como hipótese que o conceito de sustentabilidade assume um caráter ideológico no contexto do neoliberalismo, voltado à manutenção da ordem vigente e, por isso, o chamado desenvolvimento sustentável se apresenta como uma proposta de reforma do sistema, isto é, como uma tentativa de resolução momentânea das crises ambientais, funcionando apenas como paliativo, porque estas medidas não enfrentam suas causas estruturais. Portanto, o objetivo principal deste trabalho é compreender como a proposta de sustentabilidade ambiental, apresentada como solução para as drásticas crises climáticas atuais, assumem um caráter ideológico e classista no século XXI. O trabalho estrutura-se em duas partes: (ii) na fundamentação teórica da articulação entre três conceitos fundamentais para a compreensão da crise ambiental contemporânea — ideologia, alienação e natureza — a partir dos textos marxianos, especialmente A Ideologia Alemã, Manuscritos Econômico-Filosóficos (1844) e O Capital, e, (ii) na análise de que as crises econômicas, políticas e climáticas são inerentes ao modo de produção capitalista e se intensificam com a fragmentação da vida social promovida pelo ideário neoliberal, a partir da contextualização histórica e da análise crítica do conceito de sustentabilidade em seus aspectos econômicos, políticos e sociais. A perspectiva teórico-metodológica que orienta esta pesquisa, de caráter qualitativo, se fundamenta no legado marxiano e marxista e tem como método o materialismo histórico-dialético. Parte-se do pressuposto de que a crise ambiental não constitui um fenômeno isolado, mas é a expressão das contradições inerentes ao modo de produção burguês, o que permite apreender a realidade em sua totalidade, para além da aparência imediata dos fenômenos. Karl Marx e Friedrich Engels compreenderam as determinações históricas e sociais que configuram as sucessivas crises sistêmicas, bem como a mediação entre a relação do ser humano e a natureza pelo modo de produção da vida material. A escolha do tema justifica-se pela necessidade de analisar a sustentabilidade não como um conceito puramente técnico, mas como um constructo atravessado por tensões de classe e contradições estruturais do capitalismo. |
| Abstract: | The environmental collapse confronts us with rising economic, political, and social inequalities, the surge of authoritarianism, and the deterioration of the conditions for the existence of human life and other living beings. Contradictorily, we live in societies capable of the highest technological development, while rivers flood homes and lives and histories are buried amid increasingly frequent environmental disasters. Faced with this problem, starting in the 1970s, concern for the environmental issue gained greater global resonance. From this context emerged the concept of sustainability, widely spread through the perception that the economic model and the logic of endless profit generate severe environmental and social impacts. It is within this scenario that the object of study of this work is framed: the concept of sustainability and its limitations in overcoming the contemporary environmental crisis, in light of the legacy of Karl Marx, Friedrich Engels, and key Marxist scholars. In light of this, the problem arises to understand to what extent the concept of sustainability—presented as a response to the contemporary environmental crisis—is capable of addressing the very determinations that produce this crisis within the capitalist mode of production. The hypothesis of this research is that the concept of sustainability assumes an ideological character in the context of neoliberalism, aimed at maintaining the existing order; thus, so-called sustainable development presents itself as a proposal for systemic reform—a temporary attempt to resolve environmental crises that functions merely as a palliative because these measures do not tackle their structural causes. Therefore, the main objective of this work is to understand how the proposal for environmental sustainability, presented as a solution to current drastic climate crises, assumes an ideological and class-based character in the 21st century. The work is structured into two parts: (i) the theoretical foundation of the articulation between three fundamental concepts for understanding the contemporary environmental crisis—ideology, alienation, and nature—based on Marxian texts, especially The German Ideology, Economic and Philosophic Manuscripts of 1844, and Capital; and (ii) the analysis showing that economic, political, and climate crises are inherent to the capitalist mode of production and intensify with the fragmentation of social life promoted by neoliberal ideology, drawing from historical contextualization and critical analysis of the concept of sustainability in its economic, political, and social aspects. The qualitative, theoretical-methodological perspective guiding this research is grounded in the Marxian and Marxist legacy, employing historical-dialectical materialism as its method. It proceeds from the assumption that the environmental crisis is not an isolated phenomenon, but rather the expression of inherent contradictions of the bourgeois mode of production, allowing for the grasp of reality in its totality beyond the immediate appearance of phenomena. Karl Marx and Friedrich Engels understood the historical and social determinations shaping successive systemic crises, as well as the mediation between human relations and nature through the mode of producing material life. The choice of this topic is justified by the need to analyze sustainability not as a purely technical concept, but as a construct shaped by class tensions and structural contradictions of capitalism. |
| Palabras clave: | Sustentabilidade Sustainability Neoliberalismo Ideologia Crise Ambiental Neoliberalism Ideology Environmental Crisis |
| Área (s) del CNPq: | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA::EPISTEMOLOGIA |
| País: | Brasil |
| Editora: | Universidade Federal de Uberlândia |
| Cita: | CARNEIRO, Bruna Beatriz. Lemes. As forças destrutivas do capital: o mito do desenvolvimento sustentável sob os auspícios do neoliberalismo. 2026. 46 f.Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Filosofia) - Universidade Federal de Uberlândia, 2026 |
| URI: | https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/50097 |
| Fecha de defensa: | 3-ago-2026 |
| Aparece en las colecciones: | TCC - Filosofia |
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| As forças destrutivas do capital: o mito do desenvolvimento sustentável sob os auspícios do neoliberalismo.pdf | 1.72 MB | Adobe PDF | ![]() Visualizar/Abrir |
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