Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/48763
ORCID:  http://orcid.org/0000-0001-6516-6931
Tipo do documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso Aberto
Título: Travessias multiespécies: experimentando-com narrativas e plantas e pigmentos naturais em educações-com arte
Título(s) alternativo(s): Travesías multiespecies: experimentando-con narrativas, plantas y pigmentos naturales en educaciones-con arte
Multispecies crossings: experimenting-with narratives, plants and natural pigments in educations-with art
Autor(es): Lourenço, Keyme Gomes
Primeiro orientador: Estevinho, Lúcia de Fátima Dinelli
Primeiro membro da banca: Pagan, Alice Alexandre
Segundo membro da banca: Santos, Sandro Prado
Terceiro membro da banca: Vaz, Tamiris
Quarto membro da banca: Kasper, Kátia Maria
Resumo: A tese investiga modos de despopularizar a colonialidade inscrita nas epistemologias modernas, propondo uma prática de decolonialização permanente do pensamento por meio de alianças com o mundo vegetal e de experimentações narrativas que recusam a separação entre teoria e vida. O trabalho assume, como gesto político-metodológico, a subversão linguística (incluindo uso de linguagem neutra e variações deliberadas de artigos) para fazer a língua “gaguejar” e manter em movimento as travessias de gênero, os coletivos que compõem a enunciação e os regimes de inteligibilidade que produzem normalizações. Estruturalmente, a primeira parte conceitua o Paradoxo do Retorno como tecnologia de governo que força corpos, gêneros e sexualidades a regressarem ao binário heterocentrado, articulando narrativas de travessia e mobilizando Paul B. Preciado e Judith Butler. A segunda parte elabora o Narrativar como procedimento central, ancorado em ética de escuta e forrageio, em diálogo com Davi Kopenawa, Bruce Albert e Antônio Bispo dos Santos, e organizado com Deleuze e Guattari em circuitos rizomáticos; aproxima-se, ainda, das Artes de Notar e do fazer-mundo de Anna Tsing. A terceira, quarta e quinta partes apresentam narrativas-experimentações com plantas, cores e pigmentos naturais, ervas daninhas e jardinagens em ruínas, nas quais erro, tentativa e invenção operam como rota de conhecimento e como crítica aos regimes da receita, do currículo e da biologia “natural”, em interlocução com Paul B. Preciado, Judith Butler, Luís Henrique dos Santos, Emanuele Coccia e Evando Nascimento entre outros. Por fim, a tese sustenta uma escrita coletiva, experimentativa, esquizita e mais-que-humana, na qual a pesquisa emerge como composições multiespécies e como prática de produção de mundos e educações em meio às ruínas.
Abstract: The thesis investigates ways of depopularizing the coloniality embedded in modern epistemologies, proposing a practice of permanent decolonization of thought through alliances with the vegetal world and narrative experimentations that refuse the separation between theory and life. The work adopts, as a political-methodological gesture, linguistic subversion—including the use of neutral language and deliberate variations of articles—to make language “stutter” and to keep in motion gender crossings, the collectives that compose enunciation, and the regimes of intelligibility that produce normalization.Structurally, the first part conceptualizes the Paradox of Return as a technology of governance that forces bodies, genders, and sexualities to regress to a heterocentered binary, articulating narratives of crossing and mobilizing Paul B. Preciado and Judith Butler. The second part develops Narrativar as a central procedure, grounded in an ethics of listening and foraging, in dialogue with Davi Kopenawa, Bruce Albert, and Antônio Bispo dos Santos, and organized with Deleuze and Guattari through rhizomatic circuits; it also draws on Anna Tsing’s Arts of Noticing and world-making. The third, fourth, and fifth parts present narrative-experiments with plants, colors and natural pigments, weeds, and gardening in ruins, in which error, trial, and invention operate both as routes to knowledge and as critiques of regimes of recipe, curriculum, and “natural” biology, in conversation with Paul B. Preciado, Judith Butler, Luís Henrique dos Santos, Emanuele Coccia, and Evando Nascimento, among others. Finally, the thesis sustains a collective, experimental, unruly, and more-than-human writing, in which research emerges as multispecies compositions and as a practice of producing worlds and educations amid ruins.
La tesis investiga modos de despopularizar la colonialidad inscrita en las epistemologías modernas, proponiendo una práctica de descolonización permanente del pensamiento a través de alianzas con el mundo vegetal y de experimentaciones narrativas que rechazan la separación entre teoría y vida. El trabajo asume, como gesto político-metodológico, la subversión lingüística (incluido el uso de lenguaje neutro y variaciones deliberadas de artículos) para hacer que la lengua “tartamudee” y mantener en movimiento las travesías de género, los colectivos que componen la enunciación y los regímenes de inteligibilidad que producen normalizaciones. Estructuralmente, la primera parte conceptualiza el Paradojo del Retorno como una tecnología de gobierno que fuerza a los cuerpos, los géneros y las sexualidades a regresar al binario heterocentrado, articulando narrativas de travesía y movilizando a Paul B. Preciado y Judith Butler. La segunda parte elabora el Narrativar como procedimiento central, anclado en una ética de la escucha y del forrajeo, en diálogo con Davi Kopenawa, Bruce Albert y Antônio Bispo dos Santos, y organizado con Deleuze y Guattari en circuitos rizomáticos; asimismo, se aproxima a las Artes de Notar y al hacermundo de Anna Tsing. La tercera, cuarta y quinta partes presentan narrativasexperimentaciones con plantas, colores y pigmentos naturales, hierbas espontáneas y jardinerías en ruinas, en las que el error, el intento y la invención operan como rutas de conocimiento y como críticas a los regímenes de la receta, del currículo y de la biología “natural”, en interlocución con Paul B. Preciado, Judith Butler, Luís Henrique dos Santos, Emanuele Coccia y Evando Nascimento, entre otros. Por último, la tesis sostiene una escritura colectiva, experimental, esquiva y más-que-humana, en la cual la investigación emerge como composiciones multiespecie y como práctica de producción de mundos y educaciones en medio de las ruinas.
Palavras-chave: Decolonialidade
Fazer-com plantas
Narrativar
Pigmentos naturais
Paradoxo do Retorno
Decoloniality
Doing-with plants
Narrativar
Natural pigments
Paradox of Return
Área(s) do CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::EDUCACAO
Assunto: Educação
Arte e educação
Narrativa
Escrita - Materiais e instrumentos
Idioma: por
País: Brasil
Editora: Universidade Federal de Uberlândia
Programa: Programa de Pós-graduação em Educação
Referência: LOURENÇO, Keyme Gomes. Travessias multiespécies: experimentando-com narrativas e plantas e pigmentos naturais em educações-com arte. 2026. 222 f. Tese (Doutorado em Educação) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2026. DOI http://doi.org/10.14393/ufu.te.2026.5517.
Identificador do documento: http://doi.org/10.14393/ufu.te.2026.5517
URI: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/48763
Data de defesa: 27-Fev-2026
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): ODS::ODS 4. Educação de qualidade - Assegurar a educação inclusiva, e equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos.
ODS::ODS 15. Vida terrestre - Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da Terra e deter a perda da biodiversidade.
ODS::ODS 12. Consumo e produção responsáveis - Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis.
ODS::ODS 13. Ação contra a mudança global do clima - Tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus impactos.
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