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ORCID:  http://orcid.org/0000-0002-8270-8103
Tipo de documento: Tese
Tipo de acceso: Acesso Aberto
Título: Avaliação dos protocolos de morte encefálica
Título (s) alternativo (s): Evaluation of brain death protocols
Autor: Silva, Liliana
Primer orientador: Destro Filho, João Batista
Primer miembro de la banca: Nascimento Júnior, Tales Faleiros
Segundo miembro de la banca: Marquini, Gisele Vissoci
Tercer miembro de la banca: Gonçalves, Alexandre
Cuarto miembro de la banca: Silva, Eduardo Jorge Custódio da
Resumen: A complexidade e a urgência inerentes ao diagnóstico de Morte Encefálica (ME) representam um desafio contínuo nas Unidades de Terapia Intensiva, sendo o ponto crítico para o sucesso da Política Nacional de Transplantes (PNT). A ME, definida como a cessação irreversível das funções encefálicas, é o pressuposto de morte legal que autoriza a remoção de órgãos, conforme a Lei nº 9.434/97 e a Resolução CFM nº 2.173/17. O imperativo ético e logístico exige celeridade e segurança absolutas, dado que o atraso compromete a viabilidade orgânica. Além disso, a abertura do protocolo de diagnóstico de ME enseja um prognóstico fatalevoluindo a conclusão de ME ou a Parada Cardiorrespiratória (PCR). Com o objetivo de otimizar o diagnóstico e o uso racional de exames complementares, como o Eletroencefalograma (EEG), esta tese buscou estabelecer um score preditivo robusto capaz de diferenciar a evolução para ME do Óbito por PCR em pacientes neurocríticos. O estudo, conduzido como uma análise de coorte retrospectiva aprovada pelo CEP da UFU, utilizou uma Amostra Analítica de N=66 pacientes e aplicou a Regressão Logística Binária para identificar fatores preditivos independentes. O modelo estatístico confirmou que o desfecho é determinado primariamente pela gravidade neurovascular inicial. Foram identificados dois preditores clínicos mais robustos para o desfecho de Morte Encefálica: a Escala de Coma de Glasgow (ECG) de Entrada e o Uso de Drogas Vasoativas (DVA). O ECG de Entrada demonstrou ser o maior preditor independente (OR = 1,70; p=0,002), indicando que o desfecho de ME está intrinsecamente ligado à lesão neurológica catastrófica inicial. De forma complementar, o uso de DVA foi um forte preditor de ME (OR = 0,04; p=0,031), pois a necessidade de suporte pressórico (observada em aproximadamente 95% dos casos de ME) é um marcador robusto de choque neurogênico e falência do tronco encefálico, reduzindo em 96% a chance de óbito por PCR. As análises univariadas corroboraram que a etiologia por Trauma Cranioencefálico (TCE) foi significativamente mais prevalente no Grupo ME (aproximadamente44% vs. 0% no Grupo PCR; p=0,022), reforçando o perfil epidemiológico de lesões agudas de alto impacto. Além disso, a baixíssima taxa de PCR no Grupo ME (aproximadamente1,7%; p<0,001) atestou a alta qualidade do manejo clínico intensivo, mantendo a viabilidade orgânica até a declaração legal da morte. Em relação ao exame complementar, a Análise Quantitativa do EEG (QEEG) em casos selecionados demonstrou que a evolução para ME é marcada por uma profunda desorganização eletrofisiológica, com inversão nos padrões de potência e uma variabilidade extrema e desregulada da atividade elétrica, reforçando o potencial do EEG, por ser não invasivo e custo-efetivo, como ferramenta ideal a realidade do SUS. A principal contribuição prática desta tese reside na proposição do Modelo de Triagem Preditivo (ECG + DVA), que permite o acionamento mais célere e focado do protocolo de ME e do exames complementare focado no uso do EEG. Essa otimização contribui diretamente para a manutenção da viabilidade orgânica. Em suma, o trabalho demonstra que a integração do rigor metodológico da ciência de dados com a fisiologia clínica estabelece ferramentas poderosas para refinar o diagnóstico de Morte Encefálica, assegurando a excelência e a eficiência que o imperativo ético e legal demandam.
Abstract: The inherent complexity and urgency of diagnosing Brain Death (BD) constitute a persistent challenge in Intensive Care Units (ICU), representing a critical factor for the success of the National Transplant Policy (PNT). BD, defined as the irreversible cessation of all brain functions, is the legal premise of death authorizing organ removal, in accordance with Law No. 9,434/97 and CFM Resolution No. 2,173/17. The ethical and logistical imperative demands absolute celerity and safety, given that delay compromises organ viability. Furthermore, initiating the BD diagnostic protocol entails a fatal prognosis, culminating either in BD confirmation or Cardiac Arrest (PCR). With the objective of optimizing the diagnosis and the rational use of ancillary tests, such as the Electroencephalogram (EEG), this thesis sought to establish a robust predictive score capable of differentiating progression to BD from Death by Cardiac Arrest (PCR) in neurocritical patients. The study was conducted as a retrospective cohort analysis, approved by the Ethics Committee (CEP) of the Universidade Federal de Uberlândia (UFU), utilizing an Analytical Sample of N=66 patients and applying Binary Logistic Regression to identify independent predictive factors. The statistical model confirmed that the outcome is primarily determined by the initial neurovascular severity. Two clinical factors were identified as the most robust predictors for the outcome of Brain Death: the initial Glasgow Coma Scale (GCS) score and the Use of Vasoactive Drugs (DVA). The initial GCS score proved to be the strongest independent predictor (OR = 1.70; p=0.002), indicating that the BD outcome is intrinsically linked to catastrophic initial neurological injury. Complementarily, the use of DVA was a strong predictor of BD (OR = 0.04; p=0.031), as the need for pressure support (observed in approximately 95% of BD cases) is a robust marker of neurogenic shock and brainstem failure, reducing the chance of death by PCR by 96%. Univariate analyses corroborated that Traumatic Brain Injury (TBI) etiology was significantly more prevalent in the BD Group (approximately 44% vs. 0% in the PCR Group; p=0.022), reinforcing the epidemiological profile of high-impact acute lesions. Furthermore, the extremely low rate of Cardiac Arrest in the BD Group (approximately 1.7%; p<0.001) attested to the high quality of intensive clinical management, maintaining organ viability until the legal declaration of death. Regarding ancillary testing, Quantitative EEG (QEEG) analysis in selected cases demonstrated that progression to BD is marked by a profound electrophysiological disorganization, featuring an inversion in power patterns and extreme, dysregulated variability of electrical activity. This reinforces the potential of EEG, due to its non-invasive and cost-effective nature, as an ideal tool within the reality of the public health system (SUS). The main practical contribution of this thesis resides in the proposition of the Predictive Triage Model (GCS + DVA). This model allows for the quicker and more focused activation of the BD protocol and complementary examinations, particularly concentrating on EEG use. This optimization directly contributes to maintaining organ viability. In summary, the work demonstrates that the integration of methodological rigor from data science with clinical physiology establishes powerful tools to refine the diagnosis of Brain Death, ensuring the excellence and efficiency demanded by the ethical and legal imperative
Palabras clave: Técnicas de Diagnóstico Neurológico
Morte Encefálica
Eletroencefalografia
Jurisprudência
Diagnostic Techniques
Neurological
Brain Death
Electroencephalography
Jurisprudence
Área (s) del CNPq: CNPQ::ENGENHARIAS::ENGENHARIA BIOMEDICA
CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA
Tema: Engenharia biomédica
Morte cerebral
Exame neurológico
Eletroencefalografia
Idioma: por
País: Brasil
Editora: Universidade Federal de Uberlândia
Programa: Programa de Pós-graduação em Engenharia Biomédica
Cita: SILVA, Liliana. Avaliação dos protocolos de morte encefálica. 2025. 94 f. Tese (Doutorado em Engenharia Biomédica) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2025. DOI https://doi.org/10.14393/ufu.te.2025.5068
Identificador del documento: https://doi.org/10.14393/ufu.te.2025.5068
URI: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/48496
Fecha de defensa: 27-oct-2025
Objetivos de Desarrollo Sostenible (ODS): ODS::ODS 3. Saúde e bem-estar - Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades.
Aparece en las colecciones:TESE - Engenharia Biomédica

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