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ORCID:  http://orcid.org/0000-0002-4539-5056
Tipo de documento: Tese
Tipo de acceso: Acesso Aberto
Título: Masculino, educação e ciência: autoetnografia de um professor-homem na educação infantil
Título (s) alternativo (s): Masculinity, Education, and Science: An Autoethnography of a Male Teacher in Early Childhood Education
Autor: Sousa, Amaury Lucatti
Primer orientador: Silva, Elenita Pinheiro de Queiroz
Primer miembro de la banca: Novais, Gercina Santana
Segundo miembro de la banca: Santos, Sandro Vinicius Sales dos
Tercer miembro de la banca: Camargo, Fabio Figueiredo
Cuarto miembro de la banca: Santos, Welson Barbosa
Resumen: A presença de homens na Educação Infantil constitui um campo de tensões moldado por discursos científicos, culturais e institucionais que historicamente associam o cuidado e a educação de crianças pequenas ao feminino. Esta tese investiga como construções sociais e científicas acerca de gênero, sexualidade e masculinidades configuram e caracterizam a atuação de homens nesse nível educacional. O estudo fundamenta-se na trajetória profissional do autor em instituições públicas de Educação Infantil, onde atuou como educador infantil, professor, supervisor pedagógico e diretor escolar, adotando a autoetnografia como abordagem metodológica. A pesquisa articula relato autoetnográfico, análise crítica e diálogo teórico com os estudos de gênero, especialmente a partir das contribuições de Judith Butler, Raewyn Connell e Joan Scott, problematizando os modos pelos quais discursos científicos e sociais produzem regimes de verdade sobre os corpos, as identidades e as práticas de cuidado. O objetivo do estudo consiste em compreender de que maneira tais discursos contribuem para legitimar, tensionar ou interditar a presença masculina no cuidado e na educação de crianças pequenas, bem como identificar as estratégias de permanência, negociação e ressignificação mobilizadas por homens que atuam nesse campo profissional considerado simbolicamente feminino. Metodologicamente, a investigação reúne memórias e experiências profissionais do pesquisador, articuladas à análise de produções acadêmicas sobre autoetnografia, gênero e masculinidades, situando essas experiências em diálogo com dinâmicas institucionais, culturais e históricas mais amplas. Os resultados evidenciam que a presença masculina na Educação Infantil permanece marcada por estranhamentos, vigilâncias e expectativas normativas que associam o cuidado infantil ao feminino. Entretanto, demonstram também que a atuação de homens nesse campo produz deslocamentos nas percepções sociais sobre gênero, autoridade pedagógica e práticas de cuidado. Desta maneira a autoetnografia se configura como um dispositivo metodológico potente para compreender como experiências individuais se entrelaçam a estruturas sociais e discursos científicos que regulam a presença de corpos e identidades nos espaços educativos, contribuindo para ampliar o debate sobre masculinidades e para problematizar a naturalização do que é considerado simbolicamente feminino no cuidado na Educação Infantil.
Abstract: The presence of men in Early Childhood Education constitutes a field of tensions shaped by scientific, cultural, and institutional discourses that have historically associated the care and education of young children with femininity. This dissertation investigates how social and scientific constructions of gender, sexuality, and masculinities shape and influence the work of men at this educational level. The study is grounded in the author's professional trajectory in public Early Childhood Education institutions, where he has worked as an early childhood educator, teacher, pedagogical supervisor, and school principal, adopting Autoethnography as the methodological approach. The research articulates autoethnographic accounts, critical analysis, and theoretical dialogue with gender studies, particularly drawing on the contributions of Judith Butler, Raewyn Connell, and Joan Scott, in order to problematize the ways in which scientific and social discourses produce regimes of truth about bodies, identities, and practices of care. The aim of the study is to understand how such discourses contribute to legitimizing, challenging, or restricting the presence of men in the care and education of young children, as well as to identify the strategies of persistence, negotiation, and re-signification employed by men working in this professional field, which is symbolically regarded as feminine. Methodologically, the investigation mobilizes the researcher’s memories and professional experiences, articulated with the analysis of academic literature on autoethnography, gender, and masculinities, situating these experiences in dialogue with broader institutional, cultural, and historical dynamics. The findings reveal that the presence of men in Early Childhood Education continues to be marked by estrangement, surveillance, and normative expectations that associate child care with femininity. At the same time, the study demonstrates that men’s participation in this field produces shifts in social perceptions of gender, pedagogical authority, and practices of care. In this way, autoethnography emerges as a powerful methodological tool for understanding how individual experiences are intertwined with social structures and scientific discourses that regulate the presence of bodies and identities within educational spaces. It thus contributes to broadening the debate on masculinities while challenging the naturalization of what is symbolically constructed as feminine in the context of care within early childhood education.
Palabras clave: Autoetnografia
Autoethnography
Gênero
Masculinidades
Professores homens
Educação Infantil
Gender
Masculinities
Male Teachers
Early Childhood Education
Área (s) del CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::EDUCACAO
Tema: Educação
Professores de educação infantil
Idioma: por
País: Brasil
Editora: Universidade Federal de Uberlândia
Programa: Programa de Pós-graduação em Educação
Cita: SOUSA, Amaury Lucatti. Masculino, educação e ciência: autoetnografia de um professor-homem na educação infantil. 2026. 195 f. Tese (Doutorado em Educação) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2026. DOI http://doi.org/10.14393/ufu.te.2026.215.
Identificador del documento: http://doi.org/10.14393/ufu.te.2026.215
URI: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/48779
Fecha de defensa: 18-may-2026
Objetivos de Desarrollo Sostenible (ODS): ODS::ODS 4. Educação de qualidade - Assegurar a educação inclusiva, e equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos.
Aparece en las colecciones:TESE - Educação

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