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https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/48401| ORCID: | http://orcid.org/0009-0004-9449-2831 |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acceso: | Acesso Embargado |
| Fecha de embargo: | 2028-02-11 |
| Título: | Desigualdades sociais entre fatores de risco para a doença renal crônica na população brasileira: uma análise da Pesquisa Nacional de Saúde |
| Título (s) alternativo (s): | Social inequalities among risk factors for chronic kidney disease in the Brazilian population: an analysis of the National Health Survey |
| Autor: | Ribeiro, Yasmim dos Anjos |
| Primer orientador: | Silva, Luciana Saraiva |
| Primer miembro de la banca: | Rinaldi, Ana Elisa Madalena |
| Segundo miembro de la banca: | Moreira, Tiago Ricardo |
| Resumen: | Introdução: A doença renal crônica (DRC) é um importante problema de saúde pública, e uma das principais causas de morbidade e mortalidade do século. Embora os fatores de risco associados à DRC estejam bem estabelecidos e evidências indiquem que populações em maior vulnerabilidade socioeconômica são desproporcionalmente expostas a esses fatores e seus desfechos adversos, ainda são escassas as investigações que avaliem desigualdades em múltiplos fatores de risco para a DRC, incorporando a interseção entre sexo e raça, bem como estudos que examinem padrões de saúde potencialmente mediadores da relação entre desvantagem social e DRC. Objetivos: Avaliar a desigualdade social na distribuição dos fatores de risco para a DRC entre brasileiros, e explorar padrões relacionados à saúde mediadores da relação entre desvantagem social e DRC. Material e métodos: Estudo transversal com o Banco de Exames da Pesquisa Nacional de Saúde 2014-2015 (n=8952). Avaliou-se a prevalência dos seguintes fatores de risco: diabetes, hipertensão, dislipidemias, obesidade e excesso de peso, consumo excessivo de álcool, inatividade física, tabagismo e consumo alimentar inadequado. As desigualdades foram mensuradas por estratificadores de equidade (sexo, cor/raça, região de residência, e escolaridade) e medidas complexas de desigualdade, incluindo o índice angular de iniquidade (SII) e o índice de concentração (CIX). Os dados foram comparados quanto a presença de DRC por meio do teste T student e qui quadrado. A análise fatorial por componentes principais foi realizada para identificar os padrões relacionados a saúde (mediadores). Modelos de regressão logística foram realizados para obter razões de chance (OR) da associação entre desvantagem social e DRC, e da relação entre os padrões relacionados à saúde e a chance de DRC. O modelo de mediação e as demais análises foram executadas no Stata. Resultados: A prevalência de DRC foi de 5,3%. Na população total e sem DRC, a maioria dos fatores de risco concentrou-se em menos escolarizados, com exceção da obesidade (CIX= 3,10), consumo excessivo de álcool (SII=5,50) e inatividade física (SII=20,00). A população com DRC apresentou desigualdades significantes apenas para consumo alimentar inadequado (SII=-27,30, CIX=-7,50) e hipertensão (SII=-25,46), entre menos escolarizados, e inatividade física (SII=29,11) entre mais escolarizados. A análise estratificada por sexo e cor/raça revelou desigualdades ocultas inicialmente, mostrando que mulheres, de ambas as cores/raças, e homens pretos-pardos-indígenas, com DRC, convivem com uma maior carga de fatores de risco, com níveis mistos de escolaridade, além de apresentarem as maiores magnitudes de desigualdade encontradas. Não houve padrões interseccionais de cor/raça nas desigualdades do grupo sem DRC. A exposição a alta desvantagem socioeconômica levou ao aumento de 2,45 vezes na chance de DRC (OR: 2,45, IC 95% 1,23 – 4,89), sendo mediado em 19,85% (IC 95% 01,11- 38,59) por uma alta adesão a um padrão metabólico não saudável. Conclusão: Desigualdades educacionais substanciais na prevalência de fatores de risco clínicos e comportamentais foram identificadas especialmente entre mulheres brancas e pretas-pardas-indígenas, e homens pretos-pardos-indígenas, com DRC no Brasil. A relação entre a alta desvantagem social e maior chance de DRC é parcialmente mediada pela alta presença de condições metabólicas entre indivíduos vulneráveis socialmente. |
| Abstract: | Introduction: Chronic kidney disease (CKD) is a major public health problem and one of the leading causes of morbidity and mortality in this century. Although the risk factors associated with CKD are well established and evidence indicates that populations with greater socioeconomic vulnerability are disproportionately exposed to these factors and their adverse outcomes, there are still few studies that assess inequalities in multiple risk factors for CKD, incorporating the intersection between gender and race, as well as studies that examine health patterns that potentially mediate the relationship between social disadvantage and CKD. Objectives: To assess social inequality in the distribution of risk factors for CKD among Brazilians and to explore health-related patterns that mediate the relationship between social disadvantage and CKD. Materials and methods: Cross-sectional study using the 2014-2015 National Health Survey Examination Database (n=8952). The prevalence of the following risk factors was assessed: diabetes, hypertension, dyslipidemia, obesity and overweight, excessive alcohol consumption, physical inactivity, smoking, and inadequate food consumption. Inequalities were measured by equity stratifiers (gender, color/race, region of residence, and education) and complex measures of inequality, including the angular index of inequity (SII) and the concentration index (CIX). Data were compared for the presence of CKD using the Student's t-test and chi-square test. Principal component factor analysis was performed to identify health-related patterns (mediators). Logistic regression models were performed to obtain odds ratios (OR) for the association between social disadvantage and CKD, and for the relationship between health-related patterns and the chance of CKD. The mediation model and other analyses were performed in Stata. Results: The prevalence of CKD was 5.3%. In the total population without CKD, most risk factors were concentrated among those with lower levels of education, with the exception of obesity (CIX= 3.10), excessive alcohol consumption (SII=5.50), and physical inactivity (SII=20.00). The population with CKD showed significant inequalities only for inadequate food consumption (SII = -27.30, CIX = -7.50) and hypertension (SII = -25.46) among those with lower levels of education, and physical inactivity (SII = 29.11) among those with higher levels of education. The analysis stratified by sex and color/race revealed initially hidden inequalities, showing that women of both colors/races and black-brown-indigenous men with DRC live with a higher burden of risk factors, with mixed levels of education, in addition to presenting the highest magnitudes of inequality found. There were no intersectional patterns of color/race in the inequalities of the group without DRC. Exposure to high socioeconomic disadvantage led to a 2.45-fold increase in the chance of DRC (OR: 2.45, 95% CI 1.23–4.89), which was mediated by 19.85% (95% CI 01.11–38.59) by high adherence to an unhealthy metabolic pattern. Conclusion: Substantial educational inequalities in the prevalence of clinical and behavioral risk factors were identified, especially among white and black-brown-indigenous women and black-brown-indigenous men with CKD in Brazil. The relationship between high social disadvantage and increased odds of CKD is partially mediated by the high presence of metabolic conditions among socially vulnerable individuals. |
| Palabras clave: | Desigualdades Doença renal Comportamentos Doenças Desvantagem social Mediação Inequalities Kidney disease Behaviors Diseases Social disadvantage Mediation Ciências médicas |
| Área (s) del CNPq: | CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editora: | Universidade Federal de Uberlândia |
| Programa: | Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde |
| Cita: | RIBEIRO, Yasmim dos Anjos. Desigualdades sociais entre fatores de risco para a doença renal crônica na população brasileira: uma análise da Pesquisa Nacional de Saúde. 2026. 124 f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2026. DOI http://doi.org/10.14393/ufu.di.2026.5036 |
| Identificador del documento: | http://doi.org/10.14393/ufu.di.2026.5036 |
| URI: | https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/48401 |
| Fecha de defensa: | 11-feb-2026 |
| Objetivos de Desarrollo Sostenible (ODS): | ODS::ODS 10. Redução das desigualdades - Reduzir as desigualdades dentro dos países e entre eles. |
| Aparece en las colecciones: | DISSERTAÇÃO - Ciências da Saúde |
Ficheros en este ítem:
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