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Avaliação histomorfométrica do reparo ósseo após levantamento de soalho de seio maxilar em humanos, utilizando enxerto autógeno associado a xenógeno (BONEFILL)

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CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::ODONTOLOGIA

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Campoli, Maria Aparecida de Oliveira

Resumo

O objetivo do presente estudo foi avaliar histomorfometricamente as áreas enxertadas na elevação do seio maxilar para fins implantodônticos. Foi realizado em seis pacientes adultos sem distúrbios sistêmicos e os enxertos consistiram em uma associação de osso particulado autógeno e biomaterial xenógeno (Bonefill®, 1: 1). Após seis meses, os implantes foram instalados. Nesse momento, foram removidos fragmentos ósseos das áreas enxertadas e de controle (não enxertadas) por meio de procedimento de trefinação de 2 mm. As amostras foram fixadas em solução de formalina a 10%, desmineralizadas em EDTA e embebidas em metacrilato de glicol (Historesin® - Leica). Cortes histológicos longitudinais (largura da 3pm) foram corados em azul de toluidina e estudados por microscopia óptica de luz. Nos dois grupos, observou-se que o osso trabecular de aspecto normal envolve pequenas cavidades com tecido medular. O software HLlmage foi então empregado para quantificar a matriz óssea. O teste t pareado demonstrou uma diferença estatística significativa entre as áreas enxertadas e de controle em três das seis pessoas estudadas. Dois deles apresentaram mais matriz óssea nas áreas não enxertadas. No entanto, a análise não pareada (teste t de Student) não foi capaz de mostrar diferença estatisticamente significante entre as áreas experimental e de controle quando todas as seis amostras foram agrupadas. Os resultados obtidos sugerem que a associação de osso autógeno e Bonefill® pode ser útil na elevação do seio maxilar em pacientes com crista residual de pelo menos cinco micrômetros de largura pré-operatória, com satisfatória reparo ósseo.

Abstract

The aim of the present study was to histomorphometrically evaluate grafted areas in maxillary sinus lifting for implantodontic purposes. It was proceeded in six adult patients without any systemic disorders, and graftings were consisted by an association of autogenous particulated bone and xenogenous biomaterial (Bonefill®, 1:1). After six months, implants were installed. At this moment, it was removed bone fragments from grafted and control (non-grafted) areas by means of 2mm trephination procedure. Samples were fixed in 10% formalin solution, demineralized in EDTA, and glycol methacrylate (Historesin® - Leica) embedded. Longitudinal histological sections (3pm width) were stained in toluidin blue and studied by means of optical light microscopy. In both groups, trabecular bone of normal aspect was observed to surround small cavities with medullar tissue. The software HLlmage was then employed to quantify the bone matrix. Paired t-test demonstrated a significant statistical difference between grafted and control areas in three out of the six people studied. Two of them presented more bone matrix in the non-grafted areas. However, non-paired analysis (Student t-test) was not able to show statistically significant difference between experimental and control areas when all of the six samples were grouped. Results obtained suggest that the association of autogenous bone and Bonefill® may be useful in maxillary sinus lifting for patients with residual ridge of at least five micrometers pre-operatory width, with satisfactory bone repair.

Palavras-chave

Bone repair, Autogenous bone, Bonefill, Maxillary sinus lifting, Reparação óssea, Osso autógeno, Elevação do seio maxilar

Citação

ALVES, Lucieni Campoli. Avaliação histomorfométrica do reparo ósseo após levantamento de soalho de seio maxilar em humanos, utilizando enxerto autógeno associado a xenógeno (BONEFILL). 2005. 104 f. Dissertação (Mestrado em Odontologia) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2019. DOI http://dx.doi.org/10.14393/ufu.di.2005.37

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