Publicação: Manejo fisioterapêutico das lesões musculares em atletas: uma revisão narrativa
Carregando...
Tipo do documento
Data
Direito de acesso
Coleções
Programa
Área do conhecimento
CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Orientador
Coorientador
Resumo
As lesões musculares são altamente prevalentes no contexto esportivo e representam
uma das principais causas de afastamento de atletas, com índices significativos de recidiva.
Diante da ausência de consenso claro quanto à abordagem ideal em cada fase da recuperação,
esta revisão narrativa objetivou analisar e sintetizar as evidências mais recentes sobre a
fisiologia das lesões, os métodos diagnósticos, as estratégias de tratamento, a prevenção e os
critérios de retorno ao esporte. A literatura demonstra que a cicatrização muscular envolve tanto
processos de regeneração, mediados por células satélites, quanto processos de reparo, que
culminam na formação de uma cicatriz, podendo comprometer a força e a integridade do tecido.
A inflamação inicial é essencial para o reparo, embora o uso excessivo de anti-inflamatórios
possa prejudicar as fases posteriores da cicatrização. Em relação ao diagnóstico, destaca-se a
evolução das classificações tradicionais para sistemas mais modernos, como a British Athletics
Muscle Injury Classification e a Classificação de Munique, que integram achados de imagem e
distinguem lesões estruturais de funcionais, oferecendo uma melhor previsão de prognóstico.
A avaliação clínica permanece fundamental e deve ser repetida após a redução do edema. O
tratamento conservador é a conduta mais indicada, com evidências de que a mobilização
precoce e controlada supera a imobilização prolongada, favorecendo o alinhamento das fibras
e prevenindo atrofia. A reabilitação deve respeitar a progressão natural da cicatrização: repouso
relativo na fase aguda; introdução de isometria, mobilidade e controle neuromuscular na fase
subaguda; e fortalecimento resistido, com destaque para o treinamento excêntrico, na fase
crônica. Exercícios excêntricos, como o nórdico e o de adução de Copenhague, apresentam
forte evidência tanto para a reabilitação quanto para a prevenção, sendo especialmente
fundamentais em lesões de isquiotibiais e adutores. Para o retorno ao esporte, a literatura
ressalta que a ausência de dor não é suficiente; critérios funcionais, como a força excêntrica
restaurada, a amplitude completa e a execução técnica adequada dos gestos esportivos, são
indispensáveis. Estudos indicam que, mesmo as lesões de graus 1 e 2, necessitam de pelo menos
quatro semanas para a cura natural, e retornos próximos a 21 dias estão associados a altas taxas
de relesão. Conclui-se que o manejo fisioterapêutico adequado deve basear-se em avaliação
precisa, intervenção progressiva e evidências científicas sólidas, permitindo maior segurança
na reabilitação e reduzindo o risco de recidivas, além de favorecer um retorno esportivo efetivo
e duradouro.
Abstract
Palavras-chave
Lesão muscular, Muscle injury, Fisioterapia esportiva, Prevenção de lesões., Retorno ao esporte, Reabilitação, Sports physiotherapy, Return to sport, Injury prevention., Rehabilitation;
Citação
CORREIA, Breno, SILVA, Matheus. Manejo fisioterapêutico das lesões musculares em atletas: uma revisão narrativa. 2026. 50 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Fisioterapia) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2026.