Publicação: Distribuição intraespecífica de enzimas fosfolipase A2 e miotoxinas em peçonhas de serpentes irmãs da espécie Bothrops moojeni (Viperidae, Crotalinae)
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CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::ZOOLOGIA
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Resumo
Os acidentes ofidicos quando não são fatais causam várias complicações às vítimas, resultando geralmente em seqüelas permanentes. No Brasil o gênero Bothrops é responsável pela maioria destes acidentes, sendo que a administração do soro antiofidico é a forma mais eficaz de tratamento. Este trabalho teve como objetivos fracionar um "pool" de peçonhas de Bothrops moojeni, analisar a atividade fosfolipásica (PLA2) e miotóxica das frações isoladas, e correlacionar por eletroforeses em gel de poliacrilamida (PAGE), a presença ou ausência destas toxinas em peçonhas de serpentes irmãs, nascidas e criadas sob mesmas condições no Setor de Répteis (UFU). O "pool" de peçonhas foi fracionado em CM-Sepharose Fast Flow, e eluido no tampão bicarbonato de amônio (NH4HCO3) 0,05 M p1-1 8, estabelecendo-se um gradiente convexo de concentração (0,05 a 0,5 M). Foram obtidas nove frações, designadas MIa, MIb, MIla, MIIb, MIII a MVII, respectivamente. A atividade PLA2 das amostras foi determinada por titulação potenciométrica, usando como substrato uma emulsão aquosa de gema de ovo. A atividade miotóxica foi determinada pela atividade da enzima creatina kinase, utilizando-se o kit CK NAC activated 335. As frações MIa e MV apresentaram intensa atividade fosfolipásica, sendo que em PAGE-SDS observa-se uma forte banda protéica em MV, com peso molecular de aproximadamente 14.000. Esta provavelmente corresponde à enzima PLA2 de caráter básico. Comparando o perfil eletroforético das peçonhas de irmãs que tem elevada atividade PLA2 com o da fração MV em PAGE pH 4,5, observa-se a presença de uma banda muito intensa e de mesma mobilidade eletroforética. Já as irmãs com baixa atividade PLA2, praticamente não apresentam esta banda. A atividade CK foi detectada nas frações MVI e MVII e em PAGE-SDS ambas apresentam uma banda principal de maior mobilidade eletroforética, com peso molecular em torno de 13.000. Nestas frações provavelmente estão as miotoxinas (I e 11) isoladas desta peçonha. As peçonhas das irmãs quando comparadas com frações MVI e MVII em PAGE pH 4,5, não apresentam diferenças significativas na expressão destas isoformas. Assim, a análise eletroforética comparativa nos possibilita concluir que em relação à composição em miotoxinas, as irmãs não apresentam uma variabilidade significativa, mas apresentam em relação à PLA2 básica, sugerindo diferenças na expressão gênica destas isoformas. Propomos a seleção de espécimes para produção de antisoros, com base em critérios bioquímicos e na toxicidade das amostras, já que esta variação entre as diferentes peçonhas, pode limitar a capacidade de neutralização dos antisoros produzidos. Palavras-chave: peçonhas, variabilidade, Bothrops moojeni irmãs.
Abstract
Palavras-chave
Peçonhas, Variabilidade, Bothrops moojeni irmãs
Citação
ANDRADE, Rodrigo Magrin de. Distribuição intraespecífica de enzimas fosfolipase A2 e miotoxinas em peçonhas de serpentes irmãs da espécie Bothrops moojeni (Viperidae, Crotalinae). 32 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ciências Biológicas) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2000.