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https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/49626| ORCID: | http://orcid.org/0009-0004-7768-353X |
| Tipo do documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso Aberto |
| Título: | Tecendo encontros entre o Ensino de Artes e as noções indígenas de Bem Viver: cooperação e natureza com crianças nos anos iniciais do Ensino Fundamental |
| Título(s) alternativo(s): | Weaving the encounters between Art Education and the "Buen Vivir" indigenous notions: cooperation and nature with the childrens at the Elementary School |
| Autor(es): | Verçosa, Lan Querasian |
| Primeiro orientador: | Costa, Antônio Cláudio Moreira |
| Primeiro membro da banca: | Pinto, Lucas de Carvalho Larcher |
| Segundo membro da banca: | Monteiro, Hélio Simplicio Rodrigues |
| Terceiro membro da banca: | Barreto, João Rivelino Rezende |
| Resumo: | Esta dissertação, vinculada ao Mestrado Profissional em Arte da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), investiga como os princípios das noções indígenas de Bem Viver – Tekó Porã (Guarani), Sumak Kawsay (Quéchua) e Suma Qamaña (Aymara) – podem ser integrados ao ensino de Arte no Ensino Fundamental I. A pesquisa parte da trajetória pessoal do autor, professor de Arte em escola pública periférica, e fundamenta-se em autores indígenas (Ailton Krenak, Sandra Benites, Célia Xakriabá, Daniel Munduruku, Cristine Takuá, Kaká Werá Jecupé, entre outros) e não indígenas (Ana Mae Barbosa, Maria Aparecida Viggiani Bicudo, Léa Tiriba, Renato Noguera, entre outros). A metodologia é de abordagem qualitativa de base fenomenológica (Husserl), articulada a epistemologias indígenas. O campo empírico compreende duas turmas de 3º ano (59 crianças) da Escola Municipal Dr. Gladsen Guerra de Rezende (Uberlândia/MG). Os instrumentos de coleta incluem rodas de conversa, desenhos, colagens, diário de campo e atividades práticas: figuras de barbante (cooperação), tecelagem com fios de malha, trama com palha de coqueiro e oficinas com elementos naturais. A dissertação está organizada em sete capítulos. O capítulo 1 expõe a trajetória pessoal do pesquisador e seu lugar de fala, articulando identidade periférica com a escolha do tema. O capítulo 2 apresenta as noções indígenas de Bem Viver do Tekó Porã, do Sumak Kawsay e do Suma Quamaña, distinguindo-as do bem-estar ocidental e discutindo suas implicações ético-relacionais. O capítulo 3 descreve o percurso metodológico, articulando fenomenologia e epistemologias indígenas. O capítulo 4 traça um paralelo entre a história do Ensino de Arte no Brasil e o Movimento Indígena, evidenciando processos de silenciamento e resistência. O capítulo 5 analisa as noções de Bem Viver das crianças a partir de falas, desenhos e colagens, evidenciando três eixos: natureza como espaço de equilíbrio, reciprocidade e comunidade, e tensões entre Bem Viver e bem-estar ocidental em contexto periférico. O capítulo 6 descreve as atividades desenvolvidas, organizadas em três eixos: cooperação (figuras de barbante), natureza (oficina com elementos naturais) e técnica manual (tecelagem e trama com palha). O capítulo 7 apresenta as considerações finais. Os resultados indicam que o Bem Viver não se transmite como conteúdo, mas emerge como experiência corporificada em práticas de cooperação, atenção sensível e diálogo com a materialidade. Conclui-se que integrar noções indígenas de Bem Viver ao ensino de Arte exige reconhecer a escola como espaço de brechas e possibilidades, mesmo em condições adversas, e que o Bem Viver afirma-se como horizonte ético-político sempre inacabado. |
| Abstract: | This master's thesis, developed within the Professional Master's Program in Art at the Federal University of Uberlândia (UFU), investigates how the principles of Indigenous notions of Buen Vivir – Tekó Porã (Guarani), Sumak Kawsay (Quechua) and Suma Qamaña (Aymara) – can be integrated into Art teaching in Elementary School. The research stems from the author's personal trajectory as an Art teacher in a peripheral public school and is grounded in Indigenous authors (Ailton Krenak, Sandra Benites, Célia Xakriabá, Daniel Munduruku, Cristine Takuá, Kaká Werá Jecupé, among others) and non-Indigenous authors (Ana Mae Barbosa, Maria Aparecida Viggiani Bicudo, Léa Tiriba, Renato Noguera, among others). The methodology adopts a qualitative approach with a phenomenological basis (Husserl), articulated with Indigenous epistemologies. The empirical field comprises two 3rd-grade classes (59 children) at Dr. Gladsen Guerra de Rezende Municipal School (Uberlândia, MG). Data collection instruments include conversation circles, drawings, collages, field diaries, and practical activities: string figures (cooperation), knitting with mesh yarn, coconut straw weaving, and workshops with natural elements. The text starts presenting the author 's personal trajectory and his place of speech, articulating peripheral identity with the choice of theme. It then introduce the Indigenous notions of Buen Vivir – Tekó Porã, Sumak Kawsay and Suma Qamaña – distinguishing them from Western well-being and discussing their ethical-relational implications. It follows by describing the methodological path, articulating phenomenology and Indigenous epistemologies, and then it traces a parallel between the history of Art Education in Brazil and the Indigenous Movement, highlighting processes of silencing and resistance. After that, we analyzed children's notions of Buen Vivir through their speeches, drawings, and collages, revealing three axes: nature as a space of balance, reciprocity and community, and tensions between Buen Vivir and Western well-being in a peripheral context. We finished this work by describing the activities developed, organized into three axes: cooperation (string figures), nature (workshop with natural elements), and manual technique (weaving and coconut straw weaving), and then presenting the final considerations. The results indicate that Buen Vivir is not transmitted as content but emerges as an embodied experience in practices of cooperation, sensitive attention, and dialogue with materiality. The research concludes that integrating Indigenous notions of Buen Vivir into Art teaching requires recognizing the school as a space of gaps, breaches and possibilities, even under adverse conditions, and that Buen Vivir asserts itself as an always unfinished ethical-political horizon. |
| Palavras-chave: | Ensino de Arte Art Teaching Povos Indígenas Indigenous Peoples Bem Viver Buen Vivir Educação Education |
| Área(s) do CNPq: | CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES |
| Assunto: | Artes |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editora: | Universidade Federal de Uberlândia |
| Programa: | Programa de Pós-graduação em Artes (Mestrado Profissional) |
| Referência: | VERÇOSA, Lan Querasian. Tecendo encontros entre o Ensino de Arte e as noções indígenas de Bem Viver: cooperação e natureza com crianças dos anos iniciais do Ensino Fundamental. 2026. 110 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Artes) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2026. DOI http://doi.org/10.14393/ufu.di.2026.5539. |
| Identificador do documento: | http://doi.org/10.14393/ufu.di.2026.5539 |
| URI: | https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/49626 |
| Data de defesa: | 26-Mai-2026 |
| Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): | ODS::ODS 16. Paz, justiça e instituições eficazes - Promover sociedades pacíficas e inclusivas par ao desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis. |
| Aparece nas coleções: | DISSERTAÇÃO - Artes |
Arquivos associados a este item:
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| TecendoEncontrosEnsino.pdf | Dissertação | 3.3 MB | Adobe PDF | ![]() Visualizar/Abrir |
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