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https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/48987| ORCID: | http://orcid.org/0009-0008-4583-9455 |
| Document type: | Trabalho de Conclusão de Curso |
| Access type: | Acesso Aberto |
| Title: | Quadro vermelho: entre o céu e a Terra |
| Alternate title (s): | Red frame: between heaven and Earth |
| Author: | Sousa, Welton Freitas de |
| First Advisor: | Silva, Elsieni Coelho da |
| First member of the Committee: | Borges, Clarissa Monteiro Borges |
| Second member of the Committee: | Silva, Geovanni Lima da |
| Summary: | A pesquisa articula prática artística, experiência e reflexão teórica a partir da construção de uma intervenção no espaço aberto, compreendida como desenho expandido e experiência formativa. Motivado pela necessidade de utilizar materiais naturais para refletir sobre a presença da natureza no contexto urbano, o projeto desenvolve-se como desdobramento de uma pesquisa anterior, mantendo sua lógica seriada. Nesse percurso, o fazer artístico é compreendido como um processo fundamental para a organização do pensamento, articulando desde as intuições iniciais até a materialização da obra. Para conduzir e registrar essa trajetória, o trabalho apropria-se de diferentes linguagens visuais e do formato epistolar, explorando dimensões simbólicas e afetivas. Essas cartas são direcionadas simbolicamente à figura de Calíope, que atua não apenas como uma personificação do impulso criativo, mas também como um diálogo aberto endereçado a todos os artistas e leitores da obra. É a partir desse mergulho reflexivo que se define o ponto de partida formal da intervenção: a ideia de centro. Assim como na experiência humana organizamos o mundo a partir de um referencial, nesta composição visual o centro atua como a base que estrutura linhas, simetrias e movimentos em espiral, revelando uma busca por harmonia e densidade formal. O gesto de marcar o solo, medir distâncias e organizar elementos evidencia que a obra nasce do encontro entre cálculo e sensibilidade, planejamento e abertura ao imprevisto. Ao longo do processo, torna-se necessário recalcular trajetórias, ajustar percursos e permitir que a própria experiência transforme o projeto inicial. A reflexão dialoga com o fenômeno dos agroglifos, especialmente aqueles assumidos por Doug Bower e Dave Chorley (Bower; Chorley, 1991), cuja autoria humana reforça o caráter construído e intencional dessas formas geométricas em plantações. Os agroglifos evidenciam uma prática baseada em planejamento rigoroso, marcação de centro e desenho no território, mas também revelam sua condição efêmera: são obras que se desfazem com o tempo e cuja permanência depende do registro fotográfico, sobretudo da vista aérea. Nesse sentido, estabelece-se uma correlação entre arte efêmera e fotografia, já que a imagem não apenas documenta, mas reorganiza a percepção da obra, permitindo sua leitura como composição visual total. Outra referência fundamental são os jardins japoneses, como o de Ryoan-ji e os espaços associados ao mestre zen Muso Soseki (Keane, 1996), incluindo Saihō-ji e o contexto de Ginkaku-ji. Nesses jardins, influenciados pela pintura de paisagem da Dinastia Song e estudados por autores como Michel Baridon (Baridon, 1998), a composição espacial se organiza a partir de um centro invisível, valorizando o vazio, o equilíbrio e a contemplação.O jardim mantém relação íntima com seu jardineiro, sendo frequentemente entendido como projeção de sua mente. Essa concepção aproxima-se da prática artística desenvolvida na pesquisa, em que o espaço construído reflete modos de ver, perceber e organizar o mundo. A fundamentação teórica apoia-se na noção de experiência desenvolvida por Jorge Larrosa (Larrossa, 2002), para quem a experiência é aquilo que nos acontece e nos transforma. A obra deixa de ser apenas objeto estético e passa a ser campo de formação, articulando o artista e o professor em um mesmo processo reflexivo. A metodologia adotada é a pesquisa narrativa (Clandinin; Conelly, 2011), baseada na transcrição e reelaboração de diálogos, relatos e registros do processo criativo (Josso, 2004). A escrita não funciona apenas como descrição, mas como construção de sentido, permitindo suprimir, ampliar e relacionar falas com referências teóricas. Assim, o trabalho propõe compreender o desenho no território como prática estética, experiência sensível e procedimento investigativo. Entre centro e espiral, cálculo e intuição, efemeridade e registro, constrói-se uma reflexão sobre como percebemos o mundo e como o organizamos visual e simbolicamente. A obra torna-se, ao mesmo tempo, intervenção espacial, exercício de pensamento e narrativa de formação. |
| Keywords: | Desenho expandido Arte efêmera Experiência formativa Cartas de artista Expanded drawing Ephemeral art Formative experience Artist letters |
| Area (s) of CNPq: | CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES |
| Language: | por |
| Country: | Brasil |
| Publisher: | Universidade Federal de Uberlândia |
| Quote: | SOUSA, Welton Freitas de. Quadro vermelho: entre o céu e a Terra. 2026. 68 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Artes Visuais) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2026. |
| URI: | https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/48987 |
| Date of defense: | 24-Mar-2026 |
| Appears in Collections: | TCC - Artes Visuais |
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