Publicação: Efeito da Detomidina no exame físico de equinos
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CNPQ::CIENCIAS AGRARIAS
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A detomidina é um agonista do receptor α2-adrenérgico, amplamente utilizado em equinos
proporcionando sedação, analgesia e miorrelaxamento. Possui efeitos colaterais como a
bradicardia, redução da atividade mioelétrica e da motilidade intestinal, alteração da
termorregulação e sudorese, sendo portanto, um medicamento utilizado com cautela por
médicos veterinários. Esta pesquisa objetivou avaliar os efeitos do cloridrato de detomidina
antes, durante e após seu uso, em equinos sem jejum prévio. Foram submetidos a testes 16
equinos adultos, sendo oito machos e oito fêmeas, divididos em grupo controle (GC) e grupo
tratado (GT). O GC recebeu solução fisiológica NaCl 0,9% na dose única de 0,2 ml/100 kg de
peso vivo e o GT recebeu cloridrato de detomidina na dose 0,2 ml/100kg de peso vivo, ambos
por via intravenosa. Todos os animais foram avaliados clinicamente no momento da seleção
(D-7), antes do tratamento (D-1) e três dias pós-tratamento (D3). Além disso, no dia do
tratamento (D0) os animais foram avaliados no tempo T0 (pré tratamento), e nos minutos 5,
10, 15, 30, 90 e 120 após o tratamento quanto aos seguintes parâmetros: frequência cardíaca
(bpm), frequência respiratória (mpm), temperatura retal (°C), tempo de preenchimento capilar
(segundos), ruído intestinal específico da válvula íleocecal, coloração de mucosas, nível de
consciência, turgor cutâneo e linfonodos. Observou-se redução da frequência cardíaca média
do GT quando comprado ao GC durante os tempos T5 (p=0,003), T10 (p=0,006), T15
(p=0,0007), T30 (p=0,006) e T60 (p=0,013). Na análise intragrupos do GT houve diferença
entre T5 e T90 (p=0,04), T10 e T90 (p=0,02), T15 e T90 (p=0,003) e T15 e T120 (p=0,01). Em
relação à FC, foi observada redução da média do GT durante os tempos T5, T10, T15, T30,
T60, T90 e T120. As médias da descarga íleocecal foi menor no grupo tratado em relação ao
grupo controle nos momentos T15 (p=0,007) e T30 (p=0,002). Quando realizada a análise
intragrupo, no GT houve redução, em relação aos momentos pré-tratamento, durante os tempos
T15 (p=0,04) e T30 (p=0,001). Quando analisada a temperatura, intragrupo houve diferença em
T90 (p=0,03) e intergrupo, em T10 e T90 (p=0,03) do GT. Assim, conclui-se que a detomidina
é um fármaco que possui efeitos adversos, porém nas condições que este estudo foi realizado
estes não possuíram relevância clínica que pudesse comprometer a saúde e bem estar dos
animais, além disso, esse estudo demonstrou que o farmaco é seguro quando utilizado em casos
que o jejum não é possível.
Abstract
Palavras-chave
Sedação, Jejum, Hipomotilidade
Citação
MARQUES, Beatriz André. Efeitos da Detomidina no exame físico de equinos. 2023. 31 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Medicina Veterinária) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2023.
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