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dc.creatorSilva, Edilma José da-
dc.date.accessioned2026-04-23T19:27:09Z-
dc.date.available2026-04-23T19:27:09Z-
dc.date.issued2025-11-07-
dc.identifier.citationSILVA, Edilma José da. Fios da Liberdade: por uma Geografia Antirracista em escolas quilombolas alagoanas. 2025. 163 f. Tese (Doutorado em Geografia) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2025. DOI http://doi.org/10.14393/ufu.te.2026.5506.pt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufu.br/handle/123456789/48650-
dc.description.abstractThis thesis investigates the teaching of geography in quilombola schools in the state of Alagoas from an anti-racist perspective. It aims to understand how the geography curriculum engages with the identities, knowledge, and territorialities of quilombola communities, as well as how it contributes to the deconstruction of racist and colonial views within the school environment. The research is based on the premise that quilombola school education requires an approach that goes beyond the inclusion of content on Afro-Brazilian history and culture and that promotes a curricular reconception that values local knowledge, territory, and black-quilombola identity. To this end, a qualitative approach was adopted, with a bibliographic review phase concerning the n. 10.639/2003 Act, the National Curriculum Guidelines for Quilombola School Education (DCNEEQ), and the National Common Curriculum Base (BNCC), in dialogue with an anti-racist education. Furthermore, field research was conducted in three schools located in quilombola communities in the mesoregions of East, Agreste, and Sertão in the Alagoas territory, as well as an analysis of the schools’ Political Pedagogical Projects (PPP) and semi￾structured interviews with geography teachers, pedagogues working in elementary school I, and school administrators. The analysis focused on how geography teaching incorporates or does not a perspective that recognizes quilombola territoriality, ancestral knowledge, and ethnic￾racial relations, as well as how conceptions and practices that challenge the colonial logic of teaching are articulated. The results indicate that, although there are promising initiatives, – such as projects that contribute to the valorization of ancestral knowledge and the self￾construction of quilombola identity – there is still a tendency to reproduce geography content without articulation with quilombola realities and without problematizing structural racism. The research found that incorporating anti-racist teaching requires initial and ongoing teacher training to address ethnic-racial issues, contextualized teaching materials, and professionals with permanent employment contracts who can keep doing the proper work. The thesis concludes by pointing out that the implementation of anti-racist geography teaching in quilombola schools involves curricular reorientation, valuing quilombola knowledge and territorialities, and an institutional commitment to breaking with logics of erasure or subordination, thus favoring an education that promotes racial justice, cultural recognition, and epistemological plurality.pt_BR
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superiorpt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal de Uberlândiapt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/us/*
dc.subjectGeografia antirracistapt_BR
dc.subjectAnti-racist geographypt_BR
dc.subjectEnsino de Geografiapt_BR
dc.subjectGeography teachingpt_BR
dc.subjectEducação quilombolapt_BR
dc.subjectQuilombola educationpt_BR
dc.subjectCurrículopt_BR
dc.subjectCurriculumpt_BR
dc.subjectAlagoaspt_BR
dc.subjectAlagoaspt_BR
dc.titleFios da Liberdade: por uma Geografia Antirracista em escolas quilombolas alagoanaspt_BR
dc.title.alternativeThreads of Freedom: for an Anti-Racist Geography in quilombola schools in Alagoaspt_BR
dc.typeTesept_BR
dc.contributor.advisor1Barbosa, Tulio-
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0987719839415557pt_BR
dc.contributor.referee1Gonçalves, Amanda Regina-
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/1081674976938685pt_BR
dc.contributor.referee2Almeida, Ivete Batista da Silva-
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/3852618590034600pt_BR
dc.contributor.referee3Moura, Jeani Delgado Paschoal-
dc.contributor.referee3Latteshttp://lattes.cnpq.br/5834223671367638pt_BR
dc.contributor.referee4Silva, Marcio Ferreira da-
dc.contributor.referee4Latteshttp://lattes.cnpq.br/6459846479649517pt_BR
dc.creator.Latteshttps://lattes.cnpq.br/5264663076064041pt_BR
dc.description.degreenameTese (Doutorado)pt_BR
dc.description.resumoEsta tese investiga o ensino de Geografia, em escolas quilombolas no estado de Alagoas, a partir de uma perspectiva antirracista com o objetivo de compreender de que modo o currículo de Geografia dialoga com identidades, saberes e territorialidades das comunidades quilombolas, bem como contribui para a desconstrução de visões racistas e coloniais no âmbito escolar. A pesquisa parte da premissa de que a educação escolar quilombola exige uma abordagem que vá além da inclusão de conteúdos sobre a história e a cultura afro-brasileira e que promova uma reconcepção curricular que valorize os saberes locais, o território e a identidade negra￾quilombola. Para tanto, adotou-se uma abordagem qualitativa, com fase de revisão bibliográfica acerca da Lei 10.639/2003, das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola (DCNEEQ) e da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), em diálogo com uma educação antirracista. Além disso, foram realizadas pesquisas de campo em três escolas localizadas em comunidades quilombolas nas mesorregiões Leste, Agreste e Sertão do território alagoano, bem como análise de Projetos Político Pedagógicos (PPP) das escolas e entrevistas semiestruturadas com professoras/es de Geografia, pedagogas/os que atuam no ensino fundamental I e gestoras/es das instituições de ensino. A análise focalizou como o ensino de Geografia incorpora, ou não, uma perspectiva que reconheça, a partir da territorialidade quilombola, dos saberes ancestrais e das relações étnico-raciais, como se articulam concepções e práticas que desafiam a lógica colonial de ensino. Os resultados indicam que, embora existam iniciativas promissoras – como projetos que contribuem para a valorização dos saberes ancestrais e a autoconstrução da identidade quilombola –, ainda persiste uma tendência de reproduzir conteúdos de Geografia sem articulação com as realidades quilombolas e sem problematização do racismo estrutural. Verificou-se, também, que a incorporação de um ensino antirracista requer formação docente inicial e continuada para trabalhar questões étnico-raciais, materiais didáticos contextualizados e profissionais com vínculo de trabalho efetivo que possam dar continuidade aos trabalhos iniciados. A tese conclui apontando que a efetivação de um ensino de Geografia antirracista, em escolas quilombolas, passa pela reorientação curricular, pela valorização dos saberes e das territorialidades quilombolas e pelo compromisso institucional de romper com lógicas de apagamento ou subalternização, favorecendo, assim, uma educação que promova justiça racial, reconhecimento cultural e pluralidade epistemológica.pt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-graduação em Geografiapt_BR
dc.sizeorduration163pt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::GEOGRAFIApt_BR
dc.identifier.doihttp://doi.org/10.14393/ufu.te.2026.5506pt_BR
dc.subject.autorizadoGeografia - Antirracismopt_BR
dc.subject.autorizadoEscolas - Quilombolaspt_BR
dc.subject.autorizadoEducaçãopt_BR
dc.subject.odsODS::ODS 4. Educação de qualidade - Assegurar a educação inclusiva, e equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos.pt_BR
dc.subject.odsODS::ODS 10. Redução das desigualdades - Reduzir as desigualdades dentro dos países e entre eles.pt_BR
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