Publicação: Aborto legal via telessaúde: perspectivas de mulheres em situação de violência sexual sobre um serviço de atendimento
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CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE
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Elias, Marisa Aparecida
Resumo
O aborto legal via telessaúde passou a ser uma alternativa para mulheres em situação de
violência sexual durante a pandemia da COVID-19. Nosso objetivo foi compreender a
perspectiva de mulheres em situação de violência sexual sobre a experiência do aborto legal
via telessaúde no primeiro serviço público a implementar essa modalidade de tratamento no
Brasil. Neste estudo qualitativo, entrevistamos seis mulheres, entre 21 e 35 anos, que
realizaram o aborto legal via telessaúde. A análise dos resultados resultou em quatro
categorias temáticas: perspectivas em relação ao atendimento via telessaúde; potencialidades
e facilidades do serviço via telessaúde; desafios e dificuldades da telessaúde; e continuidade
do serviço via telessaúde pós-pandemia. As mulheres sentiram-se amparadas, seguras e
acolhidas pelas profissionais e pelo serviço; relataram maior facilidade de acesso ao serviço e
ao tratamento, e maior conforto e privacidade proporcionada pela telessaúde. As dificuldades
foram relacionadas ao formato assíncrono de parte das interações, à falta de conhecimento dos
profissionais de fora do serviço acerca do direito ao aborto legal e de divulgação de
informações nas redes de saúde sobre o serviço. As participantes entenderam como viável a
continuidade do serviço em um contexto pós-pandemia. Os resultados abrem portas para
pensar nos desafios ainda impostos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em relação à
ampliação do acesso ao aborto legal, à telessaúde e à necessidade de uma formação de
profissionais de saúde voltada para os direitos humanos das mulheres e para a prática centrada
na pessoa.
Abstract
Legal telehealth abortion has become an alternative for women experiencing sexual violence
during the COVID-19 pandemic. Our objective was to understand the perspective of women
in situations of sexual violence on the experience of legal telehealth abortion in the first public
service to implement this treatment modality in Brazil. In this qualitative study, we
interviewed six women, between 21 and 35 years old, who had a legal abortion via telehealth.
The analysis of the results researched in four thematic categories: perspectives in relation to
care via telehealth; potential and facilities of the service via telehealth; challenges and
difficulties of telehealth; and continuity of telehealth service post-pandemic. The women felt
supported, safe and welcomed by the professionals and the service; reporting greater ease of
access to the service and treatment, and greater comfort and privacy provided by telehealth.
The difficulties were related to the asynchronous format of part of the interactions, the lack of
knowledge of professionals outside the service about the right to legal abortion and the
dissemination of information in health networks about the service. Participants understood the
continuity of the service in a post-pandemic context as viable. The results open doors to
thinking about the challenges still imposed by the Unified Health System (SUS) in relation to
expanding access to legal abortion, telehealth and the need for training of health professionals
focused on women's human rights and person-centered practice.
Palavras-chave
aborto legal, telessaúde, mulheres, violência sexual, pandemia, legal abortion, telehealth, women, sexual violence, pandemic
Citação
BARBOSA, Laura Turatti. Aborto legal via telessaúde: perspectivas de mulheres em situação de violência sexual sobre um serviço de atendimento. 2024. 56 f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2024. DOI http://doi.org/10.14393/ufu.di.2024.80.
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