Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/48324
Tipo do documento: Trabalho de Conclusão de Residência
Tipo de acesso: Acesso Aberto
Título: Protocolo Assistencial para o Manejo do Recém Nascido Exposto Verticalmente ao Papilomavírus Humano (HPV)
Autor(es): Oliveira, Maria Luiza
Primeiro orientador: Patriota, Paulo Roberto da Silva Lucena
Primeiro membro da banca: Custódio, Katia Maria
Segundo membro da banca: Mendes, Carolina Araújo
Resumo: Contexto: A infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV) é comumente associada às doenças sexualmente transmissíveis. Todavia, o tema revela-se consideravelmente mais complexo do que geralmente se supõe. O HPV corresponde a um grupo de vírus de distribuição variável que afeta indivíduos de todas as idades, incluindo a população neonatal e pediátrica. Embora o risco de transmissão vertical seja conhecido, a compreensão sobre os mecanismos exatos da aquisição do vírus em neonatos permanece limitado e controverso. A infecção em recém-nascidos (RN) é frequentemente assintomática, mas pode manifestar-se desde verrugas cutâneas até complicações severas e de alta morbidade, como a Papilomatose Respiratória Recorrente Juvenil (PRRJ). Objetivo: Realizar uma revisão narrativa sobre a infecção do HPV em RN e elaborar uma proposta de protocolo assistencial para o manejo dos RN expostos verticalmente ao vírus. Metodologia: A busca foi estruturada para ser realizada nas bases de dados LILACS, PubMed, Embase e Cochrane Library. Os descritores utilizados de forma combinada foram: "Human papillomavirus", "Newborn", "Vertical Transmission", "Management" e "Treatment". Para a avaliação da qualidade dos artigos de revisão narrativa, foi definida a utilização da escala SANRA (Scale for the Assessment of Narrative Review Articles), pontuada de forma independente por dois pesquisadores. Resultados: A transmissão vertical pode ocorrer no período intrauterino, perinatal ou peri-concepcional. O parto cesárea não se configura como fator protetor significativo na literatura atual. A maioria das infecções são transitórias e autolimitadas. As manifestações clínicas incluem verrugas cutâneas, condilomas anogenitais, papiloma conjuntival e a PRRJ. O diagnóstico é realizado por técnicas moleculares como a PCR, entretanto a principal conduta continua sendo a observação das manifestações clínicas. Conclusão: A infecção neonatal por HPV apresenta alta taxa de clareamento espontâneo e baixa persistência viral. O manejo deve basear-se na vigilância clínica, com intervenção restrita a complicações evitando intervenções medicamentosas e/ou invasivas para simples colonizações. A vacinação materna pré-concepcional é a principal medida preventiva contra a transmissão vertical.
Palavras-chave: Papilomavírus Humanos
Human Papillomavirus
Recém-Nascido
Newborn
Transmissão Vertical de Doenças Infecciosas
Vertical Transmission of Infectious Diseases
Área(s) do CNPq: CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA::SAUDE MATERNO-INFANTIL
CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA::SAUDE MATERNO-INFANTIL
Idioma: por
País: Brasil
Editora: Universidade Federal de Uberlândia
Referência: OLIVEIRA, Maria Luiza. Protocolo Assistencial para o Manejo do Recém Nascido Exposto Verticalmente ao Papilomavírus Humano (HPV). 2026. 38 f. Trabalho de Conclusão de Residência (Residência em Ciências da Saúde) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2026.
URI: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/48324
Data de defesa: 28-Jan-2026
Aparece nas coleções:COREME - TCRM - Trabalho de Conclusão de Residência Médica

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
ProtocoloAssistencialManejo.pdf2.27 MBAdobe PDFThumbnail
Visualizar/Abrir


Este item está licenciada sob uma Licença Creative Commons Creative Commons