Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/49050
ORCID:  http://orcid.org/0009-0007-4461-2825
Tipo do documento: Trabalho de Conclusão de Curso
Tipo de acesso: Acesso Embargado
Título: Lesões esplênicas em cães: a esplenectomia é a única solução?
Autor(es): Pimenta, Nicholas Vianna
Primeiro orientador: Ronchi, Alessandra
Primeiro membro da banca: Carvalho, Tatiane Furtado de
Segundo membro da banca: Maschi, Bruna Antunes
Resumo: Lesões esplênicas são comuns na rotina e o tratamento de escolha para a maioria delas é a esplenectomia, isso porque na grande maioria das vezes o único exame complementar feito é a ultrassonografia. O objetivo desta pesquisa foi realizar um estudo retrospectivo de lesões esplênicas em cães que foram atendidos no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia (HOVET-UFU), de 2021 a 2024, identificar a natureza das lesões através de análise de dados histopatológicos, além de determinar a sobrevida dos cães. Um objetivo adicional foi comparar os valores de hematócrito e contagem de plaquetas de cães com lesões malignas e benignas. Dados epidemiológicos (idade, sexo, raça, peso), clínicopatológicos (tamanho do tumor, tempo de evolução), dados de hematócrito e plaquetas e evolução clínica foram obtidos de prontuários médicos e informações dos tutores dos animais. Os cães foram acompanhados após a esplenectomia e a sobrevida global foi determinada. Foram selecionados 59 cães, sendo 36 fêmeas (61%) e 23 machos (39%), sendo a maioria (64%) sem raça definida (SRD). Foram registradas 72 lesões em baço, sendo 26 (38,5%) neoplasias malignas e 45 lesões benignas (61,5%). As lesões neoplásicas benignas foram: seis hemangiomas e apenas um leiomioma, e 39 lesões não neoplásicas, sendo a maioria hematomas (n=23; 51%). Dentro das neoplasias malignas, a maioria era hemangiossarcoma (n=14; 54%). Foi constatado que 34% dos cães apresentaram hematócrito abaixo do valor de referência e 29% dos animais apresentavam tanto plaquetas quanto hematócrito abaixo dos valores de referência. Os animais com alterações malignas apresentaram hematócrito menor que os animais com lesão benigna (P=0,0320). Em relação às plaquetas, não houve diferença entre animais que possuíam lesões malignas ou benignas (P=0,56). A sobrevida média de cães com lesões benignas foi de 630 dias e de cães com lesões malignas foi de 296 dias, porém não houve diferença entre as curvas de sobrevida. Lesões benignas, em especial hematomas, ocorrem em maior frequência no baço de cães e entre as neoplasias malignas o hemangiossarcoma é a mais importante. Os valores hematológicos são mais baixos em cães com lesões malignas indicando que o hemograma pode atuar como ferramenta auxiliar na triagem desses pacientes.
Abstract: Splenic lesions are common in routine practice, and the treatment of choice for most of them is splenectomy. This is because, in the vast majority of cases, the only complementary examination performed is ultrasonography. The objective of this research was to conduct a retrospective study of splenic lesions in dogs treated at the Veterinary Hospital of the Federal University of Uberlândia (HOVET-UFU) from 2021 to 2024, to identify the nature of the lesions through analysis of histopathological data, as well as to determine the dogs' survival. An additional objective was to compare hematocrit values and platelet counts of dogs with malignant and benign lesions. Epidemiological (age, sex, breed, weight), clinicopathological (tumor size, time of evolution), hematocrit and platelet data, and clinical outcomes were obtained from medical records and information from the animals' owners. The dogs were followed up after splenectomy, and overall survival was determined. Fifty-nine dogs were selected, with 36 females (61%) and 23 males (39%), the majority (64%) being mixed-breed (SRD). A total of 72 splenic lesions were recorded, with 26 (38.5%) being malignant neoplasms and 45 (61.5%) benign lesions. The benign neoplastic lesions included six hemangiomas and only one leiomyoma, and there were 39 non-neoplastic lesions, the majority of which were hematomas (n=23; 51%). Among the malignant neoplasms, the majority was hemangiosarcoma (n=14; 54%). It was found that 34% of the dogs had hematocrit below the reference value, and 29% of the animals presented with both platelet and hematocrit values below the reference values. Animals with malignant lesions had lower hematocrit than animals with benign lesions (P=0.0320). Regarding platelets, there was no difference between animals with malignant or benign lesions (P=0.56). The mean survival time for dogs with benign lesions was 630 days and for dogs with malignant lesions was 296 days; however, there was no difference between the survival curves. Benign lesions, especially hematomas, occur with greater frequency in the spleen of dogs, and among malignant neoplasms, hemangiosarcoma is the most important. Hematological values are lower in dogs with malignant lesions, indicating that the complete blood count (CBC) can serve as an ancillary tool in the screening of these patients.
Palavras-chave: Baço
Spleen
Exérese cirúrgica
Histopatologia
Ultrassonografia
Splenectomy
Histopathology
Ultrasonography
Surgical excision
Área(s) do CNPq: CNPQ::CIENCIAS AGRARIAS::MEDICINA VETERINARIA
Idioma: por
País: Brasil
Editora: Universidade Federal de Uberlândia
Referência: PIMENTA, Nicholas Vianna. Lesões esplênicas em cães: a esplenectomia é a única solução? 2025. 34 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Medicina Veterinária) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2025.
URI: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/49050
Data de defesa: 23-Nov-2025
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