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Aplicação foliar de doses de bioestimulante em arroz inundado

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CNPQ::CIENCIAS AGRARIAS

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Resumo

O arroz é caracterizado como o principal alimento de mais da metade da população mundial e a interferência de doenças sobre a cultura reduz quantitativamente a produção, bem como qualitativamente, através da depreciação da qualidade final do grão do arroz. A brusone (Pyricularia grisea) é reconhecida como a mais importante doença da cultura, podendo acarretar danos de até 100% na produtividade do arroz. Os bioestimulantes são uma alternativa promissora no controle de doenças, já que as suas diversas formulações promovem efeitos positivos quantitativos e qualitativos. O objetivo deste trabalho foi avaliar e comparar duas fontes bioestimulantes à base de extrato de algas e silício e sua influência em arroz com e sem a presença de Pyricularia grisea. O experimento foi realizado em casa de vegetação pertencente à Universidade Federal de Uberlândia. Foram utilizados vasos de 10 kg, com solo classificado como Neossolo Quartzarênico. Utilizou-se a cultivar IRGA-421, adaptada ao cultivo inundado. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com três repetições, em arranjo fatorial (2x2x2+2). Os tratamentos consistiram de duas doses de bioestimulantes (1,50 e 3,00 L ha-1), uma contendo concentrações de 5,7% de zinco, 17% de fósforo, 13% de nitrogênio e 2,5% de manganês, sendo esta uma formulação comercial e outra com concentrações de 1,5% de Si, 1,5% de K e 0,5% de Zn, aplicados aos 20 dias após a emergência (DAE) e no perfilhamento (V4) e duas testemunhas, sem aplicação de bioestimulantes, os tratamentos foram testados com e sem inoculação de Pyricularia grisea. Foram avaliados os teores de macro e micronutrientes, massa seca de raízes (MSR) e de parte aérea (MSA), valores de clorofila, produção por vaso, produtividade e massa de 100 grãos. Foram testadas as pressuposições dos dados obtidos, os quais foram submetidos à análise de variância pelo teste de Tukey e Dunnett a 0,05 de significância. O uso dessas fontes bioestimulantes na cultura do arroz, em condições de casa de vegetação, altera os teores foliares de Ca e Mg, na presença e ausência de Pyricularia grisea em função das diferentes doses de bioestimulante. A aplicação do produto comercial altera os teores de Zn e Si, em função das doses, aplicadas. A aplicação dos bioestimulantes não alteram os teores foliares de N, P, K, S, Fe, Cu, Mn e valores de Clorofila (SPAD) em função das diferentes doses de bioestimulante. O uso de bioestimulantes não influenciaram a MSR e MSA na cultura do arroz, no entanto, a presença do inóculo de Pylicularia grisea proporcionou maior peso médio de MSA.

Abstract

Palavras-chave

Bioestimulante, Adubação foliar, Agroquímicos de regulação hormonal, Ascophyllum nodosum, Brusone, Oryza sativa

Citação

FERNANDES, Slloane do Valle Nogueira. Aplicação foliar de doses de bioestimulante em arroz inundado. 2019. 24 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Agronomia) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2020.

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