Publicação: A filosofia camusiana: um chamado à vida
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CNPQ::CIENCIAS HUMANAS
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Resumo
Este trabalho nasceu do meu desejo de me aprofundar na obra filosófica de Albert Camus,
sobretudo, nos conceitos de absurdo e revolta. Esses termos foram analisados a partir da
confrontação do pensamento camusiano com outros entendimentos filosóficos sobre a
condição absurda e a resposta humana dada essa condição. Nesse sentido, foram exploradas
exemplificações de como o absurdo se manifesta na vida dos homens e de que maneira o
homem consciente do absurdo pode perseguir o labirinto que o leva até os confins do absurdo.
Isso sem se perder no desespero que o faça optar pelo suicídio físico ou pelos saltos lógicos.
Mais adiante, em uma segunda parte, foram explorados os três tipos de revoltas apresentados
por Camus, tal como os movimentos que fizeram com que o homem deturpasse a verdadeira
natureza da revolta. À vista disso, foram explorados os tópicos mais pertinentes à revolta
metafísica, como a negação absoluta, as práticas de deicídios, regicídios e revolução do
homem contra o reino divino. Na sequência, foram analisadas as consequências da revolução
na história e sua degeneração em revolução e terror. Além disso, foi sublinhada a maneira
como o homem deveria agir a fim de evitar a revolução e, ao mesmo tempo, afirmar-se sem
ultrapassar os limites impostos pelas regras da revolta. E, finalmente, com a revolta artística,
Camus nos apresentou um universo onde é possível reivindicar o poder de criação sem
destruir precipitadamente os valores consagrados pelo divino. Dessa forma, ele nos ensinou a
como canalizar a energia do espírito revoltado em prol de uma arte criadora de destinos e
eternidades humanas. Em síntese, ele nos aponta um caminho de reconciliação do homem
com o mundo pela arte, no qual o homem pode alcançar a unidade sem tropeçar na totalidade.
Sinteticamente, este trabalho pretende unir os conceitos de absurdo e revolta para demonstrar
a afirmação do valor da vida humana sob a óptica da filosofia camusiana.
Abstract
Ce travail est né de mon envie d'approfondir l'œuvre philosophique d'Albert Camus,
notamment les notions d'absurdité et de révolte. Ces termes ont été analysés à partir de la
confrontation de la pensée camusienne avec d’autres compréhensions philosophiques de la
condition absurde et de la réponse humaine face à cette condition. En ce sens, des exemples
ont été explorés sur la manière dont l'absurde se manifeste dans la vie des hommes et sur la
façon dont un homme conscient de l'absurde peut poursuivre le labyrinthe qui le mène aux
extrémités de l'absurde. Ceci sans vous perdre dans le désespoir qui vous fait choisir le suicide
physique ou les sauts logiques. Plus loin, dans une deuxième partie, les trois types de révoltes
présentés par Camus ont été explorés, ainsi que les mouvements qui ont amené l'homme à
déformer la véritable nature de la révolte. Dans cette optique, les thèmes les plus pertinents à
la révolte métaphysique ont été explorés, tels que le déni absolu, les pratiques des déicides,
des régicides et la révolution de l'homme contre le royaume divin. Ensuite, les conséquences
de la révolution dans l’histoire et sa dégénérescence en révolution et en terreur ont été
analysées. Par ailleurs, la manière dont l'homme doit agir pour éviter la révolution et en même
temps s'imposer sans dépasser les limites imposées par les règles de la révolte a été mise en
évidence. Et enfin, avec la révolte artistique, Camus nous a présenté un univers où il est
possible de revendiquer le pouvoir de création sans détruire hâtivement les valeurs consacrées
par le divin. Il nous a ainsi appris à canaliser l'énergie de l'esprit rebelle en faveur d'un art qui
crée les destinées et les éternités humaines. Bref, il nous montre un chemin de réconciliation
entre l'homme et le monde à travers l'art, où l'homme peut réaliser l'unité sans trébucher dans
la totalité. Synthétiquement, cet ouvrage entend unir les concepts d'absurdité et de révolte en
vue de démontrer l'affirmation de la valeur de la vie humaine du point de vue de la
philosophie camusienne.
Palavras-chave
Albert Camus, Absurdo, Suicídio, Revolta, Revolução, Totalitarismo, Absurde, Suicide, Révolte, Révolution, Totalitarisme
Citação
RODRIGUES, Daniel Alves. A filosofia camusiana: um chamado à vida. 2024. 129f Dissertação (mestrado em Filosofia) - Universidade Federal de Uberlândia, 2024. DOI http://doi.org/10.14393/ufu.di.2024.700