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https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/49769| ORCID: | http://orcid.org/0009-0006-5186-5612 |
| Tipo do documento: | Trabalho de Conclusão de Curso |
| Tipo de acesso: | Acesso Embargado |
| Término do embargo: | 2028-07-31 |
| Título: | Em que solos é possível que Dê(Lírios)? Relato de Experiência de uma Oficineira em uma Unidade de Internação em Saúde Mental |
| Autor(es): | Alves, Ana Júlia Dias |
| Primeiro orientador: | Farinha, Marciana Gonçalves |
| Primeiro membro da banca: | Santos, Luísa Parreira |
| Segundo membro da banca: | Rocha, Sabrina Andrade |
| Resumo: | Esta pesquisa buscou compreender a experiência vivenciada por uma oficineira em uma Unidade de Internação em Saúde Mental, investigando, sob esse olhar, como as oficinas interferem nas formas de cuidado e nas dinâmicas institucionais vigentes. As oficinas analisadas foram promovidas pelo projeto de extensão Dê Lírios na Unidade de Internação em Saúde Mental (UISM) do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU). Com base no conceito de dispositivo formulado por Foucault e em sua apropriação por autores do campo da saúde mental, entende-se que o dispositivo manicomial continua operando por meio de práticas medicalizantes, disciplinadoras e excludentes, mesmo após os avanços institucionais da Reforma Psiquiátrica. Nesse contexto, as oficinas terapêuticas emergem como práticas coletivas que, a partir de recursos artísticos e criativos, abrem espaço para modos de cuidado que escapem dessas normativas. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter exploratório, fundamentada em um relato de experiência. Os dados foram gerados por meio de observações e diários de campo elaborados durante quinze oficinas realizadas entre junho e setembro de 2025, analisados através da Análise Temática. Os resultados evidenciaram que as oficinas constituem espaços de encontro, desejo e expressão da subjetividade, possibilitando experiências de criação, liberdade e reconhecimento dos usuários para além da posição de paciente. Ao mesmo tempo, revelaram que a dinâmica institucional é atravessada por relações de poder que impõem limitações, e é justamente no interior dessa estrutura que as oficinas precisam operar. Concluiu-se que as oficinas terapêuticas ganham potência quando se constituem como espaços abertos ao inesperado, orientados pelos interesses e demandas dos participantes. A disponibilidade dos oficineiros para sustentar encontros não rigidamente definidos favoreceu a construção de experiências singulares de cuidado, contribuindo para a criação de brechas na rotina hospitalar e para o tensionamento, ainda que pontual, da lógica manicomial vigente. |
| Abstract: | This study explored the lived experience of a therapeutic workshop facilitator in an inpatient mental health unit, examining how therapeutic workshops shape care practices and institutional dynamics. Workshops were conducted through the Dê Lírios extension project at the Mental Health Inpatient Unit of the Clinical Hospital of the Federal University of Uberlândia (HC-UFU), Brazil. Grounded in Michel Foucault's theoretical perspective, the study assumes the asylum apparatus continues to operate through medicalizing, disciplinary, and exclusionary practices despite advances achieved by the Brazilian Psychiatric Reform. Within this context, therapeutic workshops emerge as collective practices that draw on artistic and creative resources to promote forms of care that move beyond institutional norms. This qualitative, exploratory study was developed as an experience report. Data were generated through participant observation and field diaries produced during fifteen workshops held between June and September 2025 and analyzed using Thematic Analysis. Findings showed therapeutic workshops fostered spaces for encounter, desire, and expression of subjectivity, enabling participants to engage in experiences of creativity, freedom, and recognition beyond the identity of psychiatric patients. At the same time, institutional practices remained permeated by power relations that constrained these experiences, requiring workshops to operate within existing institutional boundaries. Therapeutic workshops proved most meaningful when they remained open to unpredictability and were guided by participants interests and needs. Facilitators willingness to embrace encounters without predetermined outcomes supported singular experiences of care, opened spaces within everyday hospital routines, and, although modestly, challenged the persistence of asylum logic. |
| Palavras-chave: | Oficinas terapêuticas Reforma Psiquiátrica Dispositivo manicomial Dispositivo Disciplinar Resistência Saúde mental |
| Área(s) do CNPq: | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editora: | Universidade Federal de Uberlândia |
| Referência: | ALVES, Ana Júlia Dias. Em que solos é possível que Dê(Lírios)? Relato de Experiência de uma Oficineira em uma Unidade de Internação em Saúde Mental. 2026. 59 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Psicologia) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2026. |
| URI: | https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/49769 |
| Data de defesa: | 31-Jul-2026 |
| Aparece nas coleções: | TCC - Psicologia |
Arquivos associados a este item:
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| SolosPossívelDê(Lírios).pdf Até 2028-07-31 | TCC | 691.18 kB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir Solictar uma cópia |
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