Publicação: Depois da fronteira: revolução, exílio e liberdade nos escritos do intelectual cubano Reinaldo Arenas (1980-1990)
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CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA::HISTORIA DA AMERICA
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Resumo
O anúncio de abertura do Porto de Mariel, realizado pelos dirigentes da Revolução Cubana em 20 de abril de 1980, significou para muitos dos dissidentes políticos do país a possibilidade de um recomeço. Naquele ano, entre os meses de abril e setembro, cerca de 125.000 cidadãos da ilha caribenha partiram de Havana em direção ao porto de Cayo Hueso, refugiando-se majoritariamente em Miami, Estados Unidos da América. Expatriados e habitando uma nação cuja língua, economia e cultura diferiam de sua terra natal, passaram a vivenciar novos conflitos. Por meio da análise da obra romanesca El portero (1987) do escritor cubano Reinaldo Arenas, bem como, dos relatos autobiográficos e epistolares redigidos pelo intelectual, investiga-se a sua experiência exílica entre os anos 1980 e 1990. A abordagem, que se vale de conceitos como representação e testemunho, explora as formas pelas quais o literato – valendo-se do processo de desterro dos marielitos – construiu imagens da Revolução e do cenário político no novo mundo, projetando-se na cena cultural e inserindo-se nas redes de debate intelectual latino-americanas operantes na segunda metade do século XX. Para além de uma memória gestada, evidencia-se, em suas construções narrativas e estéticas, o engajamento, a aporia e os signos subjacentes.
Abstract
The opening of the port of Mariel, announced by the revolutionaries on April 20, 1980, meant the possibility of a new beginning for many political dissidents. As a result, between April and September, 125,000 citizens left the Caribbean Island of Cuba and headed for the port of Cayo Hueso to seek refuge in the United States of America. Living in a country whose language, economy, and culture were different from those of their homeland, they began to experience new conflicts. Through the analysis of the novel El portero (1987) and the autobiographical and epistolary testimonies of the Cuban intellectual Reinaldo Arenas, his exile experience is examined. The approach, based on the concepts of representation and testimony, explores the way the writer – using the exile process of the marielitos – constructed images of the Revolution and the political scenario in America. We investigated how the writer inserted himself in the networks of intellectual debate in Latin America in the second half of the 20th century. In addition to a constructed memory, the engagement, the aporias and the underlying signs are analyzed in their narrative and aesthetic constructions.
Palavras-chave
Reinaldo Arenas, Reinaldo Arenas, Revolução Cubana, Cuban Revolution, Memória, Memory, Literatura, Literature, Exílio, Exile
Citação
FREITAS, Ualisson Pereira. Depois da fronteira: revolução, exílio e liberdade nos escritos do intelectual cubano Reinaldo Arenas. 2024. 131 f. Dissertação (Mestrado em História) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2024. DOI http://doi.org/10.14393/ufu.di.2023.653.
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