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Tipo do documento: Trabalho de Conclusão de Curso
Tipo de acesso: Acesso Embargado
Término do embargo: 2028-03-16
Título: “Um mês aqui, e não é lugar de gente”: o itinerário terapêutico de uma mulher negra a partir de internação em saúde mental
Autor(es): Almeida, Maria Cecilia Barbosa de
Primeiro orientador: Pegoraro, Renata Fabiana
Primeiro membro da banca: Costa, Lara Irene Leite da
Segundo membro da banca: Ripa, Rafaela
Resumo: O cuidado em saúde mental requer uma perspectiva que ultrapassa o modelo biomédico diagnóstico, alcançando os sujeitos em suas subjetividades e integralidade. O estudo fundamenta-se de que o acesso à saúde no Brasil e os fatores de adoecimento são atravessado por determinantes sociais como raça, gênero e renda. No âmbito de saúde pública, majoritariamente as mulheres negras dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS) para a sua sobrevivência, as quais enfrentam vulnerabilidades acentuadas nesse percurso. Analisam nesse contexto, diretrizes propostas pela Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM), Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) em conjunto com políticas de saúde mental como a Reforma Psiquiátrica, instituída pela Lei nº 10.216/2001 e a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) instituída pela Portaria 3088/2011. Ao analisar os caminhos percorridos antes e durante a internação em saúde mental, torna-se necessário identificar os Itinerários Terapêuticos (IT) e, a partir deles, compreender como configuram as experiências de cuidado em saúde-doença. Nesse cenário, os ITs consolidam-se como dispositivo estratégico na compreensão do percurso realizado pelos usuários e os cuidados formais e informais. Este trabalho de conclusão de curso, fruto de uma pesquisa de iniciação científica, tem como objetivo discutir a internação psiquiátrica dentro do contexto do itinerário terapêutico de uma mulher negra com histórico de tentativa de suicídio. A pesquisa é qualitativa e foi desenvolvida a partir de entrevistas com a participante e um profissional de referência que a acompanhou durante a internação, além de registros em diários de campo. A análise temática das transcrições e do diário, partindo da dimensão subjetiva como pressuposto por González Rey, permitiu a construção de categorias: (1) A expressão do sofrimento e o percursos nos serviços de saúde; (2) Internação como refúgio vs. lugar de não-gente e a perspectiva do profissional de saúde; (3) Tensões e possibilidades: planejamento da alta institucional. Entre os resultados, discute-se o agravamento do sofrimento psíquico e as tentativas de suicídio associados á praticas de jogos de azar online, configura-se como questão contemporanea que ultrapassa o campo do individual e aponta para o âmbito social. A paciente, até a internação, não estava vinculada a serviço de saúde para cuidados em saúde mental, o que está em desalinho com a Lei 10216, segundo a qual o tratamento no território deve preceder uma internação. Destaca-se o desafios das diversas equipes de saúde para o cuidado das pessoas que tentam suicídio e que praticam jogos de azar online, ambas desafiadoras, pois estão diretamete atreladas aos modos de vida dos sujeitos, o que requer uma compreensão mais complexa que o modelo biomédico-medializante que tem caracterizado ações de diversos CAPS recentemente.
Palavras-chave: Itinerários terapêuticos
Mulher negra
Sofrimento psíquico
Área(s) do CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA
Idioma: por
País: Brasil
Editora: Universidade Federal de Uberlândia
Referência: Almeida, M.C.B.de (2026). “Um mês aqui, e não é lugar de gente”: O itinerário terapêutico de uma mulher negra a partir de internação em saúde mental. [Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação, Universidade Federal de Uberlândia]. Repositório Institucional da UFU.
URI: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/49072
Data de defesa: 16-Mar-2026
Aparece nas coleções:TCC - Psicologia

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